terça-feira, 4 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
bem, bem... olha só o que eu encontrei
e para os outros também
o sistema
Um “sistema” onde, cito de novo, “a elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes”, não se promovendo “a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico”."
Por Paulo Pinto Mascarenhas
texto na íntegra aqui.
insurgente
in O Insurgente
domingo, 24 de fevereiro de 2008
surreal cinema
quem gosta de cinema, gosta de uma boa história. eu gosto de bom cinema.
um bom cinema é, na visão democrática, ver um bom filme americano ou britânico, ou mesmo francês, que estes já começam a compreender a ciência do lucro.
um filme surrealista é surrado mal saia nas salas, qual prostituta pouco competente pelo seu chulo impetuoso.
a queda do surrealismo, no entanto, não é criado pelos seus inimigos, mas pelos que os odeiam.
o melhor elogio de um génio do cinema é a ausência de um elogio. e assim, um génio do cinema não retrata a realidade. retrata o ser mais irreal de todos, ele próprio. e a sua irrealidade é o nosso licor, a cidra que bebericamos, ou então, uma verdadeira merda pedófila que temos de aturar durante uma puta de uma sessão de cinema, com o gajedo todo a ver o novo filme do Tarantino.
frases de JCM
"As Bodas de Deus" de João César Monteiro
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
banda gástrica
Mulher de 400 quilos foi atropelada por um monovolume e está no hospital em condição grave.
uma mulher de 400 quilos não é atropelada. Perde o direito constitucional a ser atropelada logo que ultrapassa os 399 quilos.
o que pode acontecer é ela ter a chatice de ficar as próximas semanas a arrancar os pedaços do monovolume do umbigo.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
dos Partidos
Os únicos países que mantém governos de esquerda, actualmente, na Europa, são apenas dois, uma velha monarquia e uma pequena república, curiosamente vizinhas. A república portuguesa e o reino da Espanha.
Isto pode querer dizer várias coisas. Na Europa, com a maior pluralidade de ideologias, a direita, que aproveitou as últimas crises económicas e políticas para rejuvenescer e mudar a sua imagem aos olhos do eleitorado, tirou à esquerda, mais descuidada neste parecer, grande parte da exclusividade de ideias que esta possuiu durante décadas. De facto, a democracia cristã, liberal ou democrata, uns chavões quase proibidos na nossa terra, um porque é um óbvio atentado ao nosso sagrado laicismo, os restantes dois porque são atentados à nossa sagrada ignorância, obtiveram lá fora uma pluralidade de ideais modernos que ganharam simpatias entre a população jovem e adulta, entre conservadores sedentos de uma moralidade nacional e antigos militantes de esquerda, que se dizem agora liberais para afirmar a sua mudança para o centro político.
Apenas em Portugal persiste a ideia de que a Direita, ou é totalmente virada à direita (CDS/PP) ou disputa o centro com os socialistas. De facto, mantém-se uma visão redutora, e não se imagina sequer que um partido de direita possa, imaginem, aprovar a despenalização do aborto e a legalização das drogas e da prostituição! É, no entanto,é o que acontece "lá fora". A direita ganhou um impulso liberal de tal forma que se mostra mais libertadora e moderna que a esquerda. É o que se passa, por exemplo, na Holanda e na Finlândia, expoentes máximos destes casos (por falar nisso, na Finlândia está já lá o nosso autor, o edukador, um abraço para ele).
Faz falta em Portugal, como sempre fez, um partido de Direita sem preconceitos. Um partido que retirasse ao PS o excessivo peso na política nacional, peso esse impossível de contrariar com o PSD, devido à inércia deste.
No entanto, este situação europeia está a trazer efeitos nefastos na Europa também. Começa a escassear o original ideal europeu da união, da igualdade entre os países. Faz falta, também, em toda a velha Europa, um poder capaz de equilibrar a balança. Falta uma nova Esquerda, que controle os impulsos excessivamente "laissez-faire" da política moderna.
Faz falta...
da Nacionalidade
A nossa pequenez levou a que, durante vários séculos de história, houvesse suficientes cruzamentos entre diferentes raças que cá viviam (mouros, godos, judeus, romanos, etc.) para que criássemos um precoce conceito de nacionalidade, dos primeiros na Europa e no mundo.
