sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Não Vos Equivoqueis, Caros Leitores


Por respeito aos leitores, os administradores do Café Odisseia acharam por bem esclarecer alguns aspectos, orgânicos e materiais, do blogue. O Café Odisseia surgiu para colmatar uma lacuna deixada em aberto pela manifesta falta de qualidade, aprumo, e profundidade intelectual dos projectos informativos à data existentes. Como tal, constitui uma iniciativa académica tão válida como qualquer outra (apesar de dispensar determinados formalismos de oficialização), e que actua em benefício da mesma. Podem chover críticas de elitismo, todavia quedam-se infundadas. De facto, o blogue não está aberto a mais administradores, no entanto, está absolutamente receptivo a publicar textos de qualquer estudante, independentemente da sua filiação partidária, religião, ou outras opções vivenciais; preenchendo o requisito de qualidade de que somos fieis cultores. Dispomos, então, de uma secção destinada a autores convidados, inaugurada (e que bem!) por Francisco Matos; assim seguiremos.

Convém frisar a qualidade dos textos que publicamos, todos prementes e devidamente maturados. Por um imperativo de honestidade, admitimos que não são apolíticos nem despidos de ideologia. Falemos abertamente: o Manuel Rezende é um puro liberal; eu (Pedro Jacob) encontro-me igualmente à direita no espectro político, no entanto, sou mais conservador; o Pedro Marques da Silva é socialista (nota para a abertura do projecto). Por terra cai quem nos considera fascistas!

Outro reparo, consideramo-nos no direito de gerir os comentários, não por censura, mas para impedir mensagens que em nada contribuam para uma sã e harmónica discussão.

Do exposto, cientes da qualidade da nossa escrita, ávidos por contribuir positivamente para a comunidade académica, sublinhamos o desejo de colaborar com todo aquele que acredite no futuro do Café Odisseia. Quem fizer profissão de o atacar, só pelo gosto selvático da intriga, pois muito bem, que Deus o proteja.

a tosquia do meu poodle, José Sócrates


Portugal é um país doente. Corroído pela classe política, pela corrupção e pelo politicamente correcto, é um verdejante pasto para o alegre saque de executivos messiânicos. No meio de tanta miséria, de tanto gasto, de tanta ilusão e de tantos "homens perfeitos para o trabalho", Portugal vê-se agora com o pior Executivo, e com a trupe mais corrupta e mesquinha da sua mais recente história democrática.

Sócrates não dará tantas alegrias a Portugal sendo político como daria sendo ginasta. Ou vendedor de laptops a latino-americanos.
Todo o seu contributo ao país, perdido em orçamentos e licenciaturas de engenharia, seria muito mais bem aproveitado no desporto nobre e sereno da Ginástica.
O leitor, incauto e desprevenido, perguntar-se-à porque é que eu, simples estudante e blogger, sei tanto da condição física do Primeiro-Ministro.
Resulta pois de um intrincado raciocínio esta minha opinião. Ora vejam este excerto, no Diário de Notícias:

Muito bem. Um homem, para dizer isto, tem de ser um grande ginasta. E porquê? Porque para se contorcer tanto uma declaração, como esta foi contorcida, é preciso ter a sorte de possuir nenhum tipo de espinha dorsal, ou coluna vertebral, que lhe proíba de se sentir constrangido a continuar o seu venenoso diálogo enquanto se inclina sobre si mesmo.
Assim, José Sócrates é, além de uma viscosa cuspideira, um Keynesiano arraçado de poodle (o pior tipo de Keynesiano). Todo aquele pelinho lustroso e charmoso aspecto disfarça, caso não se tosquie atentamente, um corpo enfermo e doente, fruto do deficiente cruzamento de vários tipos de canídeos enfermos e doentes, condicionados geneticamente para o resultado determinado por um grupo doentio de tecnocratas socialistas.

Que José Sócrates, além de envergonhar a grandeza do seu apelido, seja um maníaco por magníficas e titânicas obras públicas (como o é a Esquerda Portuguesa) nós já sabíamos.
Importa, no entanto, fazer entender aos povos da República o seguinte: não se pode manter indefinidamente o investimento público, muito menos quando se vê a aposta na construção civil como a melhor desculpa para se fazer um TGV perfeitamente inútil e desnecessário.
O problema deste tipo de obras é requererem, devido à sua magnitude, muita mão de obra. Essa mão de obra, não estando disponível no país porque, admitamos, não há gente suficiente para a trolha, vem de fora. É mão de obra estrangeira, aproveitando a onda de investimentos públicos maciços em áreas de pouca ou nenhuma qualificação, que assenta arraiais e ronda as ofertas de emprego.

Este comportamento é perfeitamente legítimo, é leal e é fruto das doces liberdades das fronteiras e sociedades abertas.
O grande problema é quando a torneira consumista fecha. Quando os naturais, os nacionais, os contribuintes, os que pagaram todos esses "Neo-Conventos de Mafra", se fartam de tanta fartura construtora e resolvem pôr um fim ao Livre-Gastar.
Aí o problema não mais será do Partido Socialista. Será do Partido Social-Democrata (ou de outro qualquer que tenha o azar de suceder a José Sócrates) e dos imigrantes, que agora terão de procurar outro pouso para ganhar o seu pão. O que Manuela Ferreira Leite quis dizer não foi que lhe dói na Alma que o estado use do trabalho de pretinhos e de eslavos, que ela não repugna nem despreza, mas sim que o estado use fundos públicos para costear obras desnecessárias que apenas beneficiarão as construtoras oficiais, e que o faça com a bandeira da "criação de mais empregos".

Aquilo que o sector da construção civil dá é apenas uma provisão de empregos temporários. Fica bem na Estatística de Poodle Sócrates. Fica mal no bolso dos portugueses. Muito mal mesmo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Admirável Mundo Novo - autor convidado


Senhoras e senhores, é verdade: ainda estamos a curar a “ressaca” da vitória de Obama nas presidenciais de ontem e é claro que vivemos já num mundo novo!

Hoje o Sol despertou mais cedo, os pássaros cantaram mais alto e essa flora primaveril já se atreve a florescer (Sim! O fenómeno “obaniano” é tal que até a Primavera se sentiu no direito de se antecipar ao Inverno); o buraco do ozono está mais “piqueno”, foi celebrado hoje o primeiro casamento entre israelo-palestinianos e até os eternos servos de Mugabe têm razões para estar contentes! (Como é o meu 1º comentário no Odisseia e ainda estou a “apalpar” terreno, não me atrevo a dizer, para não ferir susceptibilidades, que até já corre o rumor que diz que, até pelos lados da 2ªCircular, junto à gloriosa catedral da luz, é menos intenso o já tão característico cheiro a bosta! – mas ainda bem que não me atrevo a dizer…)

Mas, gracejos de mau gosto à parte, o resultado eleitoral de ontem constitui uma grande vitória para essa grande democracia, dessa América que “nunca cessa de nos surpreender” (para citar Condoleezza Rice), e pela qual, subitamente (diga-se), já todos nutrimos uma grande simpatia. E é talvez neste ponto que esta mudança seja bem-vinda – talvez venha representar a cura a esta epidemia anti-americana que assolou o mundo neste último século… esse mundo que, antes destas carradas de intervencionismo imperialista e cheio de malvadez, era um mundo tão são, pacifico e diplomático.

Resta-me perguntar, não num desvairo infantil de quem quer estragar a felicidade e esperança gerais, mas sim por pura curiosidade política e intelectual: será que Obama vai mesmo trazer uma mudança nas relações internacionais, uma mudança que trará menos recurso à força e mais diálogo? E será essa política dialogante suficiente para segurar a frágil democracia iraquiana (ainda por cima gerida à distancia com as tropas no conforto dos seus lares – como promete o 1ºpresidente afro-americano)? Essa política dialogante será forte o suficiente para acabar de vez com a Al Qaeda, para fazer frente a um Irão nuclear e a uma Rússia desejosa de estender as suas fronteiras?

O novo residente da Casa Branca tem 4 anos para responder a estas perguntas…4 anos que todos esperam compensar estes desastrosos 8 que os antecedem.

