Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Café da Manhã

Nosso frio café da manhã traiçoeira
(empregada ouvira nossos delírios?)
um pão duro, leite frio à nossa beira
ressequiam-se morosos sonos sírios

Não há memórias atidas a domínios
quando prosaica n'alma se regenera
(enfrentar outro dia, e seus convívios
d'élan consumista que me desvocifera).

E canto cervo pela noite pálida tal:
mães adormecem seus toscos filhos
as vejo meta-paráclitas de meu beiral

É das hormonas. Disfuncionam mal.
Reptos agoiram ousando novos trilhos
e visão nos turva deste senso matinal.

Lourenço


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