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domingo, 2 de agosto de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A 12ª Câmara de Shaolin
Ele (Hugo Monteiro) foi à recôndita província de Henan aprender, com os melhores mestres, a mortífera técnica do murro da morte.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Quando os Credores Perderem a Paciência
Daniel Bessa in Expresso
"A classe política, e os portugueses em geral, têm-se ocupado a discutir a solução governativa a partir de Outubro próximo. Com todo o respeito, parece-me um devaneio primaveril. Um país que deve ao exterior mais de 100% do seu PIB anual (sim, caro leitor, cerca de 20.000 euros cada um de nós, ainda que por interpostas pessoas), e se endivida à razão de dois milhões de euros por hora (10% do PIB anual), pode até escolher Governo (os executantes) mas já não tem escolha de políticas.
Eu sei, como o leitor, que há uma única solução condigna: produzir mais e exportar mais. Só que já não há tempo para essa solução e, nos tempos mais próximos, já não há alternativa a gastar bastante menos (nós todos, Estado, empresas e famílias). Infelizmente. Podemos até fingir que nos esquecemos desta dura realidade. Não importa. Lá para Novembro, quando começar a aproximar-se o Inverno, os credores imporão, primeiro a política e, se necessário, os próprios executantes. E quanto mais 'marialvas' nos mostrarmos, mais depressa nos obrigarão a gastar menos.
O FMI tratou do assunto em 1977 (Governo PS-CDS) e em 1983 (Governo de Bloco Central). Em 2010, os credores far-se-ão representar pela Comissão Europeia. Votemos, entretanto."
"A classe política, e os portugueses em geral, têm-se ocupado a discutir a solução governativa a partir de Outubro próximo. Com todo o respeito, parece-me um devaneio primaveril. Um país que deve ao exterior mais de 100% do seu PIB anual (sim, caro leitor, cerca de 20.000 euros cada um de nós, ainda que por interpostas pessoas), e se endivida à razão de dois milhões de euros por hora (10% do PIB anual), pode até escolher Governo (os executantes) mas já não tem escolha de políticas.
Eu sei, como o leitor, que há uma única solução condigna: produzir mais e exportar mais. Só que já não há tempo para essa solução e, nos tempos mais próximos, já não há alternativa a gastar bastante menos (nós todos, Estado, empresas e famílias). Infelizmente. Podemos até fingir que nos esquecemos desta dura realidade. Não importa. Lá para Novembro, quando começar a aproximar-se o Inverno, os credores imporão, primeiro a política e, se necessário, os próprios executantes. E quanto mais 'marialvas' nos mostrarmos, mais depressa nos obrigarão a gastar menos.
O FMI tratou do assunto em 1977 (Governo PS-CDS) e em 1983 (Governo de Bloco Central). Em 2010, os credores far-se-ão representar pela Comissão Europeia. Votemos, entretanto."
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sábado, 2 de maio de 2009
Os Bajuladores e o Medíocre
Se na hora de anunciar negócios colossais do nosso submisso Estado (Wormtongue no universo de Tolkien) com uma Venezuela revivalista e autoritária não se poupa na pompa orgulhosamente servida num catering dispendioso à moda de Versalles, quando a negociata cai por terra, bem, então o melhor é esconder tudo, queimar a papelada e fingir que nunca tal ocorreu.
Desta feita, para além do negócio das 50 000 casas pré-fabricadas, permanecem em águas de bacalhau (aqueles que enviamos para lá em troca de uns garrafões de petróleo gourmet): a reconversão do porto La Guaira por um consórcio liderado pela Teixeira Duarte, o projecto de um hospital em Caracas pela Edifer, o fornecimento de equipamento pela Efacec à eléctrica venezuela, a construção de navios pelos Estaleiros Navais de Viana ou a exportação de medicamentos pelas farmacêuticas.
Obrigado a uma ginástica orçamental inaudita, Chávez anda calmo, discursa pouco, envenena ainda menos e sorri muito para Obama.
Afinal, os trejeitos de tirano, recortados das figuras que preenchem a sua manta de retalhos ideológica, deram lugar a um ditador medíocre. Oxalá não caia da cadeira.