Francisco Cameira Matos

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

o Justo Tributo a tudo o que o Comunismo nos trouxe de Bom



Um brinde a um Mundo Perfeito, ao PCP e à queda do Capitalismo.

PS: a música é Hurdy Gurdy, de Donovan. Psicadélicos anos 60.

O Seminarista Arrependido


Este texto foi publicado, inicialmente, no Há Discussão. Por considerar que se integra na matriz do presente projecto, volto a publicá-lo.

“Nós não fazemos coro com a direita, somos pela continuação das grandes obras, quer se trate do TGV ou do novo aeroporto. Somos por uma política financeira responsável que responda às necessidades e se precisamos de ter uma articulação com a rede de alta velocidade na Europa não vejo nenhuma razão para que Portugal seja o único país a ficar de fora. Não queremos ser um país pacóvio que não tem capacidade de relação com o exterior. Mas devemos estar atentos ao modelo de financiamento das obras e às relações do Estado com os parceiros privados.” Cito Francisco Louçã (in Expresso) e não podia estar em maior sintonia. Mas tenhamos calma, sigamos o ensinamento tibetano da paciência.
Numa altura em que a situação económica mundial se apresenta digna do mais reverente respeito, e ainda só conhecemos parte do iceberg (falência de bancos britânicos, americanos, alemães; falência do Estado islandês; etc.), em que se congeminam planos Paulson (esperemos pelo corolário) e, na União Europeia se concedem garantias aos bancos privados; considero absolutamente necessário gastar o que temos e o que não temos em obras públicas. Pode-se argumentar que as obras públicas são um investimento que geraria postos de trabalho importantíssimos (emprego directo e indirecto), bem como dinamizaria a banca (através de parcerias público-privadas). Talvez esgrimisse assim Louçã, apoiado na sua cartilha de miscelânea (mistura todo o socialismo existente e ainda um belo queijo mozzarella de búfalo). Contudo, nós, pessoas previdentes, retorquimos com bom senso. Ora, devemos incluir na equação um possível agravamento do panorama económico internacional, já de si preocupante, o que a verificar-se, poderia conduzir à insolvência do Estado e da banca, um buraco negro mais preocupante do que as acelerações de partículas do CERN (é simples escudar-nos em empreitadas colossais sempre que nos sentimos acossados). Mas, tal como Louçã, não queremos ser um país pacóvio. Devo referir que creio plenamente que os quinze minutos ganhos de Lisboa ao Porto com o TGV, e a construção de novo aeroporto num momento de inflexão da indústria aeronáutica mundial, farão com que Portugal deixe de ser pacóvio. Aliás, o socialismo de miscelânea do Bloco de Esquerda tem contribuído largamente para deixarmos de o ser.
Louçã não vê razão para que Portugal seja a único Estado a ficar de fora. Eu também não vejo razão para que Portugal continue a ficar de fora de políticas realmente comprometidas com o seu desenvolvimento, tal como sucede no resto da União Europeia (não consideremos as novas aquisições), uma reforma na educação verdadeiramente incisiva (não meramente estética, de quadros multimédia e Magalhães); e incentivos (criteriosamente atribuídos, para não haver as fraudes da década de noventa) a empresas dinâmicas. O líder do Bloco de Esquerda aponta uma medida para olear o empreendedorismo luso: "IMPOSTO SOBRE A RIQUEZA"!

o problema das Obamanomics; considerações de Peter Schiff sobre a causa da crise financeira

Os únicos que previam a crise de 08, foram aqueles de quem a maioria se riu em 07 com as suas previsões: os austríacos e os amaldiçoados liberais.

d' O Insurgente

eleições americanas

No Portugal Diário.

Kentucky para McCain.
Vermont para Obama.

até agora tudo em águas de bacalhau, mas tudo indica que a vitória de Obama será esmagadora...

PS: aparentemente não. Como é Florida?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Liga da Justiça


O Estado observou afincadamente, durante seis anos, possíveis irregularidades no seio do BPN. Agora vai actuar! Quão previdente e empenhada é a Administração Pública!

domingo, 2 de novembro de 2008

aí está o milagre que faz de Fátima um espectáculo de ilusionismo

O Estado está a pagar as dívidas aos privados!

PS: Claro, não há bela sem senão... Paga-se, mas devagarinho, vamos lá a ver...

Once Upon a Time


Tzipi Livni lidera Kadima.

Recensear a Miséria


A História seduz-nos, e nós, pela graça de seu convite, analisamo-la ao pormenor, mito por mito, numa semiologia desinteressada e por isso honesta. Em tal desinteresse, tão académico, descobrimo-nos a cada erro (há que atentar mais ao erro do que à vitória); é a justa paga pelo esforço definidor de Sísifo.

Assim sendo, fere-nos qualquer tentativa de manipular a os acontecimentos passados, seja a negação do Holocausto , de Tiananmen , do massacre Curdo, etc. Pelo bem da nossa verticalidade, devemos tratar de igual forma a vizinha Espanha.

Não fosse o, cada vez mais inconveniente, juiz da Audiência Nacional, Baltasar Garzón (suspensão do Batasuna por três anos; ordem de prisão a Pinochet, etc.), pretender remexer no que há muito se acordou, tacitamente, inominável, Espanha permaneceria soalheira, bem ao gosto de Sinatra .

Corriam a bom ritmo os verdes anos da democracia espanhola quando, por lei promulgada em 1977, se declarou inimputáveis os criminosos da guerra civil (1936-1939), um acordo de cavalheiros para amortalhar as misérias do passado. Atrocidades que não se deveram exclusivamente ao regime franquista. Pois muito bem, à falta de melhor solução, enterra-se todo o passado, e não mais se toca no assunto; que o bom-nome da família seja salvo! Todavia, após apurar 130000 fuzilados, desaparecidos e enterrados, Garzón decidiu abrir um processo por genocídio.

No melhor pano cai a nódoa, e o espectro político, numa tosse convulsa colectiva, resiste em justificar três décadas de silêncio.

sábado, 1 de novembro de 2008

o mito judaico-socialista


João Hall Themido é um dos mais prestigiados embaixadores e diplomatas portugueses deste século, e do século passado. Dos seus 84 anos, passou larga quantidade deles naquele jogo escuro de influências e de cinismo que é a diplomacia. Ainda para mais, viveu nesses tempos de espiões e estrategas que foi a Guerra Fria.

Manifestamente conservador, e outras coisas mais que podemos encontrar na sua entrevista no Expresso, Hall Themido lançou um livro de memórias e estórias suas que deve ser bem interessante. Entre essas recordações de uma vida de árduo labor e patriota entrega, cujo reconhecimento será apenas justo, está uma opinião algo dúbia sobre aquele que é para mim, e por isso a minha opinião em seguimento poderá ser de desconfiar, o maior vulto humanistico e um dos grandes portugueses do século XX, Aristides de Souza Mendes (escreve-se com "z" devido à original assinatura).
Segundo JHT, Aristides de Souza Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus na altura da IIª Guerra Mundial e salvador de mais de 30 mil judeus (mais do que o famoso Schindler), a sua acção histórica é um mito criado por Judeus após o 25 de Abril.


O julgamento de JHT parece-me algo precipitado, e talvez se deva a alguma inveja ou simples arrogância profissional. Começa por considerar que Aristides possuía um cargo de diplomacia menor, por ser somente Cônsul, e por apenas ter exercido essa função não lhe deveria ser dada a importância atribuida aos que seguem a carreira diplomática, os Embaixadores. É muito comum este tipo de pensamento nos Portugueses que se formam em Direito, e esta suposta superioridade moral e profissional é acarinhada e propiciada desde os tempos de formação na Faculdade.

De facto, há várias razões para Aristides de Souza Mendes ter tido uma carreira "menor". Primeiro, e antes de tudo, era um aristocrata a servir nos tempos jacobinos da Iª República. Para piorar a figura, era um monárquico convicto apostado em representar o seu país com dignidade e nos locais onde era mais preciso (fez uma comissão no Brasil, e uma na Bélgica, onde ganhou amizade com o Rei Leopoldo da Bélgica, sem contar com muitas outras mais nos sítios mais diversificados). Os governos da Iª República usaram muitas vezes de serviços de homens e mulheres abertamente monárquicos, por lhes faltar quadros profissionais e competentes para a política externa e interna. Nunca lhes eram concedidos, no entanto, cargos de grande importância.
No tempo de Estado Novo, a carreira consular de Aristides estava tão consolidada que somente era compreensível continuar o seu trabalho nessa função.