É muito difícil para nós analisar certos casos como o dos Balcãs. Não compreendemos a mescla de culturas, de etnias, de estatutos... Vemos, tal como a grande maioria das nações ocidentais, pelos olhos de um iluminista, de um revolucionário de 1848, o princípio de nacionalidade para nós é algo eterno e sempre presente.
Vou-vos falar aqui de 3 países. Da Sérvia, lar da nação de eslavos do sul mais famosa na história mundial, os sérvios. Do Kosovo (ainda não sei bem o que é) e de Timor. Três percepções diferentes de nacionalidade, quase desconhecidas para nós, europeus habituados ao preto no branco nacional.
A Sérvia foi durante largos anos um reino poderoso, que resistiu valorosamente à invasão turca, prevenindo assim a expansão do sultanato de Istambul pela Europa medieval e renascentista. A sua cultura é em muito semelhante à russa, devido à forte presença da religião ortodoxa e de ligações com a civilização bizantina grega. Daí a grande ligação que têm os sérvios, eslavos do sul, e os russos, eslavos do norte. Não confundir a concepção de eslavo com Eslováquia ou Eslovénia. Estes países, tal como a Croácia, a Sérvia, a Polónia ou a Rússia, são de etnia dominante eslava, mas as diferentes influências exteriores, devido ao grau básico civilizacional do primitivo povo eslavo, criaram diferenças entre estes, levando à criação de novas nações. Assim, a Polónia é um país de eslavos germanizados e católicos, devido à proximidade com a Alemanha e a Europa. A Macedónia, de eslavos muçulmanos que se cruzaram com antigos colonos turcos. Durante muito tempo, nenhum destes povos eslavos, à excepção da Polónia, atingiu um estado de independência ou mesmo de mínima auto-determinação. Os sérvios, os mais numerosos e com maior sentido de autonomia, sempre foram uma população problemática para as potências dominantes da região, a Áustria e a Turquia, aliando-se várias vezes aos Russos para as contrariar.
O Kosovo é actualmente habitado por sérvios, os originais habitantes da região, e por albaneses. Os albaneses são um povo anterior à vinda dos eslavos para os Balcãs. São de origem Ilírica, e eram nos tempos do império romano do Oriente contratados como mercenários, e criaram à custa disso um pequeno país que funcionava à custa de principados. Após a conquista turca, a Albânia recebeu várias influências deste povo. A antiga inimizade com os sérvios aumentou. Os Sérvios, que já viam os albaneses como um povo submisso aos turcos, e por isso seu inimigo, recrudesceram esta inimizade após a progressiva islamização da maioria da população albanesa.
Não existe, assim, uma população kosovare. Existe um pequeno território cuja população dominante não corresponde à nacionalidade do poder oficial. Mas a isto não podemos chamar uma situação ilegal ou injusta. Os albaneses do Kosovo saíram, na maioria, de livre vontade do seu território original, e foram instalar-se ali. O ódio dos Sérvios, que os viam como os capatazes dos antigos opressores turcos, levou a que essa população, cada vez mais numerosa, fosse dolorosamente discriminada. Os albaneses ripostaram com acções criminosas e aumentando o volume de comércio ilícito nas província, forma de comércio esse que é a actividade mais lucrativa do Kosovo actualmente. Milosevich, preocupado com a disseminação do povo albanês na província histórica do seu país, encetou uma política de limpeza étnical, prontamente julgada pela NATO e pelos EUA, que prontamente criaram infra-estruturas no Kosovo capazes de criar formas de limpar etnicamente os sérvios. Mas isto não passou, claro, na televisão.
A criação de um estado kosovare vai desequilibrar, mais uma vez, a situação nos Balcãs.
A sua criação só interessa ao governo americano, interessado na cruzada ideológica, e na formação de um estado potencialmente muçulmano e fácil de controlar, para amenizar as relações dos EUA com a religião de Maomé, e para ganhar um aliado na zona, de forma a contrariar as pretensões expansionistas de Moscovo e impor um travão na presença da política da UE.