Desta feita, para além do negócio das 50 000 casas pré-fabricadas, permanecem em águas de bacalhau (aqueles que enviamos para lá em troca de uns garrafões de petróleo gourmet): a reconversão do porto La Guaira por um consórcio liderado pela Teixeira Duarte, o projecto de um hospital em Caracas pela Edifer, o fornecimento de equipamento pela Efacec à eléctrica venezuela, a construção de navios pelos Estaleiros Navais de Viana ou a exportação de medicamentos pelas farmacêuticas.
Obrigado a uma ginástica orçamental inaudita, Chávez anda calmo, discursa pouco, envenena ainda menos e sorri muito para Obama.
Afinal, os trejeitos de tirano, recortados das figuras que preenchem a sua manta de retalhos ideológica, deram lugar a um ditador medíocre. Oxalá não caia da cadeira.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Portugal Afoga-se Num Pub
Daniel Oliveira, ilustre cavaleiro das estepes e mentor das dez pragas do Egipto, louvou, vai há pouco, na sua crónica do Expresso, guarida improvável, Portugal não ter seguido na peugada da Irlanda quando o pôde. Regozijando-se de termos ficado quietinhos levou o seu frémito mais além: “Tivéssemos seguido os conselhos dos nossos “sábios liberais” e a crise teria hoje, para a maioria dos portugueses, uma dimensão apocalíptica. Por isso, quando sairmos deste buraco e os vendedores de milagres arrebitarem, não nos podemos esquecer da Irlanda. No fim quem paga o preço da aventura é quem menos ganhou com ela”.Eu não sou um “sábio liberal”, quem dera que fosse, no entanto, denoto que Daniel Oliveira tem acesso privilegiado ao Livro do Apocalipse, talvez uma ligação apostólica que lhe permita ter um tête-à-tête logo de manhãzinha depois do pequeno-almoço.
Se escreve por inspiração divina não me atrevo a discordar, mais, faço questão de cimentar a suas palavras. Ainda bem que nunca fizemos mais que olhar para a Irlanda! Ainda bem que durante os últimos vinte anos nos limitámos a olhar para a Irlanda numa quietude domingueira. Ufa, assim não fosse e estaríamos neste momento “como o país que mais sofre com esta crise”, poderíamos estar prestes a “colapsar”.
Como o nosso ânimo pachorrento assim não permitiu agora podemos rir a bom rir da Irlanda, na nossa velhice desafogada. Façamos então um exercício de terapia do riso: rio-me de não termos investido fortemente na educação como os Irlandeses, e de neste momento possuirmos um dos mais porosos sistemas de ensino da UE, onde os alunos passam por cálculo administrativo para mostrar na Assembleia da República e exibir em Bruxelas; rio-me de não termos apostado em indústrias de futuro como os irlandeses, de termos utilizado os subsídios comunitários para comprar BMW e fanfarrar; rio-me de a Irlanda ter poucas auto-estradas – nós temos dezenas delas, mais do que carros até, e teremos TGV e novo aeroporto e muitas estatuetas em homenagem ao Deus Sol para vincar ainda mais a ideia de sermos a capital europeia do betão. Raios, felizmente não vivemos os últimos vinte anos como os irlandeses, com um sistema económico sem fugas.
Eu acho a coluna do Daniel Oliveira um primor e, quando a crise internacional perder fôlego e a Irlanda começar a recuperar a uma velocidade digna de nota, enquanto aqui a Província der de caras com uma nova crise interna gravíssima, gostaria de lhe perguntar para onde deverei olhar – para a cratera Bloco de Esquerda?
Daniel Oliveira tem razão quando diz que a Irlanda se encontra neste momento em frágil situação. De facto, Portugal não sente tanto a crise – obviamente devido a uma maior intervenção estatal, maior regulamentação, dispomos de mais garantias que nos resguardam durante a tormenta. Já a Irlanda, que possui de um sistema financeiro mais desregulamentado, e onde o estado está menos presente, sentirá a crise sem qualquer almofada que a proteja. Ainda assim poderemos perguntar-nos até que ponto o Estado Português protege os cidadãos – se chama a si 42% dos rendimentos (fora os descontos para a Segurança Social) de cada vez mais indivíduos, com que legitimidade pedirá a estas pessoas que consumam mais para sair da crise? Se o Estado Português tributa de forma escandalosa as empresas, por que carga de água é que alguém quererá investir cá? Bem, sem consumo e investimento privado torna-se morosa a tarefa de sair da crise! Possível solução: mais obras públicas! A mesma solução que vimos utilizando desde há vinte anos para cá. E de onde vem o dinheiro para mais investimentos em betão? O FMI, sorte a dele, já não entra em Portugal; a batata quente salta então para a Europa, para as mãos da Comissão.
