
Caem, na invicta noite, silêncios sepulcrais
invadindo Cedofeita e sua ressacada vida
Passos que te zombam ó cidade formosa
de lisboa tua cabeça querem e teus tesouros
Lá bem longe, nos ditos afamados pelouros
invejam, como lobos, quem te habita, honrosa
Queriam tua vera frontalidade em sua guarida
tua simpatia, mesmo em tempos tão bestiais?
Teu silêncio me toca, ditosa invicta cidade
deixando-me a mácula queimar cigarros
enquanto te não contemplar de verdade.
Eis-nos teus filhos, sangrando teus amparos
do centro de ti, te canto somente adversidade
Quem serei eu para escutares meus disparos?
Lourenço
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