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segunda-feira, 24 de maio de 2010

o Povo - compreender a Lei e as Massas, com Proudhon


Porque ignoram a a primitividade dos seus instintos, a urgência das suas necessidades, a imapciência dos seus desejos, o povo mostra uma preferência pelas formas sumárias de autoridade.

Eles não entendem as garantias legais, nem tãopouco se importam com elas ou as compreendem; não se importam com intrincados mecanismos de equilíbrio de poder ou checks and balances para os quais, para os seus usos, não encontram funcionalidade.

Eles confiam na palavra de um chefe, um líder cujas intenções lhes sejam perfeitamente claras, cuja devoção aos seus interesses seja inegável. A este chefe eles entregam o poder ilimitado das Massas, infinito e irresistível.

O Povo considera aquilo que lhe é útil, e mais nada. Como são a Massa, ridicularizam toda a Formalidade, e não impõem limitações condicionantes nos seus governantes.

Inclinados para a suspeição e para a calúnia, mas incapazes de uma discussão metódica, a populaça acredita em Nada. Em Nada, excepto a Vontade. A sua esperança reside no homem, na criatura sua irmã.

A Populaça nada espera dos Princípios - que, sozinhos, podiam salvá-la.

Não possuem a Religião das Ideias, apenas banqueteiam-se nelas, ao sabor dos Niveladores.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

doações ao Partido

- "Se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"

- "Sim" - respondeu o militante.

- "E se tivesse dois carros de luxo, doaria um ao partido?"

- "Sim" - respondeu
novamente o valoroso militante.

- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil ao partido?"

- "É claro que doaria" - respondeu o orgulhoso camarada.

- "E se tivesse duas galinhas, doaria uma ao partido?"

- "Não" - respondeu o camarada.

- "Mas porque doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um
carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não
doaria uma galinha se tivesse duas?"

- "Porque as galinhas já eu tenho."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Razão, Força e Lógica


Um caso contra a percepção socialista de justiça social. O método socrático aplicado à luta da extrema-esquerda portuguesa (BE e PCP) contra a democracia liberal.
diálogo entre Alcibíades (A) e Péricles (P)

A- Tio, o que é uma Lei?
P- Ainda bem que perguntas! Uma Lei é uma regra aprovada por uma maioria da assembleia!
A- Mas numa Tirania, se o tirano implementar uma regra, isso não é também uma Lei?
P- Hmm... Qualquer que seja o poder soberano das ordens do Estado, isso é uma Lei... Correcto!!
A- Mas não é a Força o oposto da Lei?
P- Sim...
A- E quando um Tirano dá ordens aos cidadãos sem Persuasão - isso não é Força?
P- Retiro o que disse! Retiro o que disse sobre Leis... Tudo o que passa sem Persuasão é Força, e não Lei!
A- Nesse caso - quando a Maioria se apropria das propriedades dos Ricos - isso é Força e não Lei?
P- Sim, sim... Mas sejamos práticos, nem tudo é uma questão de pura Lógica.
A- Mas não é a Lógica um exercício de racionalidade essencial, que caracteriza a arte da Argumentação, a qual nós clamamos como a grandeza da nossa Atenas?
P- Sim, é verdade, a Lógica é um elemento fulcral para discutir Racionalmente, de forma a Argumentar com a Razão.
A- E não é a capacida de pensar Racionalmente que distingue o Homem da Fera?
P- Sim, sim...
A- Então, quando a Maioria usa da Força, que é um Elemento fora do Império da Razão, não estaremos nós, atenienses, a negar a nossa condição de homens?
P- Principalmente tendo em conta que consideramos a propriedade privada como uma instituição essencial à realização do Homem...
A- Então...?
P- Sabes, da tua idade também éramos muito bons nesses enigmas.
A- Não acredito Tio, supostamente, uma vez conquistada a Inteligência, não devia ser tão fácil perde-la...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ele Optou Pelo Culto do Indivíduo

“Ainda por cima, o pavilhão dos cancerosos era o número treze!” É nesta desordem frásica que Alexandre Soljenitsine introduz o leitor na sua obra O Pavilhão dos Cancerosos. Através deste início desconcertado e desconcertante, o leitor mais arguto pode lograr aferir alguns traços (rude aproximação, ainda assim) característicos do autor. “Ainda por cima, o pavilhão dos cancerosos era o número treze!”Soljenitsine, autodidacta, homem sem tempo a perder com arranjos formais e técnicas narrativas intrincadas. De facto, se algo o preocupava, era com certeza a falta de tempo ou oportunidade para deixar registo de tudo quanto queria dizer, informação útil às futuras gerações – compendiada em maçudos volumes para servir à la carte.