Já a Irlanda, não colocando tantos entraves a possíveis investidores, terá mais hipóteses de os atrair – pura teoria das vantagens comparadas. Por conseguinte, como não sufoca os cidadãos com impostos, poderá esperar deles mais consumo. Ora, daqui resulta uma saída mais fácil da tormenta em que nos encontramos.
Ficam alguns dados referentes a importações e exportações, educação, e desemprego na Irlanda.
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domingo, 26 de abril de 2009
Faz Sol na Província
“Se muitos franceses não querem Barroso em Bruxelas por não ser francês, há muitos portugueses que não o querem lá por ser português. Pensando bem, não deve espantar. Somos o país que canta “Lá em cima está o tiro-liro-liro” em vez de cantar “Cá em cima esta o tiro-liro-liro”, que pôs o nome de “malmequer" à flor que poderia ter chamado “bem-me-quer”, que cede demais a visões de saguão e instintos de porta de serviço. Quem se saia bem lá fora não é benquisto cá em casa.”
José Cutileiro in Expresso
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Montesquieu e Res Publica: até os Comunistas percebem mais disto que os Socialistas
E quando digo Montesquieu, estou a referir-me ao seu contributo para a Ciência Política, a formalização da teoria da Separação e Interdependência de Poderes.
Estes dois pontos, muito importantes na feitura das Constituições Clássicas, cada vez mais omitido nas modernas, é o engenho constitucional mais eficaz para limitar o poder político e, por essa ordem de ideias, limitar a influência do poder económico. A ideia é prevenir o "Capitalismo Selvagem", ou o Autoritarismo e o Totalitarismo. Ou melhor, a ideia é que prevaleça sempre o Interesse Público.
E disto, aparentemente, percebem bem mais os comunistas que o actual Governo Socialista:
O líder do grupo Parlamentar do PCP acusa o Governo de "negar" informação sobre as condições em que estão a ser aplicados "vultuosos apoios públicos a empresas".
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sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Arrastados

Daniel Oliveira ficou apreensivo com as declarações do patriarca de Lisboa, há uns dias atrás:
Para Daniel Oliveira, isto é uma prova de como a Igreja Católica, que nunca fez nada pelos direitos das mulheres,,não se sabe manter no seu lugar. Daniel Oliveira sempre soube o lugar devido para os outros. Para os comentadores do seu blogue, estas declarações de D. José Policarpo repugnam ao ponto do nojo e da fúria anti-clerical, incutidas que estão de ódio racial, religioso, e condicionamento à liberdade sexual das jovens cujos amores são aconselhados a acautelarem-se.
A tendência típica de alguns sectores da nossa sociedade é a de diabolizar a igreja pelas suas acções passadas, quaisquer que elas tenham sido, e exigir como paga de todos os pecados cometidos em nome de Deus o completo silêncio destas comunidades religiosas, especialmente a católica. Ainda me lembro do escarcéu que se levantou, há mais de um ano atrás, no Almanaque FDUP, quando eu resolvi discordar com a opinião dominante, que achava ridículo considerar um líder de uma comunidade religiosa como um elemento de confiança da vida social dos portugueses. A tacanhez comum, desde sempre semeada pelos meios universitários, influenciada por este ultra-centralismo dirigista, que nega qualquer tipo de “auctoritas” local tradicional, especialmente de órgãos religiosos, foi-me nesse momento vislumbrada em todo o seu esplendor pela primeira vez.
Para senhores como Daniel Oliveira, e para partidos como o Bloco de Esquerda, a Igreja e as instituições por ela defendidas são alvos a abater. E enquanto isso não se faz, procura-se diminuí-la, e exigir a sua neutralidade como penitência.
O que faz com que, sempre que um representante da Igreja Católica venha a público debater sobre assuntos delicados, a mesma tropa fandanga esteja preparada para lhe cair em cima.
Qualquer conteúdo racista ou fanático nas palavras do Patriarca, se as há, ainda estou para que mo provem. O que eu vejo é um sério conselho às mulheres europeias, sobre as diferenças culturais entre os dois povos. O único mal que eu vejo no texto é só se ter mencionado as jovens europeias de formação cristã. Conheço jovens europeias, de formação ateia, que também sentiriam muita diferença caso passassem a viver num país muçulmano.