O Mito Judeu

Afirma JHT que, após o 25 de Abril, forças judaicas e pós democratas organizaram-se por revitalizar a memória do cônsul e criar um mito sobre a sua acção em Bordéus, considerada irresponsável por parte do Embaixador (e por Salazar na altura, diga-se de passagem).
Assim, criou-se, por influência de sionistas ávidos de propaganda e de democratas anti-Estado Novo, a imagem de Aristides de Souza Mendes.

Não consigo partilhar deste ponto de vista por vários motivos. Aristides de Souza Mendes colaborou com o Estado Novo e isso é reconhecido por historiadores e amigos. Mais importante que um regime, coube-lhe servir um país que ele, acima de tudo, prezava e amava.
Depois, custa-me a crer que as "forças democráticas" do pós-25 de Abril fossem escolher um católico, conservador e monárquico descendente de uma casa com historial "liberal" como herói nacional, caso tivessem necessidade de criar um.


Mais, invoco a memória desse mesmo português, ainda tão esquecido, tão desprezado pela nossa cultura pelas suas ideias e formas de viver, como modelo do típico individualismo lusitano. Desprezou as ordens de um Governo e de um Governante Ditatorial e procurou, pelas Obras e pela Acção, salvar muitos perseguidos da fúria nazi que varreu a Europa dos anos 30 e 40.
Antes de ser monárquico, antes de ser cônsul, antes de ser português,Aristides foi aquilo que importa: um Homem Livre.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

entre PCP e Contemporâneos, fico naquela...

Margarida Botelho no Corredor do Poder:
"Eu não tenho dúvida nenhuma que o modelo cubano é democrático!"




Qual será o melhor humor?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Conseguimos, meus senhores! Parabéns


retirado do Atlântico

Estes Bons Otomanos


A História oferece-nos optimos campos experimentais, laboratórios completíssimos para físicos, químicos, médicos malditos, filósofos e políticos. Nesta óptica de ideias a Nação turca representa um excelente osciloscópio. Resistiu à cisão romana; bastião do Império Bizantino (que viria a cair aos pés dos turcos otomanos); e pedra preciosa do Império Otomano. Ofereceu a basílica de Santa Sofia ao deus cristão e remodelou-a (os quatro minaretes foram então inseridos) num ósculo islâmico. Após o termo do Império Otomano surge a República da Turquia. Todavia, os turcos não se entregaram à monotonia, fabricaram um regime autoritário, sobreviveram a várias revoluções e, actualmente, erguem-se de uma forma salutar e irrepreensível.
A Turquia é um Estado dinâmico, empenhado no desenvolvimento económico e, por isso, surpreendentemente produtivo. Domina a diplomacia de uma forma exemplar (estabelece boas relações com a Rússia, Estados Unidos, Geórgia, Israel). Tayyip Erdogan, primeiro-ministro turco, operou progressos significativos no reconhecimento de Direitos Fundamentais a que a Nação permanecia alheia; e da sua luta, assumidamente pró-europeia, resulta uma Turquia capaz de despertar a cobiça da União Europeia (e de muitas multinacionais, que se acotovelam para conquistar a sua quota de mercado), cada vez mais sedutora e difícil de resistir, aliás, resistir seria uma péssima escolha. Se dúvidas houvessem quanto à sua legitimidade, a deliberação do Tribunal Constitucional turco (não exonerou Erdogan), tal como o apoio da maioria da população, incluindo os empresários mais empreendedores (Associação dos Empresários e Homens de Negócios Turcos), não deixariam margem para suspeições.
Contudo, o bom trabalho de Erdogan encontra muitíssimos entraves no plano interno. O chefe do executivo pertence ao AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento), e não fosse a matriz islâmica do partido, sem dúvida seria transportado numa liteira de ouro. Ora, o governo a certa altura da trama decide retirar a proibição do uso do véu, TRAGÉDIA!, os laicos sentiram a sua pureza maculada! Inverte-se o sentido da corrente e não mais param de chover acusações: o AKP, qual demónio, tenta islamizar o bom povo turco, porca miséria!
Tais acusações merecem uma demorada reflexão, bem à medida da sua complexidade, pois, o epíteto LAICIDADE não legitima resoluções extremistas. O radicalismo laico é tão pernicioso quanto o extremismo religioso. Seguindo as directivas dos nobres laicos turcos (a elite) correríamos o risco de desculturar a Nação turca, ou seja, destruir esta Nação, e convenhamos, um Estado sem Nação não é um Estado, é quanto muito, uma cooperativa de indivíduos previamente esterilizados. Será o uso do véu um atentado assim tão grave? Se o é então acabemos também com o juramento dos presidentes e réus nos Estados Unidos (mão sobre a Bíblia); acabemos com o perigosíssimo “God save the Queen”; e, já que estamos para trabalhar, sigamos os ensinamentos de Robespierre e queimemos todas as igrejas, mesquitas, e sinagogas!
A maior riqueza turca é a sua cultura feita de um sacrifício tremendo, uma intrincada e magnífica miscelânea que, ao invés de ser submetida a uma limpeza clínica, deveria ser louvada. A Europa certamente não receia o Estado turco (nem o separatismo do PKK é uma razão válida), e não virá mal nenhum à sua integração (hipotética) na UE se mantiver algumas das suas tradições. Quanto aos laicos, mais do que a esquizofrenia acusatória, têm medo que Erdogan continue a vasculhar os seus telhados de vidro, e a revelar, num exercício suave de prestidigitador, as suas verdadeiras motivações (recentemente foram considerados culpados por corrupção e tentativa de golpe de estado várias personalidades turcas consideradas intocáveis). A laicidade é uma característica estruturante do Estado, e isso é indiscutível, porém, não significa uma premissa para extremismos; os lápis azuis, qualquer que seja a sua forma, devem ser denunciados.

da fantástica ideia de acabar com os chumbos, tal como se faz na Finlândia

"Esta "ideia" caíu como sopa no mel para o nosso meridional Governo. Valter Lemos, um homem para quem a realidade não conta: 'nem sequer se põe o problema de os alunos não atingirem os objectivos. Não.' Partir da 'permissa' que os alunos possam não atingir os objectivos é uma 'prespectiva' errada. Pois. Pelo contrário, deve-se é partir da 'permissa' que os alunos, esses entes mecânicos e sem espessura humana, dê por onde der, atingirão os objectivos. E se, por hipótese delirantemente fabulosa, eles, estranhamente, não atingirem os objectivos, a gente dá um jeito, ó Valter. Esta é a 'prespectiva' certa.

Na Finlândia, haverá Secretários de Estado imbecis que não saibam falar o Finlandês?
Mas o Governo não está só. Veio também logo a correr o formidável Albino Almeida, sempre presente, a enfileirar-se muito, muito apressado ao lado do Governo e, não vá este não dar pelo seu apoio, começa de imediato, ainda a poeira da sua corrida aflita não assentou, a esganiçar proclamações que sim, que sim, que concorda, que quanto mais depressa acabarmos com a praga dos "chumbos", mais depressa entraremos na senda do progresso e tal. Pois, pois. Tudo tão fácil. Como na Finlândia."

Uns Quantos Hectares Insurrectos


Poucas semanas após o reconhecimento, pelo Estado Português, da declaração unilateral de independência kosovar, já se sentem alguns ecos cavernosos, fazendo antever que, talvez, algo vá podre no Reino da Dinamarca. Ora, o bom Shakespeare na estante, que para o caso interessa muito mais a Gazprom, perdão, a Rússia de Putin e do CEO da Gazprom, desculpem, de Medveded.

Da óbvia frustração do Kremlin, menosprezado vezes de mais (Kosovo, sistema Star Wars, Geórgia) resulta uma tensão nada salutar. Em comunicado a diversos membros da EU, tónica em Portugal, a Rússia fez saber que não emprestará mais aviões para combate a incêndios.