Licenciado em matemática; soldado do exército vermelho, do qual seria irradiado por agitação anti-soviética (uma carta enviada a uma amigo na qual questionava as capacidades de liderança de Estaline - José Estaline para os Odisseus). Resultado – cinco anos de trabalhos forçados na Sibéria, curso de horrores que lhe proporcionou o travo amargo de um comunismo desmedido e fratricida que já não era o seu. Escudou-se com versos, diálogos e narrativas que ia construindo mentalmente, numa mnemónica prodigiosa (na fase final do gulag necessitava de sete dias para rever tudo o que havia memorizado). Duas semanas antes do fim da pena, diagnosticaram-lhe cancro em fase avançada, previram-lhe duas semanas de vida… Milagrosamente (Soljenitsine refere nas suas memórias que acredita ter-se tratado de intervenção divina) ocorreu uma remissão do cancro.

Do gulag para o exílio e deste para a “liberdade”, a sua vida impulsionada pelo fervor produtivo (intercalado por pequenos retiros nos quais lia avidamente Hemingway e alguns autores europeus) levou-o ao reconhecimento público, aplauso geral dos intelectuais soviéticos, com o seu Um Dia na Vida de Ivan Denisovich. A obra era marcadamente anti-estalinista, pelo que Nikita (Kruchtchev) a acolheu de braços abertos na sua ânsia de subir ao poder.

Com Nikita no comando da URSS as fileiras de censores voltaram a fechar-se em seu redor, e os seus escritos (abundantes, diga-se), só clandestinamente circulavam. Devemos referenciar, para além do supracitado Pavilhão dos Cancerosos, O Primeiro Círculo, o Arquipélago do Gulag – o seu livro de memórias O Carvalho e o Bezerro, também deve ser tido em linha de conta.

Soljenitsine deve ser lido, deve ser lido com muito respeito e atenção, pelo rigor histórico do seu legado, por ser dos poucos autores que se aventuraram na miséria soviética, por ter vivido na pele a sua gélida cadeia – enfim, por ser um autor mil vezes maldito, renegado ainda hoje pelos comunistas, fazendo-o cair num descrédito que não merece.
Fica, por fim, uma nota para a dificuldade de encontrar os seus livros. Aliás, só um deles é ainda editado (Um Dia na Vida de Ivan Denisovich).


"Dedico este livro a todos quantos a vida não chegou para o relatar. Que eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter apercebido de tudo."
A. Soljenitsine, Arquipélago do Gulag

terça-feira, 10 de março de 2009

Música de Revolucão II

O Odisseia lembra a gloriosa existência dos jovens partisanos franceses


Nous Sommes les Noveaux Partisans!
Viva o Partido Comunista Francês!

domingo, 1 de março de 2009

Reflexões sobre Individualismo e Colectivismo – A armadilha do Colectivismo.