E todos sabem disto. Sabem que o que se passa no Kosovo não é a libertação de uma nação, mas apenas a mudança de um estatuto e a criação de mais um país para o mesmo povo, o albanês. E sérias repercussões se podem esperar para os sérvios e os seus estimados monumentos localizados na zona, provas únicas da sua cultura. A Direita Europeia, americanizada e sem ideias, temente do que Sarkozy poderá pensar, não se mexe sem a autorização da França e da Alemanha. A Esquerda, fiel aos seus ideias de imutável e senil, sente-se obrigada, por um sentimento idiota de carácter pseudorevolucionário, a aceitar a criação de um novo país, algo tão belo de presenciar em todas as épocas, ainda que isso implique um feroz ataque à integridade da Sérvia. O mal deste país é a sua ligação com a Rússia e o facto de ser governado por um partido nacionalista. Assim, caso fosse outro, aposto que todas as organizações de lugares-comuns esquerdistas da treta que proliferam neste velha Europa, tão carente de quem a leve a sério, tão carente de uma esquerda interessada e investigadora, de uma direita activa e estável, fariam um mega-protesto.
Hoje de tarde vai-se criar um país sem estabilidade política, sem qualquer tipo de antecedentes históricos, do tipo de países que se criou com êxito na América do sul, mas sempre sem mérito na Europa. Vai-se criar um país dependente, sujeito aos embargos russo e sérvio, que não inspira confiança à Europa e aos europeus. Pior, um país totalmente sustentado com activos europeus, visto que os americanos, de tão bem que fizeram a sua missão, relegaram esta missão toda para a UE, que insiste em não dar o seu parecer àcerca do assunto. Um povo para dois países, ou seja, prevê-se uma união futura entre albaneses da Albânia e albaneses do Kosovo. Basicamente, retiramos uma fatia de território tão importante ao sérvios como é para nós o Minho, com a cidade de Braga e Guimarães, berços da nacionalidade, e vai-se dar de bandeja aos albaneses. Não vejo em que é que podemos sequer apreciar esta decisão.
Por fim, gostaria de resumir a situação de Timor leste. ou Lorosae, depende do dialecto que se falar, se em tétum, se na língua portuguesa. Antigamente dividida entre duas potências, Portugal e Holanda, a ilha de Timor mostra claros indícios das diferentes colonizações. Entre uma população numerosa e citadina do Timor Leste, ou cidades bem organizadas mas que se anda quilómetros para ver nativos da região a Oeste. Simplesmente os holandeses preferiam exterminar populações possivelmente nocivas a ter o nosso método desconfortável de conviver com elas. Um passo verdadeiramente interessante seria dar a independência à outra metade da ilha, para que, juntamente com Timor Leste, formarem um estado confederado tendo em base a comum cultura tétum, e as diferentes vertentes portuguesa e holandesa-indonésia dos respectivos estados.
Há dias ouvi nas notícias que, após o atentado a Xanana, se devia por a seguinte pergunta: "Quem estaria interessado na morte de Reinado?" ou seja, já se pensa que Xanana está, de certa forma, a eliminar os opositores ao poder. De facto, esta reaccionarice de jornalista sempre foi muito presente em Portugal, este recusar a admitir méritos a todos os que se mostram conscientes da necessidade de uma presença estrangeira neste país jovem. Xanana Gusmão é um homem muito respeitado na comunidade internacional. É um antigo combatente, e atraí as simpatias do seu povo. De originária ideologia socialista, ele é agora um presidente liberal e consciente das realidades do mundo moderno. Até a situação se regularizar, Timor vai ter ainda muitos anos de presença da ONU, e espero eu, de presença portuguesa, visto que podemos ainda e muito colaborar com este povo, e daí tiraremos muitas lições positivas e um aliado fiel. Admiro muito o povo timorense, e fico sempre comovido quando um timorense me fala com carinho do nosso país, da ideia persistente que eles têm do português.
