Femina
Lapidam-me seus ternos gestos sentimentos,
(doutos séquitos, moral casta d'essência diurna).
Eis angelical mulher de fronte pura, não-soturna
arrancando de meu córdio seus inatos ferimentos!
Eu, louco poeta, vivo de minhas meras dialéticas
querendo, no asfáltico ser, apenas sua guarida
compreensão, racionalidade e beleza contida
mais que dilemas, querelas ou minhas métricas.
Estes são os versos de minh' eterna gémea alma
escritos em telepatia, usando minha longa mão
tornando-os escravos de sua heróica formosura.
Aconchega sua candura minha vasta palma
invisível caneta sua ensina pura escritura:
sentidos versos figurados d’humana oração.
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