No contexto histórico, o colectivismo é recentíssimo. A tentativa de engenhar um Estado Perfeito, baseado na partilha institucionalizada e na distribuição dos rendimentos do Trabalho Colectivo pode ser baseado nos microcosmos dos antigos mosteiros cristãos ou das congregações religiosas asiáticas, na obra de Platão até, mas o ponto de vista para a Colectivização parte de um pressuposto técnico-científico inventado nos séculos XIX por intelectuais de inspiração positivista.
O Comunismo e o Socialismo, enquanto recriações sociais de uma realidade específica, não são mais do que produtos de laboratório, com uma base já “a priori” afastada da realidade e das necessidades dos indivíduos. Talvez por isso, por não passarem de raciocínios imaginativos complicados, tenham tanto sucesso entre as elites intelectuais do nosso país.
O pressuposto base para estas teorias é o Colectivismo, o mesmo que inspirou Platão, Marx e Engels.
O Colectivismo é redutor em relação ao Fim da acção do Homem. Para os colectivistas, é a colectividade e o Bem Comum o Fim último da existência humana. É depreendida de início (a priori, mais uma vez, o Colectivismo é basicamente primário em todas as suas premissas) a colaboração laboral do Homem para o Estado. É próprio do raciocínio colectivista a repugna por pessoas colectivas cujo fim não seja o bem comum, e antes a prossecução de actividades ditas “egoístas”. E não lhes deve ser criticada tal assumpção. De facto, a partir do momento em que se encara a sociedade como um elemento orgânico dotado de personalidade e interesses próprios, quando se personifica o Colectivo com o objectivo de o dotar de uma vontade homogénea, é natural negar a individualidade e a iniciativa singular.
Não obstante, sintomas de Colectivismo também são palpáveis nas democracias liberais ocidentais, reflexos destas teorias totalitárias. Os métodos usados pelo colectivismo apelam aos sentidos básicos da racionalidade humana, direi até da irracionalidade humana, centrando-se nos instintos vulgares do Homem, os mais atractivos para aqueles cujo espírito é menos cultivado.
Usa o Colectivismo o apelo a instintos como o sexual ou o divinatório. Frisa-se o total apoio à destruição de normas morais da sociedade e preconiza-se a satisfação rápida dos sentidos. Estas normas, alvos tão fáceis, cedem de forma absurdamente fácil perante exigências de indivíduos que, alegando o respeito por escolhas individuais, ajudam os colectivistas da dinamitação das suas liberdades e da sua capacidade de resposta. Este apelo ao instinto sexual prende-se a um sentido freudiano, não à liberdade sexual, que é algo positivo, claro. No entanto, é parte da política hábil dos partidos de extrema-esquerda relativizar o sexo, e diminuir ao primitivismo animalesco o papel do Homem e da Mulher na relação sexual. Este mal, no entanto, é causado pelo esforço da colectividade tanto nos países individualistas como nos colectivistas, por razões diferentes.
Cria também o colectivismo forças divinas, “queridos líderes” e dota-os de centros de poder centralizados que tornam a actuação dos governantes um factor decisivo para a estabilidade dos cidadãos. O martírio de antigos revolucionários é também uma arma inteligente dos colectivistas, criando nas massas uma confusão de emoção e simpatia que contrariam as situações históricas nas quais esses líderes martirizados se encontraram nos seus tempos (caso de Símon Bolívar e Che Guevara).
A transmissão de propaganda também é comum nestes sistemas. A falsa ideia da razão da maioria, tão cara aos socialistas, não passa de uma engenhosa artimanha que deita por terra a acção dos liberais do século XVIII e XIX na criação de “um trono rodeado de instituições republicanas”. A separação de poderes, tão cara ao Estado de Direito, bem como o esforço dos antigos constitucionalistas em criar um sistema de pesos e freios eficaz, foi abandonada nas Constituições Sociais do século XX, especialmente na Constituição da IIIº República Portuguesa, de 1976. Podemos, numa generalização algo perigosa, ligar todos os males passados neste século passado à ideia transmitida pelos colectivistas de que é a vontade comum que governa.
Estabelece também o colectivismo a unidade do indivíduo como lema principal. Falham totalmente neste ponto os socialistas, comunistas, e outros que tais. A Unidade centra-se na integração na totalidade da existência, usando como ponto de partida e mantendo como característica principal a ontologia de cada Homem, a sua profunda individualidade. O que o colectivismo consegue é a Uniformidade, ou seja, centra-se na supressão das características individuais.
Os meios do colectivismo para prosseguir estes fins são a destruição do sistema, pelo menos na medida em que o pode reconstruir à sua imagem e figura. Para isso usa a inveja social, o confronto egoístico entre classes e fomenta o ódio corporativista, tornando a nação não na manta de retalhos individuais preconizada pelos liberais, mas na manta de retalhos colectivos que se guerreiam entre si e partilham sentimentos de ódio, com a particularidade de terem os meios e a força tribal capaz de provocar graves revezes na estabilidade frágil em que se encontram todas as sociedades baseadas no indivíduo, enquanto ser necessitado de liberdade para a prossecução da felicidade, e na acção desses mesmos indivíduos, enquanto manifestação consciente do comportamento do Homem.


"O que sempre fez do Estado um verdadeiro Inferno foram justamente as tentativas de torná-lo um paraíso."
F. Hoelderlin

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

o Justo Tributo a tudo o que o Comunismo nos trouxe de Bom



Um brinde a um Mundo Perfeito, ao PCP e à queda do Capitalismo.

PS: a música é Hurdy Gurdy, de Donovan. Psicadélicos anos 60.
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