Assim, contando com os muitos que estão interessados num presidente que não seja tão pró-português como Xanana, e que veja mais possibilidades de lucro com um líder mais submetido à vontade australiana ou americana, deve-se fazer antes esta pergunta:
Quem estaria interessado na morte de Xanana?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
sábado, 9 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
pontos de vista
"O laicismo é um caminho para a escravatura. Quem ficar surpreendido com esta afirmação provavelmente não entende muito de liberdade ou então alimenta secretamente o desejo de escravizar os seus concidadãos.
Reduzir a vida humana à sua vertente material, elevar a ciência ou até a razão a Providência e definir o bem como intrínseco à nossa existência física é uma receita para a perda da liberdade. Porquê? Porque as noções de bem e de mal passariam a depender apenas da frágil interpretação humana e a ser sancionadas, enquanto tal, como Lei.
Os opressores que implementassem leis que violassem os direitos naturais não responderiam perante nenhuma instância superior e os oprimidos não poderiam invocar direitos sagrados para resistir à opressão. O relativismo e a falta de força moral fariam o resto!
O direito à vida, à liberdade, à propriedade e à procura da felicidade são inalienáveis porque foram conferidos por Deus aos homens. Ao eliminar Deus o laicismo distorce, fragiliza e aliena os direitos que nos tornam livres e portanto é um caminho para a escravatura. Q.E.D."
nota - nem todos os pontos de vista expressos neste blogue são partilhados pelo autor.
e mais uma da senhora...
As mulheres, duas ou três que por lá andam (na revista Atlântico) escrevem umas coisitas sobre a vida mundana. (...) E os homens atlânticos aplaudem-nas como cãezinhos, neste caso cadelinhas, amestradas que brilham com os seus truques de circo. Bravo.
Cara Ana de Amsterdam, tem toda a razão. A minha estupidez genética (sabe, sou mulher) e total incapacidade de apreender qualquer informação digna de ser vomitada num artigo da imprensa escrita obriga-me a escrever sobre idiotices, banalidades da vida mundana. Deve ser o hábito de ser aplaudida como a uma vaca que acabou de ganhar o primeiro prémio na feira Agropecuária de Beja, não me leve a mal: cá em casa é assim, cada vez que abro a boca atiram-me moedas de dez cêntimos que vou amealhando para comprar mais uma Hola, a minha bíblia vital.
Suplico-lhe, porfavorporfavor, que tenha compaixão de mim, pois não passo de uma fútil rapariga a quem os ovários, as mamas e a obrigação de pôr máquinas a lavar negaram a profundidade para dissertar sobre temas verdadeiramente importantes e publicáveis. Graças a Deus existem homens que escrevem nas revistas, e nos blogues, e nos livros – sabe-se lá a rebaldaria de sentimentos que esta merda não seria. E graças a Deus que temos por cá mulheres como a estimada Ana, que nos lembra ao resto do gajedo que a futilidade não nos é permitida, que escrever (e ser paga por isso) sobre sapatos ou filhos é para donas de casa mentais, sopeiras que não ouvem músicas em francês, analfabrutas sem acesso aos cursos de mestrado na Universidade Nova e que só seremos respeitadas quando nos comportarmos como homens e aprendamos a mijar de pé e a escrever sobre grandes assuntos da Humanidade (quem sabe se crónicas sobre futebol e charutos não nos dignifiquem). Só não lhe perdoo a comparação com as cadelinhas: tive uma rafeira chamada Leidi que era muito mais inteligente que maior parte dos bloggers que poluem a internet pátria, por muito Coetze que leiam. Bom Ano."
da autoria de rititi.
toma lá que é para a ana de amsterdam aprender.
a lady
Também conta que nem o blogue ou a sua autora possam com esse discurso zapatero (a política é feita por gente muito má que invade países e mente à fartazana, menos por mim que sou super bonzinho e só quero mudar, mudar, mudar) do Obama. Too much Oprah, que queres que eu te diga...
sem mais... tremam.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
recordar é viver
Foi o único texto que de facto valeu a pena. Senhoras e senhores:
"Come forth, Lazarus! And he came fifth and lost the job." James Joyce.