A luta por este tipo de multiculturalismo parece desculpar as sharias e as mutilações, e sistematicamente confundir a Igreja com a Inquisição, e até com o IIIº Reich (a maior prova possível de ignorância histórica, mas que tantas vezes eu já ouvi dizer por pessoas inteligentes), quando o fenómeno do Santo Ofício, se bem que terrível, era comum na sua forma e conteúdo tanto no Mundo Católico como no Protestante (alguém já ouviu falar dos famosos casos da caça às bruxas na Nova Inglaterra?) e o IIIº Reich não bebia nenhuma da sua “espiritualidade” no catolicismo nem no cristianismo em geral.
O anti-clericalismo, em Portugal, é uma crença infantil, criada desde os tempos dos “afrancesados”, e incendiada nos nossos períodos mais conturbados, como nos tempos da Iº República. É também uma amostra da quão retardada vai a nossa democracia por estes jacobinismos caducos, que apelam a uma “tolerância do respeitinho” e não reconhecem que muitas das liberdades tão consideradas por nós se confundem com a filosofia cristã europeia, tão própria das culturas ocidentais.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
democracia e ética republicana à lá PS
Revelam-se sinais alarmantes na crescente decomposição moral dos partidos políticos portugueses e da nossa democracia. Sinais evidentes como os 30 Fantásticos do PSD já tinham dado o mote, mas a recente actuação do Governo socialista para com o Presidente da República na polémica questão do Estatuto dos Açores representam o completo descalabro. José Sócrates e o seu Partido Socialista são, agora oficialmente, a corja mais negligente e prejudicial ao bem do País e da Democracia.
Lidou-se com o Estatuto de todas as formas indevidas, e cometeram-se todos os erros possíveis.
Quando se devia ter procurado um acordo que harmonizasse as diferentes opiniões nacionais, dividiu-se o país ao meio entre apoiantes do PR e apoiantes do Governo e da Região Autónoma. A típica guerrilhice socialista. Importa mais o mediatismo e o conflito aberto do que o verdadeiro Bem Comum e a Concórdia. Mas, de facto, Concórdia é só para esses meninos betinhos da Direita.
Para piorar, algo tão simples e importante como um Estatuto de Região Autónoma foi transformado, pela máquina de propaganda habitual, num Grito do Ipiranga açoriano, quando na verdade o que aconteceu foi um ataque indecente à separação e interfiscalização de poderes. Agora, os cidadãos dos Açores estão muito mais vulneráveis aos caprichos partidários da região (que não são poucos). E numa partidocracia como o é o nosso regime, isso não é um sintoma, é um completo flagelo.
Escusado será falar no escarcéu que não se levantou na imprensa.
Tivessem sido o Presidente-Poeta ou o Presidente-Pai da República, e as coisas podiam ter dado mais que falar. Falava-se já num momento heróico de salvação da democracia perpetrado pelo heróico PR (qualquer um dos anteriores possíveis presidentes já eram heróicos à fartazana, quanto mais agora).
Mas nas palavras da elitissíssima Clara Ferreira Alves, o Presidente da República é só um "rapaz de Boliqueime", e "pode-se tirar o rapaz de Boliqueime, mas não Boliqueime do rapaz". Diálogos típicos da nossa qualidade jornalística e democrática. Na verdade, em Portugal, um presidente da república ligado a partidos de Direita não tem grandes hipóteses contra estes abusos típicos da oligarquia política. Se calhar nem mesmo um PR de Esquerda.
Fica registada mais uma honrosa tentativa, no entanto.
PS: Como prova do enorme espectáculo político à volta deste fenómeno, podemos ver no Expresso a seguinte frase:
Nem mais, política à lá PS é sinónimo de constante luta do bem contra o mal, qual Dragon Ball Parlamentar. E o Mal é todo aquele que se sentar do outro lado da bancada e não concordar com as ideias oficiais do Partido.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Duplo Impacto
O CDS viu o cartaz que havia colocado no porto de Lisboa (vulgo Docas), em protesto contra o impacto visual que o alargamento do terminal de contentores acarretará, retirado. A justificação da Administração do Porto de Lisboa não poderia ser mais caricata: o impacto visual negativo que este encerra!
