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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Obama e a Esquerda Europeia

A Presidência Espanhola da União Europeia está chocada com a ausência de Barack Obama na futura cimeira USA-EU.

B.O. está naturalmente mais preocupado a "arrumar a casa" para as intercalares que estão para vir - e a tentar negociar com os republicanos de forma a que os americanos não notem tanto a perda de vantagem no Congresso - do que a perder tempo a falar com o "Homem Doente" do Ocidente.

A era Obama afigura-se desastrosa para a Esquerda Europeia por duas razões:

1- não correspondeu a nenhuma das suas expectativas. Obama aceitou um prémio Nobel da paz, sem a garantir. Trouxe J.M. Keynes de volta à ribalta, mas a Nova Ordem Keynesiana será negociada com os países emergentes da África e da Ásia, e apenas alguns parceiros europeus - aqueles que não estiverem demasiado soterrados em dívidas.

2- Obama é mais realista do que McCain. O "lonely rider" republicano via na Europa um parceiro viável, um amigo tradicional cujos comportamentos são infinitamente mais previsíveis do que os Tigres e os Leões asiáticos. Obama conhece o "mercado político" dos novos capitalistas - e sabe que depende muito mais deles do que da estafada europa.

O que nos resta é a frustração idiótica. Obama não vai dialogar com os Grandes Líderes do Partido Socialista Europeu - nem sequer vai ajudá-los a recuperar a Europa das reaccionárias mãos dos Populares. Pelo contrário, se houve balanço positivo na diplomacia europeia foi com a democracia-cristã alemã.

A ladainha habitual de que a União Europeia é uma instituição pro-mercado está-se a provar, cada vez mais, uma mentira adiada. A Agenda de Lisboa, que planeava fazer da UE o espaço mais competitivo do mundo até 2010, devido à insistência da burocracia de Bruxelas em tutelar os mercados.

As políticas anti-trust da UE estão a corromper o mercado europeu e a eficiência das empresas.

É um erro acreditarmos o espaço europeu como um espaço de comércio livre quando tantas regras para a competição entre as empresas existem neste pequeno vilarejo com sotaque engraçado que é a Europa.

Fazer cumprir estas regras - num esforço desmesurado para criar um mercado de concorrência perfeita - consome 10% do PIB da UE.

O suficiente para recuperar muitos dos empregos que a UE vai perdendo todos os anos para os mercados asiáticos e americanos.

Obviamente que a tributação excessiva e a legislação laboral também contribuem para o apagão da Europa.
Enquanto a Europa continuar a impedir activamente as empresas de se instalarem na Europa e produzirem - sem o medo de produzir o suficiente para atemorizar os "barões da concorrência regulada" - os objectivos da Agenda de Lisboa vão continuar a ser os mais amargos dos novos contos de fadas do Velho Continente.

sábado, 6 de junho de 2009

A Europa nasceu torta

José Tomás Costa, na Plataforma Pensar Claro

A Europa nasceu torta e torta a querem fazer crescer. Estes primeiros resultados na Holanda e os que estão previstos para Inglaterra são preocupantes. Quando partidos que querem acabar com a União Europeia são a segunda força mais votada e quando um grande partido inglês para ganhar votos se vê obrigado a afastar-se de um partido europeu algo vai mal. E não é a crise a causa, não são só eleitores que estão fartos de ver as suas promessas por cumprir e que estão saturados de escândalos que envolvem políticos. Os cidadãos, que pelos vistos também são cidadão europeus, não fazem parte desta Europa. Os seus líderes tiveram medo de os ouvir sobre o Tratado de Lisboa e são poucos os iluminados que sabem qual seriam as suas consequências, que poderes seriam dados ao Parlamento e à Comissão Europeia.
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