Era um belo dia de Verão, em Junho de 1925... Lembro-me vagamente, estávamos todos em casa de Picasso, eu, Groupious, Hemingway e e Sarah Afonso. Picasso era um verdadeiro espanhol, como dizia Gropious... quer dizer, falava espanhol e ia a Espanha ver a família de vez em quando...era simplesmente maravilhoso de se ver... Hemingway acabara de escrever uma história sobre pugilistas num safari em África. Nem eu nem Sarah Afonso achamos que estava muito bem planeada, e eu até gracejei com o facto de a leitura de Ernest ser totalmente enfadonha, rimo-nos muito, fizemos um belo serão de galhofa, e mais tarde, na brincadeira, calçamos umas luvas de boxe e ele partiu-me o nariz.
Enquanto ia comprar fruta, encontrei Gertrude Stein. Ela lera algum dos meus manuscritos, e eu não resisti a perguntar-lhe se ela achava que eu me ia tornar um grande escritor. Ela, naquela sua expressividade muito própria, disse-me "Não". Tomei-o como um sim, e na manhã seguinte parti para Itália.
Em Itália conheci Marinetti, um homem de uma química muito especial, principalmente no seu andar, pondo um pé sempre à frente do outro, até conseguir aquilo a que chamava "andar" ou "passos". Eu e Sarah Afonso discutimos com ele o cubismo de Picasso, e rimo-nos muito com as suas ideias, mas baixinho, pois com o fascismo em alta na Europa, havia pouco com que nos rirmos.
De volta a França, Salvador Dali convenceu Picasso a tomar café com ele no "Biccarette"...Nesse cansado mês de Novembro, foi a coisa mais emocionante que aconteceu. Gertrude Stein perguntou a Picasso se a arte não era meramente uma expressão de algo. Picasso respondeu qualquer coisa, mas a boca cheia de torrada com manteiga mais não fez do que arruinar o café au lait de Gropious.
Uma vez em Munique, íamos passar o reveillon, apareceu Fernando Pessoa com duas primas cabeludas e feias. Hemingway gostava de mulheres com bigode, mas desiludiu-se quando se apercebeu que uma delas mais não era que Mário de Sá Carneiro. A outra, no entanto, era mesmo prima de Fernando Pessoa. À noite, já passados os festejos, Suzanne Lenglen perguntou-me porque não casava eu com Gertrude Stein, já que nos dávamos tão bem e passávamos tanto tempo jutos. Eu disse-lhe que ela era inteligente demais para mim, e que parecia mais homem do que eu. Rimo-nos muito, e mais tarde, na brincadeira, Stein calçou umas luvas de boxe, e partiu-me o nariz.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
quem é o meu Deus
Divide-se em 3: o Pai, o Filho e o Espírito.
É o Pai de todos os filhos que não os tiveram.
É Filho de todas as mães que os perderam.
É Espírito de todos aqueles que julgaram tê-lo perdido.
O meu Deus não é todo-poderoso,
o meu Deus é o Todo.
Ele não é o Deus dos fortes
ele não é o Deus dos grandes.
O meu Deus não perdoa,
o meu Deus ama.
O meu Deus é o Deus dos Mesquinhos,
das mulheres que transportam droga no ventre,
das prostitutas e dos transsexuais marginalizados,
da inocência perdida das crianças violadas.
O meu Deus nasceu em palhinhas em Belém,
e ainda dorme assim, numa rua perdida de Nova Deli
o meu Deus ata bombas à cinta mandado pelos seus líderes
e dispara contra palestinianos comandado pelos seus tiranos.
O meu Deus é alvejado nas costas na Costa do Marfim,
e foi vendido pela mãe a um bordel na Malásia.
O meu Deus não dita regras.
O meu Deus pede, grita,
eu passo pelo meu Deus todos os dias.
Ele dá-me a luz, o seu amor, deu-me a minha mulher e os meus filhos.
A única coisa que me pede em troca são 50 cêntimos para comer
e eu arranjo sempre forma de não lhe pagar.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
imagens da minha 3º casa (ermesinde ái lóbiú)
A ver pela queda, eu acho que o Mintas se matou.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
adeus, camaradas
Estão previstas, no entanto, modificações neste prazo.
a face do ódio
Em consequência é espancado e morto pelo seu opressor, naquele que foi, consequentemente, o último episódio da série.
pete is not innocent
Pete Doherty - Babyshambles - Fuck Forever
então mas...
