Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Lusitânia que teus cérebros escarras

Teus demónios, Pátria, me cercam erguidos
(Ouvindo vozes deste inferno neo-futurista
queimo minha dantesca voz ténue, empirista)
quimeras d'hipnoses, sem gnoses ou fluídos.

E, hora-a-hora, me esventram mil bem-vividos
(me martelando com dor de consciência egoísta
em hispânico timbre e razão ultra-decadentista)
contra-choques de caos e também mal instruídos!

Ventres esses estranhos de nihilismos contidos...
Numa terra de nenhures qual mente cientista
d'umbilical solo vencerá tais monstros temidos?

Escarras, Lusitânia, teus talentos, qual bel'artista (!)
E d'útero teu despedaças vastos élans contra-vertidos
os deixando à mercê doutro terreno argumentista

Lourenço

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