Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Femina ( soneto heróico)

Femina


Lapidam-me seus ternos gestos sentimentos,

(doutos séquitos, moral casta d'essência diurna).

Eis angelical mulher de fronte pura, não-soturna

arrancando de meu córdio seus inatos ferimentos!


Eu, louco poeta, vivo de minhas meras dialéticas

querendo, no asfáltico ser, apenas sua guarida

compreensão, racionalidade e beleza contida

mais que dilemas, querelas ou minhas métricas.


Estes são os versos de minh' eterna gémea alma

escritos em telepatia, usando minha longa mão

tornando-os escravos de sua heróica formosura.


Aconchega sua candura minha vasta palma

invisível caneta sua ensina pura escritura:

sentidos versos figurados d’humana oração.

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