Sporting empata em Coimbra frente à Académica por 1-0.
sábado, 12 de janeiro de 2008
oh captain, my captain
Os que viram o filme reconhecem a cena, e os que ainda não viram o filme devem, muito provavelmente, reconhecer esta famosa cena.
"We don't read and wright poetry because it's cute. We read and wright poetry because we are members of the human race, and the human race is filled with passion." Professor Reading ou "Oh Captain my Captain"
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
após 18 anos de mentiras
As mulheres não gostam de ouvir os homens, simplesmente gostam de ouvir aquilo que elas pensam numa voz mais grossa.
cicero dicet
- As 6 Falácias do Homem:
-
- A ilusão de que o ganho pessoal é construído somente tendo em base a acção de prejudicar o outro.
- A tendência para se preocupar com coisas que não podem ser corrigidas ou mudadas.
- Insistir que algo é impossível apenas por lhe ser difícil de alcançar.
- Recusa em esquecer preferências caprichosas.
- Negligência do desenvolvimento intelectual e do refinamento da mente, não adquirindo o hábito de ler e estudar .
- Permanente vontade de persuadir e compelir o outro a viver e a pensar da mesma forma.
- A ilusão de que o ganho pessoal é construído somente tendo em base a acção de prejudicar o outro.
ad monetarium (2)
Já o grupo Gato Fedorento diz na mesma nota que "é um prazer voltar ao canal que os lançou e considera ainda que a melhor forma de tirar nódoas de chocolate de camisas brancas é com um pano embebido em água quente."
ver mais aqui.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
a razão de não haver referendo
A questão do referendo passa por, na opinião do governo, de uma "ética de responsabilidade", de forma a não transformar a decisão de um possível referendo num factor positivo para o executivo.
A verdade é que, tentando responder aos meus colegas, um referendo sobre a questão do Tratado levaria muito provavelmente a uma resposta negativa por parte da população, não devido ao conteúdo do Tratado, mas antes como forma de protesto à acção do Governo de Sócrates.
O meu medo é que os defensores do referendo actuem como defensores do "Não" ao Tratado, o que é o mais provável. A complexidade de informações contidas no Tratado não é passível de ser analisado pelo cidadão comum. Não, não estou a chamar o povo de "burro", estou a tomar a posição de Vital Moreira, que defende que um referendo sobre uma questão tão inacessível seria aproveitada pela oposição para lançar a sua campanha contra o governo, e assim arriscar uma questão tão importante como a do referendo para conseguir singrar no panorama nacional.
Eu sou defensor do referendo enquanto direito do cidadão, enquanto mecanismo importantíssimo do Estado, mas é necessário observar que neste contexto um referendo sobre a UE iria incidir, na mentalidade do cidadão comum, na continuidade do actual Governo. E acabaria por servir apenas como um voto de desconfiança e uma desautorização lançados pelo povo Português, ficando o Tratado assim sacrificado aos caprichos políticos.
Por mais que me custe, tenho de observar a posição de Sócrates como uma posição válida e a única adequável, porque todos os que são pelo Tratado sabem que um referendo, numa época de contestação ao actual Executivo, traria consequências, imprevistas pelos eleitores, ao País.
Por muito importante que seja esta decisão, eu creio que a distancia que os portugueses têm da "coisa europeia" e o facto de estarem vulneráveis a manipulações políticas que não olhariam a nada, nem à integridade de um Tratado, para dar um rombo golpe na administração de Sócrates.
romeo broke my glasses
Para não parecer tão mau, digo-vos que ela não é bem minha vizinha. Mora num 267 cá da terra, naquelas casinhas feitas à base de aço inox que têm um aspecto de merda muito chic e moderna, importada de França e isso.
O endiabrado do bicho classifica-se cientificamente entre as variadas raças de cão pequeno/minúsculo, fruto de 6 gerações de procriação incestuosa, tal e qual a maioria dos habitantes da Ribeira do Porto, e por isso padecendo de várias deformações físicas e mentais. Tal e qual muitos habitantes da Ribeira.