Normalmente, requisitamos aviões a título experimental, tendo em vista futura compra, utilizando-os no decorrer da época de incêndios, mas nunca encerramos o negócio! O material retorna à Rússia em mau estado e nós rimo-nos, orgulhosos de tal façanha (veja-se a medida da nossa esperteza saloia).

Esperemos que, finalmente, seja tomada a decisão de investir em equipamento de manutenção florestal eficaz, em vez de alugar (uma exorbitância) helicópteros e aviões sempre que o país está a arder; uma limpeza do mato estatal também seria bem vinda. É oportuno referir que cobrir o território nacional de eucaliptos (matéria incrivelmente comburente), esperando que não ardam, porventura, não tenha sido ideia de particular acerto.

Como não perder


Que acontece quando apostamos e perdemos? Perdemos dinheiro, surge então uma dívida.
Ora, os apostadores electrónicos, acumulam pequenas dividas. Apostam na bet and win(eu digo assim por achar que fica mais bonito, esteticamente, lido desta forma) constantemente, seja no Federer ou em futebol e, por exemplo, se o federer não ganha, lá têm eles de começar a apostar pela certa..... ou seja, nos dois oponentes. Chama-se isto sair do sufoco? Não, é democracia!

Domingo caseiro, leio eu o jornal Público e páro na secção Mundo. Notícia do Lula! Que se passa? Apoia ele, nas eleiçoes na Baía os dois únicos candidatos possíveis. Hum....nunca os apostadores da bet and win foram (e são) caloteiros, são, isso sim, democráticos.

Passando do irónico para o essencial da minha intervenção, nas eleições da Baía, Lula da Silva, fundador do PT e seu grande líder partidário, apoia não só o seu candidato (do PT) Walter Pinheiro, mas também, espanto dos espantos, o candidato do PMDB, João Henrique. Seja para a reunião do consenso para a escolha do novo futuro candidato á presidencia, seja pelo que for, não deixa de se me configurar isto como uma sui generis ideia de democracia.

Para mais, consultem o Público do passado Domingo, dia 26.

ps: peço desculpa, mas não encontrei a notícia para que possa por o link.

Um Abraço.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mário Soares e Clara Ferreira Alves, na RTP1, por etapas

  • Keynes, Obama e Roosevelt em grande galhofeira histórica, a rir-se dos comuns mortais capitalistas, enquanto entregam o calor monetário do seu abraço ao Mundo.
  • Comunistas anti-Estado Social e Social-Democracia Salvadora do Capitalismo.
  • O Estado Português que passou do analfabetismo para o telemovelismo, e isso parece ser sinal de coisas boas.
  • Os Partidos de Esquerda têm de repensar a sua estratégia, mas faltam oportunidades.
  • Falhou o Neo-Liberalismo, a melhor desculpa para um repensamento dos Partidos de Esquerda.
  • Descobriu-se que o dinheiro dos contribuintes foi usado para maus propósitos, gasto com ineficiência e corrupção. Ainda bem que em Portugal isso nunca aconteceu antes.
  • A Democracia Liberal não funciona, e é preciso repensar um pouco mais a Esquerda, não vá isto tudo estar uma valente merda.
  • Adeus, até mais um dia. E é fundamental haver uma Direita. Não pode é sair da oposição, porque a propaganda neo-liberal importada dos EUA (em troca de pipas de vinho do Porto) não lhe permite ir a lado nenhum.

a Justa defesa dos liberais e da sua Alma


A acusação mais comum a que são submetidos os liberais é a do egoísmo que estes revelam ao negar a intervenção caridosa do Estado e da sua Mão Visível sobre os sectores mais importantes da economia, sob a pretensão de que um poder político democraticamente eleito e constitucionalmente controlado é mais justo do que um indivíduo agindo de acordo com a sua liberdade e iniciativa privada segundo as leis económicas e sociais "invisíveis".
Este raciocínio leva-nos a crer que os ditos defensores do Mercado Livre são indivíduos que demonstram um desprezo enojado ao passar pelos vários mendigos que proliferam pelas ruas deste país, sacando dos seus petizes lenços de seda branca numa delicada e vã tentativa de afastar o cheiro a pobre tristeza que sai das carcaças vivas e imundas dos cidadãos desfavorecidos.
A ideia que se tem do liberal é a de que este é um bicho de biblioteca, imerso nos seus problemas de economia macroeconómica e microeconómica, ou vasculhando um qualquer manual de Direito das escolas Iluminadas da Razão, procurando provar que o ser humano tem apenas o direito à felicidade de viver sem a intromissão dos outros nos seus afazeres e mercados.
A ideia do não-intervencionismo não é um dogma de Escola, ou uma prerrogativa de egocentrismo por parte de algumas pessoas socialmente favorecidas.
O guia espiritual do liberal, se é que há na política algo semelhante a espírito, deverá ser sempre a confiança nos indivíduos para chegarem à conclusão, de forma voluntarista e pessoal/subjectiva, de que o bem de todos é, em caso de necessidade comum, a melhor via de acção. O Bem de Todos, que eu atrevo-me aqui a classificar como uma situação pré-Estado, difere do Bem Comum alardeado pelas classes socialistas portuguesas em vários parâmetros: é genuína, nasce da sociedade e em função da sociedade, e não de um gabinete e em função de uma estatística ou uma campanha eleitoral. A Sociedade Liberal é Capitalista, e isso quer dizer que vê no trabalho e na capacidade do Homem o seu espaço pessoal e decisório, e na sua propriedade o fruto justo das suas capacidades e trabalho. Estes factores, liberdade e propriedade justa, são os bens mais valiosos que os Antigos Gregos e Romanos, bem como toda a cultura Ocidental, nos legaram. A capacidade de responder individualmente em prole da comunidade faz-se somente com indivíduos bem preparados e autónomos no seio da sua comunidade. Assim, ao invés de ter uma democracia de subsidiados e funcionários públicos, que é o maior objectivo dos governos portugueses nos últimos 100 anos, a democracia liberal é uma democracia de proprietários, nas palavras de John Rawls.
Ser Liberal não é um impeditivo à Religião, muito menos uma Religião em si.Apesar de Liberal, sou também Cristão. Não sigo a Política Social da Igreja, porque vejo o avanço da Igreja Católica no plano político como um mal desnecessário e evitável. Acima de tudo, acredito que devemos dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus, e que Religião é algo que cada um deve viver no seu íntimo e na sua interpretação, não sendo dever da Igreja ditar aos crentes aquilo que devem pensar e a forma como devem pagar os impostos.
A Democracia-Cristã é, além de totalmente anti-Cristã, uma desculpa de socialismo padreco, ou beato nas palavras de Henrique Raposo.
O Liberal, movido pela negatividade em relação ao Estado, é no entanto desprovido de pessimismo em relação ao Homem. Mais do que qualquer outra Ideia Política, mais do que as Ideologias Políticas e autoritárias, o Liberal acredita na capacidade do homem de se entender no seguimento dos seus interesses diversos, e de chegar a acordo, nos termos da Lei e da Defesa das Liberdades, sobre os seus interesses conflituantes ou compactuantes.
O que realmente o separa das restantes ideologias é a sua desconfiança para com a Caridade Política. Apesar de todo o Valor reconhecido à ONU, à UE, e à NAFTA, o apologista do Livre Mercado defende que o maior factor de união e paz e prosperidade harmoniosa entre as nações é a troca livre e o comércio. Todos os sufocos a essas trocas devem ser vistas, devido ao inegável tráfico de interesses políticos, como a única forma de comércio absolutamente negativa para toda a Comunidade Humana.

o problema do Magalhães. versão musical



dos Gato Fedorento

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

grandes textos

para não importunar o espaço de leitura dos posts do blogue, deixo um cheirinho da obra-prima que Henrique Raposo escreveu no Expresso:

Atentem no sugestivo nome do texto, e leiam. Brilhante.

Perícias Médico-Legais


"Não entendo como é que se pode ser comunista. Racionalmente, não entendo como é que se pode pertencer àquele fóssil que ainda continua a respirar de vez em quando."


António Lobo Antunes

in Público

a dependência do governo


"Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente."