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domingo, 30 de novembro de 2008
A Ler - Henrique Raposo, Marxismo e Globalização, EUA e Europa
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
No Reino dos Sindicatos...
cada vez mais me pergunto se ter representação sindical, em certos casos, traz efectivamente benefícios para certas classes de trabalhadores...
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domingo, 2 de novembro de 2008
aí está o milagre que faz de Fátima um espectáculo de ilusionismo
O Estado está a pagar as dívidas aos privados!
PS: Claro, não há bela sem senão... Paga-se, mas devagarinho, vamos lá a ver...
PS: Claro, não há bela sem senão... Paga-se, mas devagarinho, vamos lá a ver...
sábado, 1 de novembro de 2008
o mito judaico-socialista

João Hall Themido é um dos mais prestigiados embaixadores e diplomatas portugueses deste século, e do século passado. Dos seus 84 anos, passou larga quantidade deles naquele jogo escuro de influências e de cinismo que é a diplomacia. Ainda para mais, viveu nesses tempos de espiões e estrategas que foi a Guerra Fria.
Manifestamente conservador, e outras coisas mais que podemos encontrar na sua entrevista no Expresso, Hall Themido lançou um livro de memórias e estórias suas que deve ser bem interessante. Entre essas recordações de uma vida de árduo labor e patriota entrega, cujo reconhecimento será apenas justo, está uma opinião algo dúbia sobre aquele que é para mim, e por isso a minha opinião em seguimento poderá ser de desconfiar, o maior vulto humanistico e um dos grandes portugueses do século XX, Aristides de Souza Mendes (escreve-se com "z" devido à original assinatura).
Segundo JHT, Aristides de Souza Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus na altura da IIª Guerra Mundial e salvador de mais de 30 mil judeus (mais do que o famoso Schindler), a sua acção histórica é um mito criado por Judeus após o 25 de Abril.
O julgamento de JHT parece-me algo precipitado, e talvez se deva a alguma inveja ou simples arrogância profissional. Começa por considerar que Aristides possuía um cargo de diplomacia menor, por ser somente Cônsul, e por apenas ter exercido essa função não lhe deveria ser dada a importância atribuida aos que seguem a carreira diplomática, os Embaixadores. É muito comum este tipo de pensamento nos Portugueses que se formam em Direito, e esta suposta superioridade moral e profissional é acarinhada e propiciada desde os tempos de formação na Faculdade.
De facto, há várias razões para Aristides de Souza Mendes ter tido uma carreira "menor". Primeiro, e antes de tudo, era um aristocrata a servir nos tempos jacobinos da Iª República. Para piorar a figura, era um monárquico convicto apostado em representar o seu país com dignidade e nos locais onde era mais preciso (fez uma comissão no Brasil, e uma na Bélgica, onde ganhou amizade com o Rei Leopoldo da Bélgica, sem contar com muitas outras mais nos sítios mais diversificados). Os governos da Iª República usaram muitas vezes de serviços de homens e mulheres abertamente monárquicos, por lhes faltar quadros profissionais e competentes para a política externa e interna. Nunca lhes eram concedidos, no entanto, cargos de grande importância.
No tempo de Estado Novo, a carreira consular de Aristides estava tão consolidada que somente era compreensível continuar o seu trabalho nessa função.
O Mito Judeu
Afirma JHT que, após o 25 de Abril, forças judaicas e pós democratas organizaram-se por revitalizar a memória do cônsul e criar um mito sobre a sua acção em Bordéus, considerada irresponsável por parte do Embaixador (e por Salazar na altura, diga-se de passagem).
Assim, criou-se, por influência de sionistas ávidos de propaganda e de democratas anti-Estado Novo, a imagem de Aristides de Souza Mendes.
Não consigo partilhar deste ponto de vista por vários motivos. Aristides de Souza Mendes colaborou com o Estado Novo e isso é reconhecido por historiadores e amigos. Mais importante que um regime, coube-lhe servir um país que ele, acima de tudo, prezava e amava.
Depois, custa-me a crer que as "forças democráticas" do pós-25 de Abril fossem escolher um católico, conservador e monárquico descendente de uma casa com historial "liberal" como herói nacional, caso tivessem necessidade de criar um.