Acontece que eu, à vinda do comboio que me traz e leva, e passo por uma larga dezena de casas cada uma com o seu par de cães, não seja o medo de todos os que me rodeiam de serem assaltados por um exército de felinos vindos das profundezas do inferno.
Ora este cão em particular possui um tralhambique qualquer que o faz lançar-se contra o portão de sua casa sempre que me sente a passar pela porta de sua casa, na tentativa de conseguir inverter ou contrariar a tendência espacio-temporal e atravessar supersonicamente o portão e morder-me a perna como se fosse um delicioso pedaço de rosbife.
Ontem, o cão da senhora partiu o pescoço.
E ainda bem, que o cabrão do bicho, a modos de me pregar um cagufo de morte, escondia-se bem escondidinho nalgum sítio lá da casa da gorda da dona dele, e apanhava-me de surpresa, e eu fazia uma figura gigantesca de parvo sempre que ele vinha com aqueles "TRUM"'s enormes contra o portão e eu estremecia que nem varas verdes.
É claro que agora nem ligava ao animal, já estava à espera que o gajo viesse fazer a sua loucura diária, mas surpreendeu-me desta vez notar que o bicho não acompanhou o "TRUM"' com um latido de dor sado-masoquista. Estava firme e hirto como uma barra de ferro,e eu resolvi chamar as urgências quando...
Toda esta história trouxe-me fome, de maneiras a que vou parar por aqui, e vou comer uma sandosca de qualquer coisa. Simplesmente já me fartava de escrever sobre política. As pessoas que vão aos meus blogs e vêm o que lá está escrito devem pensar que nós estudantes de Direito devemos ter uma mania de nos engajarmos com estes termos todos intelectuais e coiso, e escrever sempre Direito com letra maiúscula como que a armar prestígio. Enfim, eles não deixam de ter razão, mas como nós metemos-vos num saco e vocês vão precisar de nós, qualquer problema a faculdade de psicologia foi apadrinhada por nós, é só marcar consulta no nosso gabinete.
baby, isto é tudo fogo de vista
domingo, 6 de janeiro de 2008
é desta que eu vou preso
o meu máximo foi 153.597 metros!
não, não vi o Jardim, parem de perguntar
Por falar nisso, tenho de vos dizer alguma coisa sobre regionalização, docaria tradicional e um tipo estranhamente parecido com o Hitler que eu encontrei na estação.
Tudo a seu tempo. Não se esqueçam de visitar isto e isto para se manterem actualizados em relação a várias coisas que são muito giras. E nas quais eu escrevo.
Salut
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
little drumer boy
Bing Crosby e David Bowie - o ideal de Natal, para um cavalheiro republicano e liberal.
Em tempo de tréguas, Feliz Natal para vocês monárquicos, comunistas, populistas e anárquicos. Que esta época possa iluminar os vossos corações, e até para o ano. Me esperem...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
o times! o mores!
Por isso, aconselho-vos a ir procurar à fonte do problema e tirar daí as vossas ilações. Eu concordo totalmente.
domingo, 16 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
aviso!
1- não, não vão ser infelizes se não mandarem a mensagem a 15 pessoas, e não vão mostrar ser pessoas horríveis, vão antes combater a proliferação de vírus cibernéticos. e não, uma corrente de 100 pessoas a mandar emails e sms's não vai reverter, por artes mágicas, com 100 euros para a conta da rapariga raptada.
2- não, lá por estar na caixa de correio, não quer dizer que devam abrir. para todas as sobre-dotadas que clicaram no link do "site das prendinhas", um dos vírus mais ridículos de sempre, mas dos mais eficazes, parece que adivinharam a terrível solidão dos vossos neurónios, só para que saibam, ele já se propagou por todos os vossos contactos. incluindo o meu. obrigado.
e agora para os estudantes da faculdade de direito da universidade do porto, aconselho a compra de um livro muito curioso, cujo autor é Manuel Proença de Carvalho, "Ciência Política e Direito Constitucional", repleto de casos práticos e testes. e também hipóteses.