Eça de Queirós, in 'Cartas de Inglaterra'

a Lei e a Sociedade

"É lamentável que se façam leis que não têm em conta a realidade social, económica e cultural das pessoas e dos cidadãos a quem elas são dirigidas", disse, acrescentando que "uma lei destina-se a resolver conflitos sociais, não serve para criar um homem novo".

"A mensagem do Presidente da República é muito importante para que os cidadãos tenham consciência de que esta legislação agora aprovada e que foi promulgada pode trazer greves problemas à sociedade portuguesa", reagiu, considerando que os aspectos referidos por Cavaco Silva "estão muito bem analisados".

Em Portugal, legislar não é um acto solene, produto máximo do engenho público e das formas republicanas do governo dos povos. Em Portugal, legislar é um fait-divers regular, uma brincadeira de uns rapazolas vivaços, em fatiotas de politicote de Carnaval.
A culpa desta situação, no entanto, é dos portugueses, que merecem no mal e na porcaria toda esta indecência para com a causa pública que os últimos governos, em nome da correcção da moral e dos custumes ditados pelas cartilhas de sempre, nos impõem.
Já não se procura legislar pouco e bem. Lança-se uma nova lei para, mais tarde, corrigi-la com um novo decreto. Perdeu-se o sentido da grandeza das coisas, do testemunho legítimo dos presentes de que um Estado Direito prosperou, e que dá sentido à grandeza das coisas dos futuros portugueses. Este sentimento de nanice, de completa entrega aos ditames do governo, levam o povo e o país à condição de escravos das leis para serem escravos de um plano novo, destinado a criar um homem novo. A triste situação que vamos vivendo perpetuar-se-á enquanto insistirmos em deixar nas mãos dos outros o que sempre foi nosso: A República.

Socialismo de Guerilha


O Orçamento de Estado para 2009, singular objecto de admiração pela sua perfeição formal, a sua estética de vanguarda, sensatez das despesas e criatividade inesgotável na obtenção de receitas, contém uma singularidade digna de nota. O projecto agora em discussão prevê, para o Ministério da Economia, uma verba de 5300 euros destinada à compra de explosivos (pólvora, dinamite e rastilhos). Dêmos, então, graças por tão previdente Governo. O Socialismo zangou-se e está disposto a sair à rua com explosivos à cintura, pois que seja belo o fogo!

Sou Marxista


Falava eu com alguém que merece de mim o maior respeito e que sempre o terá.
"Esta crise toda é uma treta. É uma crise de capitalistas, de gananciosos, de ricos que se reflecte nos pobres."

Foi no âmago desta conversa que ambos descortinamos algo. Quando vem algum chefe de Estado ou líder politico garantir algo para os pobres, para os cidadãos comuns?! Algo como: nunca perderão a vossa casa! Em vez do nenhum banco falirá, custe os biliões(eu ainda digo assim!) que custar!
Acabei por ouvir, numa outra intervenção com outro alguém que merecerá o mesmo respeito de minha parte, e após dizer que isto tem de servir para o Estado intervir, não só no apoio ás instituições, ás pessoas, como gerador do efeito propulsor, não só para os ganhos criminosos dos gestores, mas também para que finalmente se (im)ponham restrições aos bancos.

Apoio eu a concepção que os desvirtuosos da historia(esses malfadados criminosos) decidiram chamar, nesta crise, de ideia marxista, de comunista, da velha Rússia…. Que a taxa de juro seja determinada(entenda-se imposta) pelo BCE e não pelos flutuantes mercados. Não é razoável uma taxa de referência de 3 e agora menos e uma outra real de 5.
Não me parece que os bancos venham á miséria ou deixem de ter lucros, nem que socialmente seja indesejável. Mas contestem como quiserem.
Se defender tal medida de fundo económica e socialmente estrutural é ser marxista…….

Particularidades Filosóficas




Aristóteles, Thomas More e tantos outros nos ensinaram o que hoje, ideias já assimiladas e enraizadas, nos parece indissociável socialmente.

Não é meu propósito, nem tão-pouco é mister falar aqui dos ideais políticos que tais vultos nos deixaram. Como tal, inelutavelmente, sem delongas nem adornos me prenderei com a primeira divisão dos poderes(deliberativo, executivo, judiciário) de Aristóteles ou com a considerada primeira narração utópica que nos deixou More.
O que pretendo, e assim justifico o propósito da minha publicação e o próprio título que lhe dei (sim, que não se podem escrever textos sem títulos!)é apresentar “meras” particularidades, desconsideradas, esquecidas e mesmo desconhecidas (por muitos daqueles que dizem tê-los lido, quando apenas se dignaram -se tal é digno- a ler um resumo rasca e muitas vezes ideologicamente comprometido) destes dois génios da filosofia.
Particularidades sobre a família, a estrutura e organização familiares.

Aponto e recordo em Aristóteles a sua teorização sobre a idade idónea para o celebração do casamento. 37 anos nos homens e 18 nas mulheres. E assim porquê? Por considerar ele a diferença que existe entre o período fértil da mulher e o tempo possível de concepção do homem. Mais acrescento a idade ideal para a paternidade…. 50 anos, pois é, segundo Aristóteles, quando é atingida a plena faculdade das capacidades mentais/intelectuais. Por último, não me posso esquecer da condenação do adultério por Aristóteles, inaceitável (não havendo qualquer problema impeditivo de uma vida conjugal ideal) e devendo ser punido tendo em consideração a severidade do acto. Não vos faz isto pensar em ideais secularmente preconizados, hoje nem sequer tidos em conta e visto como hediondos. Eu penso.

E parto daqui, deste ultimo ponto, para More. Condena ele também o adultério. Faz a seguinte apologia: deve o homem ser mostrado nu á mulher, passando-se obviamente o inverso também, para que ambos posso verificar um no outro a existência ou não de qualquer impeditivo de uma futura harmoniosa união conjugal. A partir daqui e da celebração da união, seria, inelutavelmente, o adultério inaceitável e condenável.

Permito-me, antes de dar por concluída a minha primeira intervenção, fazer algumas ressalves. Em primeiro lugar, a minha escolha por Aristóteles e More prende-se única e exclusivamente com a minha preferência e gosto pessoal, além de que, e não posso deixar de ter a modéstia de o reconhecer, não li todos os "grandes génios da filosofia”. Assumo, daqui, como me é exigido, toda a responsabilidade.
Assim concluo o meu primeiro post, o primeiro e o predecessor de vários ulteriores, que infindavelmente aqui espero escrever.

executive order 9066 - F.D. Roosevelt não era um bonzinho


Executive Order 9066, signed by Franklin D. Roosevelt on February 19, 1942, allowed authorized military commanders to designate "military areas" at their discretion, "from which any or all persons may be excluded." These "exclusion zones", unlike the "alien enemy" roundups, were applicable to anyone that an authorized military commander might choose, whether citizen or non-citizen. Eventually such zones would include parts of both the East and West Coasts totaling about 1/3 of the country by area. Unlike the subsequent detainment and internment programs that would come to be applied to large numbers of Japanese Americans, detentions and restrictions directly under this Individual Exclusion Program were placed primarily on individuals of German or Italian ancestry, including American citizens.

domingo, 26 de outubro de 2008

A Carta Constitucional de 1826: mitos e lendas académicos


As coisas são o que são; o nome não nos deve assustar, quando realmente os factos demonstram que Portugal vai rapidamente caminhando para a organização social, que se chama socialismo de estado. Não o lamento, porque estou plenamente convencido da justiça e da verdade destas doutrinas. - Augusto Fuschini (Câmara dos Deputados, 22.06.1888)

Quando o Rei D. Pedro IV traz, nas naus que partem do Brasil, os primeiros esboços da futura Carta Constitucional, não está apenas a transportar um documento institucional para apaziguar as forças conservadoras e liberais em conflito no País. Traz uma das peças mais importantes da história do constitucionalismo português e da sua tradição democrática.