Mais, invoco a memória desse mesmo português, ainda tão esquecido, tão desprezado pela nossa cultura pelas suas ideias e formas de viver, como modelo do típico individualismo lusitano. Desprezou as ordens de um Governo e de um Governante Ditatorial e procurou, pelas Obras e pela Acção, salvar muitos perseguidos da fúria nazi que varreu a Europa dos anos 30 e 40.
Antes de ser monárquico, antes de ser cônsul, antes de ser português,Aristides foi aquilo que importa: um Homem Livre.
Manifestamente conservador, e outras coisas mais que podemos encontrar na sua entrevista no Expresso, Hall Themido lançou um livro de memórias e estórias suas que deve ser bem interessante. Entre essas recordações de uma vida de árduo labor e patriota entrega, cujo reconhecimento será apenas justo, está uma opinião algo dúbia sobre aquele que é para mim, e por isso a minha opinião em seguimento poderá ser de desconfiar, o maior vulto humanistico e um dos grandes portugueses do século XX, Aristides de Souza Mendes (escreve-se com "z" devido à original assinatura).
Segundo JHT, Aristides de Souza Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus na altura da IIª Guerra Mundial e salvador de mais de 30 mil judeus (mais do que o famoso Schindler), a sua acção histórica é um mito criado por Judeus após o 25 de Abril.
O julgamento de JHT parece-me algo precipitado, e talvez se deva a alguma inveja ou simples arrogância profissional. Começa por considerar que Aristides possuía um cargo de diplomacia menor, por ser somente Cônsul, e por apenas ter exercido essa função não lhe deveria ser dada a importância atribuida aos que seguem a carreira diplomática, os Embaixadores. É muito comum este tipo de pensamento nos Portugueses que se formam em Direito, e esta suposta superioridade moral e profissional é acarinhada e propiciada desde os tempos de formação na Faculdade.
De facto, há várias razões para Aristides de Souza Mendes ter tido uma carreira "menor". Primeiro, e antes de tudo, era um aristocrata a servir nos tempos jacobinos da Iª República. Para piorar a figura, era um monárquico convicto apostado em representar o seu país com dignidade e nos locais onde era mais preciso (fez uma comissão no Brasil, e uma na Bélgica, onde ganhou amizade com o Rei Leopoldo da Bélgica, sem contar com muitas outras mais nos sítios mais diversificados). Os governos da Iª República usaram muitas vezes de serviços de homens e mulheres abertamente monárquicos, por lhes faltar quadros profissionais e competentes para a política externa e interna. Nunca lhes eram concedidos, no entanto, cargos de grande importância.
No tempo de Estado Novo, a carreira consular de Aristides estava tão consolidada que somente era compreensível continuar o seu trabalho nessa função.
O Mito Judeu
Afirma JHT que, após o 25 de Abril, forças judaicas e pós democratas organizaram-se por revitalizar a memória do cônsul e criar um mito sobre a sua acção em Bordéus, considerada irresponsável por parte do Embaixador (e por Salazar na altura, diga-se de passagem).
Assim, criou-se, por influência de sionistas ávidos de propaganda e de democratas anti-Estado Novo, a imagem de Aristides de Souza Mendes.
Não consigo partilhar deste ponto de vista por vários motivos. Aristides de Souza Mendes colaborou com o Estado Novo e isso é reconhecido por historiadores e amigos. Mais importante que um regime, coube-lhe servir um país que ele, acima de tudo, prezava e amava.
Depois, custa-me a crer que as "forças democráticas" do pós-25 de Abril fossem escolher um católico, conservador e monárquico descendente de uma casa com historial "liberal" como herói nacional, caso tivessem necessidade de criar um.
Mais, invoco a memória desse mesmo português, ainda tão esquecido, tão desprezado pela nossa cultura pelas suas ideias e formas de viver, como modelo do típico individualismo lusitano. Desprezou as ordens de um Governo e de um Governante Ditatorial e procurou, pelas Obras e pela Acção, salvar muitos perseguidos da fúria nazi que varreu a Europa dos anos 30 e 40.
Antes de ser monárquico, antes de ser cônsul, antes de ser português,Aristides foi aquilo que importa: um Homem Livre.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
grandes textos
para não importunar o espaço de leitura dos posts do blogue, deixo um cheirinho da obra-prima que Henrique Raposo escreveu no Expresso:
Atentem no sugestivo nome do texto, e leiam. Brilhante.
Atentem no sugestivo nome do texto, e leiam. Brilhante.
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