A experiência das Constituições revolucionárias, como a de Cádis e a de Lisboa de 1822, trouxeram mais males que reais afirmações das instituições republicanas sobre o absoluto poder Estadual de controlar os destinos económicos e políticos das duas nações ibéricas.
Não agradando a republicanos, religiosos e a comerciantes, bem como desprezada pelas elites provincianas, a Constituição de 1822 mantém no país o acervo dos males que, desde os tempos do Marquês de Pombal, se vem a reclamar com maior impetuosidade pelas forças produtivas: as pautas aduaneiras.
O consequente ataque da Constituição aos resquícios de Poder Local e a sua intolerância religiosa e carácter isolacionista afastam cada vez mais da sua simpatia o povo português.
Surgiu assim, na hora de maior necessidade, a Carta Constitucional. O facto de ser outorgada por um Chefe de Estado, e não por uma câmara representativa maioritariamente não-reconhecida pela população granjeou-lhe o apoio das elites intelectuais moderadas, liberais, municipalistas e aristocráticas. O futuro Partido Histórico, que reunia algumas destas características atrás mencionadas, deve o seu nome ao carácter compactuante com a história que a Carta lembrava aos portugueses.
Do lado da Constituição de 1822 ficaram os intelectuais mais revolucionários, os oficiais mais irrequietos e os magnates da indústria, que requeriam acima de tudo o proteccionismo nela previstos.

Não tendo nascido de uma ruptura, antes de uma harmonisa (se bem que temporária) reconciliação nacional, a Carta, no final das guerras liberais, inicia a sua vigência em pleno.
Filha legítima de Benjamin Constant, a Carta de 1826 incluía nos seus processos de aprovação de legislação um longo caminho: exigia a aprovação por parte da Câmara de Deputados, depois a dos Pares, e no final a aprovação régia, cuja ausência era considerada derrogatória.
Criticada, nos manuais de hoje (que se sustentam na incompreendida afirmação de Marcello Caetano, no seu livro "Constituições Portuguesas" que a Carta era a "mais monárquica da Europa") por ter um conteúdo implicitamente anti-democrático, a Carta era, na altura, criticada pelo partido legitimista (partidários de D. Miguel I) como impeditiva do estabelecimento de uma soberania real plena.
Se juntarmos também que o órgão da Câmara dos Pares funcionava estritamente controlado pela Câmara e pelo Chefe de Estado, e que a sua nomeação se tornara mais condecorativa que hereditária, podemos dizer que a Carta Constitucional conseguia, na teoria, delimitar o poder democrata, aristocrata, e monárquico/moderador. A pluralidade de fontes de soberania fazia "radicar a separação de poderes numa base sólida e não fundível".

De novo se pede atenção ao carácter da Carta Constitucional, e à sua vocação britânica, Constantiana, belga e, acima de tudo, portuguesa, baseada na organização social tradicional do povo português, nas suas instituições republicanas longínquas e na separação de poderes que advogavam os princípios liberais da altura.
Assim, o Monarca "reinava, mas não governava", no entanto, o óbvio carácter monárquico do documento constitucional deve-se ao implementado poder moderador daquele que era considerada a "inviolável pessoa representante do Estado e de todos os Portugueses". Neste espírito liberal também se banharam outras nações europeias, que, a exemplo da França, passaram a nomear os seus Chefes de Estado como "Reis de Todos os Franceses" e não "Reis de França", sendo que este método passou e continuou quando os sistemas monárquicos faliram nos seus países e deram origens a repúblicas.

Outro grande crime académico contra o qual se tem atentado neste texto é a excessiva generalização, se não escandalosamente errónea, a que têm submetido os teóricos do actual sistema constitucional os teóricos do sistema constitucional do Portugal de 1800.
Falo da progressiva liberalização que se ensina ter existido em Portugal durante os tempos da Monarquia Constitucional. De facto, alguns dos mais notórios autores e políticos da época partilhavam da visão do liberalismo económico que era, quase exclusivamente, seguido pela Inglaterra ao longo do século XIX.
Podemos falar, nestes casos, do duque de Palmela (conceituado diplomata e político, bem como oficial de guerra) e do escritor Alexandre Herculano, que terá sido dos primeiros fundadores de uma filosofia de Estado liberal democrático.
No entanto, estes autores tiveram os seus rivais da época, que já conheciam outras teorias políticas que lhes eram mais dotadas de Justiça. Enquanto Herculano afirma que "a igualdade só deve ser concebida como o igual acesso de cada um à liberdade individual e à possibilidade de, sob a Lei, a defender" e que "a única “desigualdade” incompatível com a Liberdade é aquela que investe algumas pessoas de poder coercivo indevido sobre outras pessoas" outros discordavam em grande parte das suas ideias ou procuravam outras interpretações.
Se em 1840 as medidas proteccionistas e aduaneiras por parte dos Cabralistas falharam, e despoletaram o ódio popular, a falha da Regeneração em apanhar o comboio do progresso tornou possível, em 1880, a imposição de novas e mais restritas regulamentações governamentais, sobre a política e sobre a economia.

A crise da lavoura, que afecta os mercados alentejanos e lisboetas na década de 80, obriga ao Estado a conceder mais monopólios, e a proteger "grupos específicos".
O chamado saint-simonismo fontista, que consistia numa política de obras públicas que endividou o país e causou um gravíssimo problema de crescimento insustentável, levou a que a indústria produtiva se desligasse das exigências do comércio internacional e que o padrão-ouro, pela primeira vez em mais de meio século, fosse adulterado e instituído pelo Estado.

No tocante ao Estado de Direito, dá-se mais uma revelação estonteante.
De facto, durante a fase final do constitucionalismo liberal, dá-se uma progressiva decadência dos seus preceitos oitocentistas originais, e assiste-se a um tal crescimento do poder Executivo que, basicamente, se instituiam certos tribunais contendo, com os devidos poderes judiciais, meros funcionários admnistrativos.
Esta tradição manter-se-à na Iº República, ainda mais forte, e na IIº República ou Estado Novo, tanto no ponto anterior devido à economia como neste em relação à Administração.
Reacções: Provas de que nasceram, espontaneamente, organizações de contribuintes que desejavam negociar com o Estado a intervenção deste na economia e os efeitos das suas acções na cidadania e nas liberdades dos cidadãos está na Associação Comercial de Lisboa e na Associação Comercial do Porto, sendo que a Associação de Lisboa, mais activa na protecção dos interesses dos mercadores, será fechada arbitrariamente pelos órgãos políticos da Iº República.

fontes:
Elementos de Doutrina Neocartista, por Luís Aguiar Santos, no seu blogue.
O Colapso do Paradigma Liberal, pelo mesmo autor.
Carta Constitucional de 1826
Constituição de 1822
Constituições Portuguesas, Marcello Caetano
O Liberalismo, História de Portugal de José Mattoso
Diário da História de Portugal, José Hermano Saraiva

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

George Bush: o resumo de um mandato infeliz


Para breve está o fim do mandato da Administração Bush Filho.

Para trás deixa um país em crise económica, dois países militarmente ocupados, e muitas complicações de futuro.

Nada disto era, no entanto, previsível, quando George Bush subiu à cadeira presidencial americana. Advogado das típicas causas conservadoras e republicanas (redução de impostos, governo limitado, descentralização da administração), podemos facilmente ver que as coisas correram terrivelmente mal.

Podemos dividir este mandato entre a época "Bush ante-11 de Setembro" e "Bush após-11 de Setembro".

As exigências de uma política externa anormalmente activa mudaram por completo a política original dos republicanos. Os erros advidos da inexperiência do Executivo e de uma prodigiosa falta de tacto por parte dos analistas do Governo apenas aprofundaram mais o pântano em que a América se estava a afundar.

Os acontecimentos prévios na política interna vêm dar a machadada final num mandato que exigia um homem mais preparado, mais experiente. Infelizmente para a América, nunca o houve. Escolher Bush ou Al-Gore seria o mesmo que escolher entre Coca-Cola e Pepsi. Ambos inaptos, sendo que um deles tem o peculiar defeito de não ter escrúpulos morais, e o outro insiste num infantil estereótipo texano.

Assim, finalmente encarando o lento e vagaroso descer da cortina, recolhendo-se os actores aos bastidores e esperando a opinião pública o veredicto da história e da democracia (este está praticamente sabido, Obama vai ganhar) resta-nos elucidar então os grandes culpados pela crise deste início de século.

Bush herdou uma guerra, no pior local possível. Como disse Reagan, a irracionalidade da política do Médio Oriente impede qualquer tipo de planeamento ou previsão futura. Reagan sofreu as consequências de uma intervenção militar no Líbano, e infelizmente os seus colegas republicanos não aprenderam com o seu erro. Assim, Bush herdou as consequências das intervenções militares de Bush Pai e Bill Clinton em Bagdade e no Kuwait e Arábia Saudita. No entanto, não contou com o ódio anti-americano como factor de impossibilitação de uma presença americana no Oriente.

Para o futuro, deixa-nos George uma mão cheia de legados pouco promissores, desde o "Patriot Act" até à prisão de Guantánamo. Tudo formas intrincadas e subversivas de violar as antigas liberdades e leis dos EUA, e manter distraídos os cidadãos com abstraccionismos como a Guerra Contra o Terrorismo, uma espécie de Guerra Permanente que não passa de uma desculpa para manter os impostos elevados e a contínua situação de conflito internacional.

No aspecto interno, Bush continua a ser um desastre. A crise económica é derivada do corporativismo que as suas políticas económicas de favorecimento dos monopólios levaram a cabo, e nasce de medidas centrais tomadas, também, pelos seus antecessores. Incapaz de fazer face à corrupção, G. Bush adoptou o discurso apocalíptico das crises anteriores, e proclamou mais uma Guerra Permanente, desta vez a Guerra Contra o Mercado.

Apanhado no vórtice externo que os últimos presidentes americanos criaram, herdeiro de uma diplomacia romba e ineficaz, Bush foi o homem errado na pior altura possível.
Os seus erros e decisões, tomados quase sempre à revelia dos órgãos republicanos, tornaram-se as causas e as consequências do primeiro quartel deste século, e esperemos que o futuro possa sarar as feridas que a política da sua Administração abriram.

Agricultura Profilática

Inauguro, com este primeiro texto, o espaçoso Café Odisseia num quente bafejo da Cidade do Cabo. É no conforto de tal amplexo marítimo que, em oportuna retrospectiva, analisarei os nove anos do governo de Thabo Mvuyelwa Mbeki, sucessor de Nelson Mandela. Apraz-me dizer que a pasta não poderia ter sido concedida a mais digno indivíduo, aliás, digníssimo criminoso e charlatão. Ora, chamado ao Congresso Nacional Africano (ANC), Mbeki decide dar por encerrado o seu inefável contributo para a saudável democracia sul-africana (1999 – 2008).
A sua estada no poder foi prenhe em efemérides. Este caríssimo chefe de estado, político de visitas a mercados e beijos em crianças (maravilhosa tradição) empreendeu uma série de reformas económicas (política de privatizações bem sucedida, sejamos justos) e sociais no ingénuo Estado recém-saído do apartheid e pouco habituado às andanças democráticas. Rotulado de excelente mediador pelo seu desempenho no Burundi e no Congo, chamado a intervir no Zimbabué, maculou o aprumado figurino. Encobriu durante meses as acções de seu bom amigo Robert Mugabé, mesmo quando milhões de zimbabueanos saltavam a fronteira em debandada (estima-se que cinco milhoes morrerão à fome nos próximos anos), o que originou uma violenta vaga xenófoba, miséria encapotada, numa África do Sul que se cria vacinada contra atentados desta índole.
Bem, se as centenas de mortes à catanada, os constantes assassínios a imigrantes, e a passividade das forças policiais não o fizeram sequer suspirar, já a SIDA lhe soltou a língua em demasia! Mbeki defende que esta síndrome não é provocada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), opondo-se ao consenso médico internacional. Numa argumentação esquizofrénica afirma que todas as pesquisas médicas a este respeito, bem como os fármacos utilizados são um gigantesco embuste das farmacêuticas, mais, uma falta de respeito, prova do racismo ocidental! Não satisfeito, através da ministra Manto Tshabalala-Msimang recomendou, como medidas profiláticas, o consumo de alho, beterraba e batata africana; não espanta vivalma que a maioria da população africana acredite que esta enfermidade se resolva facilmente violando uma virgem ou um albino. Todavia estes assuntos não parecem minimamente relevantes, até porque a imparcial ONU fez questão de o condecorar em 2005, merecida retribuiçao pelos seus préstimos em prol da humanidade.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

café odisseia

E aqui está, após a fase de metamorfose, a novidade que se falou.

Desta forma, o O Terceiro Anónimo acabou mas continuam as suas publicações neste blogue, que ganha assim experiência e jovialidade duma só assentada.

No projecto original estava prevista a entrada de um novo membro, que seria o Jacob.

Com o tempo, e com a ambição, e porque não há duas sem três, adquiriu-se assim o génio do Pedro.

Vamos agora tratar da divulgação deste novo espaço pela nossa Faculdade, e pela restante blogosfera, com desejo de sucesso e realização pessoal.

Não percam posteriores publicações.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

ventos de mudança

as coisas por aqui estão prestes a mudar... estejam atentos

domingo, 19 de outubro de 2008

o perdão da história e da política

Nem sempre a Rússia é um Estado de maus exemplos:

O Supremo Tribunal russo reabilitou hoje o último czar, Nicolau II, e a família, considerados vítimas da repressão política bolchevique, uma decisão há muito esperada e saudada tanto pelos descendentes das elites imperiais, como pela Igreja Ortodoxa.




Parece que, de facto, um crime é sempre um crime, e não há justificações possíveis.
E a partir do momento em que reconhecemos um, podemos tratar dos restantes ligados ao mesmo assassino:


Se na Rússia se percebe os malefícios de um assassinato político, porque é que em Portugal se celebra o Regicídio?
E porque se proíbe a sua verdadeira comemoração enquanto acto fúnebre de um Chefe de Estado?

debate da monogamia/poligamia

Do meu ponto de vista, de alguma forma pode alguma vez o amor ou a paixão, conviver de mãos dadas com a poligamia. Embora alguns seres humanos nasçam inatamente poligâmicos, ou mesmo que todos nasçam poligâmicos, a verdade é que muitos deles (ou pelo menos assim o espero), conseguem controlar-se e nos processos de socialização aprendem que os sentimentos e as relações de afecto com os outros, não são compatíveis com a leviandade, mas sim com a monogamia.

Daniela Ramalho, no Sociedade de Debates

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

lições da Escola Austríaca

A Crise de 20, a Depressão de 30, a Queda de Bretton-Woods e as lições para a Posteridade

Ron Paul do lado dos Austríacos, Bernanke do lado dos Keynesianos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

mais blogues: capitão capitalismo

Novos bastiões, do outro lado do Oceano, pelas mãos de um Capitão.

I have a theory that politics, when it really boils down to it, is basically just two groups of people who argue over who should get to consume the production of society. Marx and Obama supporters call it the have's and the have not's. Some would call it the leftists vs. fascists. Others would call it the producers and the parasites. Regardless of what you want to call them, politics as far as I've read and seen throughout history is about one group of people finding a way to take what others have.

sem mais...

But what I find particularly interesting in today's Western democracies is that the "have nots/leftists/parasites" act as if the "haves/nazibushloverfascists/producers" don't already transfer a significant sum of their earnings to the have not group. That they don't get a dime from the richer classes. Or that the rich don't pay taxes at all, they have those always-available "loop-holes," and not only that, but they actively engage in oppressing the poorer classes just for sh!t's and giggles (which I know I do, actually the Republican party has a quota of poor people you must oppress if you want to join the party, you get bonus points if they are of a minority race or religion)

e ainda te queixas... só as vezes que eu sou chamado de fascista, já adoptei como nome do meio. Mas depois do gráfico que mostraste, tiravas-me o lugar, certamente...

ver este post, aqui.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

insurgências

Rui Albuquerque sobre o Individualismo.

O colectivismo é uma ideologia construída sobre falácias e inexistências. A sociedade orgânica, entendida como corpo dotado de personalidade e de interesse próprio, não existe. O interesse público não é mais do que o conjunto de interesses privados, impostos coercivamente pela força ilegítima do estado contra outros interesses divergentes. O bem-estar colectivo não pode ser mais do que a satisfação do maior número de interesses individuais. A vontade comum é a vontade de quem governa. O colectivismo é o pecado capital do nosso tempo. A sua forma política chama-se estatismo.

A natureza moral do individualismo reside na defesa do homem como um fim em si mesmo, e não como um veículo para a promoção e a defesa, em primeira instância, de fins alheios. Essa sua natureza não pode ser questionada, nem rebatida. O homem possui, como Ayn Rand salientou, uma identidade própria sobre a qual se erguem os valores morais essenciais de uma sociedade livre. O homem tem direito à vida em liberdade, sem coacção, sem ter de sujeitar-se à violência de terceiros, e à propriedade, sem a qual os outros dois valores não são exequíveis. Numa ética liberal, a propriedade é, assim, muito mais do que o direito a dispor de bens tangíveis ou intangíveis. Ela é um “direito à acção” do homem (vd. Ayn Rand, Os Direitos do Homem, The Virtue of Selfisness, 1963), logo, um direito à liberdade.

sarah palin disney trailer

extra, extra

Caso Santana Lopes não seja escolhido para candidato autárquico à Câmara de Lisboa, eu já encontrei uma escolha ao nível do seu carisma e notoriedade, caso este não seja escolhido para candidato autárquico.


Populistas do PSD, já não há nada a temer

temos guerreiro

Brilhante, caralho, brilhante!

Mais uma posta do Jacob digna de louvores e condecorações.
O Há Discussão não pára...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

what's love got to do with it?

Muito bom, este post do JCD.

Apesar de não partilhar da mesma opinião, estou positivamente impressionado com os bloggers e os autores que se pronunciam contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Penso que, ao mesmo tempo que não se adopta uma postura intransigente, também não se cai na aceitação fácil e dogmática da esquerda, a de tornar tudo isto num circo mediático de defesa do direito inalienável ao amor.

A posição que revelo em relação ao casamento homossexual é a posição de um evolucionista, penso que a evolução do direito civil em relação ao matrimónio (e portanto, uma evolução muito mais ligada ao Direito Privado) consistiu no esvaziamento deste instituto, e da necessidade de uma adaptação às novas situações.

Sou um defensor do casamento, e acredito que contribui em muito para a estabilidade da vida social e familiar das sociedades. E a introdução de pares homossexuais só ia aumentar o número de adeptos dessa instituição.

Mais do que nunca, ia fornecer ao casamento uma defesa contra as tentativas de muito boa esquerda que o quer fazer um mero contrato descartável.

E entristece-me ver que a Direita não consegue ter a visão suficiente de que a aceitação da comunidade gay no seio do matrimónio civil apenas o beneficiará.

Mesmo assim, para lidar com as barbaridades que alguns doentes lobotomizados vão escrevendo na margem esquerda, faz-se coisas muito boas, pelo menos na defesa da santidade da discussão, para contrariar o país cor-de-rosa dos ditos progressistas.

Outro que vai marcando pontos nisto é o António Sousa Leite, n' O Novo Século...

lições de ética republicana para republicanos burros

Vai o Chefe de Estado para a televisão, alarmado com o Orçamento de Estado, mostrar a sua preocupação com o nível de vida dos portugueses.
-
Vai o Ministro da Economia para os jornais económicos, alarmado com a tentativa de intervenção do Presidente da República, mostrar a sua indignação e afirmar que é São Bento quem faz os Orçamentos, e não Belém.
-
E assim se vive na política portuguesa, desdizendo-se as autoridades e desautorizando-se os responsáveis uns aos outros...

domingo, 12 de outubro de 2008

um país de césares

Longe vão os tempos em que os Estados recompensavam os serviços de um estrangeiro com a cidadania.

Longe, também, vão os tempos em que, nas democracias liberais, cidadania era sinónimo de Liberdade.

Infelizmente, vivemos no decorrer da moda na europa, e estamo-nos a tornar no País do salário chamado Rendimento Social de Inserção, cedido pelo governo com o intuito de controlar a insatisfação das massas, massas essas que escolhem reprimir as populações estrangeiras, que vêm aproveitar os ventos de liberdade que ainda vão soprando neste quintal à beira mar plantado, para cultivar saudavelmente a sua personalidade e as suas capacidades.

Num País que precisa de um Rendimento de Responsabilização Social, onde se devia premiar a iniciativa e o esforço, é inaceitável que estas manifestações sejam necessárias.

"Documentos para Todos", "Não à Europa Fortaleza", "Abaixo
Sarkozy" e "Ninguém é Ilegal" foram algumas das palavras de ordem que se
ouviram na manifestação, que juntou mais de um milhar de pessoas, em
Lisboa. A legalização "de todos os imigrantes que trabalham e descontam
em Portugal" e a denúncia da ofensiva de políticas "securitárias e
racistas" na Europa foram as principais razões desta
manifestação.


A concentração, convocada por organizações de imigrantes,
direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicatos, começou
no Martim Moniz, num ambiente multicultural de festa e música, onde os
manifestantes exibiram as suas reivindicações e denúncias: "Portugueses
Imigrantes a Mesma Luta, "Direitos Iguais", "A Europa Precisa de Nós,
"Liberdade para Todos", "Residência Para Todos", foram algumas das
frases lidas em centenas de cartazes e panfletos, que encheram as
ruas.


O desfile terminou com um minuto de silêncio em frente a
um painel no chão da Praça - que mostrava cadáveres a 'boiar' nas aguas do
Mediterrâneo - para lembrar os milhares de imigrantes clandestinos que
anualmente arriscam as suas vidas na travessia marítima rumo à Europa, em
busca de um futuro melhor.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Bloco de Agoirentos Enjoados

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Segundo o Bloco, o último fim de semana foi para as Bolsas o pior fim-de-semana da história das Bolsas. Não se compara minimamente a nada do que já se viu em outra altura, estejamos a falar de guerras, catástrofes, Crashes de 1929, invasões napoleónicas, nada.
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Agora sim chegamos ao fundo, fundinho, e não há escapatória.
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Em Madrid, aquilo veio por água abaixo. No resto do Mundo também, ouvi dizer que só a bolsa do Gana subiu.
Já há o famoso grupo de Zapatistas de acordeão, os chamados Ladrões de Bicicletas, querem acabar com a especulação bolsista.
Descobriram estes senhores a verdade por detrás da pérfida máquina capitalista, e desvendaram o seu terrível segredo!:
    • Desde há duas décadas, a evolução da finança mundial mais não é do que uma longa
      série de crises : 1987, craque da bolsa ; 1990, crise imobiliária nos Estados
      Unidos da América, na Europa e no Japão ; 1994, craque obrigacionista americano
      ; 1997 e 1998, crise financeira internacional ; 2000-2002, craque da “nova
      economia” ; e, por fim, 2007-2008, crise imobiliária e talvez crise financeira
      global.
quem diria que esta safadeza do capitalismo envolvia crises, e então no sector imobiliário, é de espantar.
Mas estes Freedom Fighters não param por aqui, e continuam a expôr a sua intrépida petição:
    • Assim sendo, nós, cidadãos europeus, pedimos :
      a revogação do artigo 56.º do
      Tratado de Lisboa, que, proibindo toda e qualquer restrição aos movimentos
      desses capitais, proporciona ao capital financeiro todas as condições para
      exercer um domínio esmagador sobre a sociedade.
    • Pedimos ainda : a restrição da « liberdade de estabelecimento » (art. 48.º) que dá ao capital a oportunidade de se deslocar para onde as condições lhe são mais favoráveis,
      permitindo às instituições financeiras encontrar asilo na City de Londres ou
      noutro sítio qualquer.
ou seja, esta bolha é para arrebentar à força toda e acabou-se a conversa! Depois disto, não há mais nada para ninguém! Eu não consigo acreditar nestes tipos. Escandalosamente estalinista.

O pior nisto tudo é saber que uma boa parte da esquerda, não só vai recorrendo a Keynes demasiado regularmente, como consegue enfiar o barrete vermelho da bacoquice o suficiente para não enxergar que a crise se deve ao simples facto de o sistema de crédito ter ruído, devido a gestão fraudulenta. As bolsas ruiram porque se tornaram dependentes de montantes que nunca chegaram a existir.

Não houve regulação? Houve. Não houve foi fiscalização do que já estava regulado.

Enfim, completos mentecaptos.
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