sexta-feira, 24 de abril de 2009
Ainda se pode propor ou é bota-abaixismo?
Como alternativa ao Professor Jorge Miranda, o PSD avançou ontem um nome porventura pouco conhecido da generalidade dos portugueses – Glória Garcia. Contudo, falta de mediatismo e mediania não estabelecem, felizmente, relação de sinonímia e, de facto, esta representa uma sólida proposta que deverá ser tida em linha de conta. Glória Garcia, vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), dispõe de um vasto currículo, dominando um conjunto variado de matérias (Direito Administrativo, Direito do Urbanismo, Direito Autárquico, Direito do Ambiente, Ciência Política, etc.). Acresce ao exposto, a particular atenção que dedica a questões emergentes de Direito (coloco a tónica nos Direitos Fundamentais) e, não é elogio oco, a suas capacidades notáveis de oratória, capacidades estas tão raras de encontrar em teóricos deste nível (que entram tantas vezes em ondulantes discursos intragáveis, portadores de viagens ao primeiro sono).Crise Por Quem Sabe
o crime compensa*

Não Uso Título

Em 4 meses não se ultrapassam as desconfianças, mas de bom grado se elogiam os desenlaces.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Manual de Direito Constitucional
Para evitar embustes no talho, disponibilizamos um esquema da anatomia bovina.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Quase ao nível das propostas PS
Temos o prazer de apresentar mais uma iniciativa incisiva e envolvente do nosso Governo…perdão, uma iniciativa de uma organização que responde pelo nome de Quercus – a Earth Condominium. O projecto versa sobre o direito do ambiente e, quem se identificar com o mesmo, apesar de não ter o brilhantismo das propostas PS, pode assinar a Declaração de Gaia (onde estão presentes as suas ideias motrizes). Cimeira dos Algarves
Propaganda da Direita não percebe "critérios jurídicos indeterminados"
Agora, aparecem suspeitas de incorrecção e manifestações de desagrado e pessimismo perante os últimos efeitos da Lei do Divórcio, tão duramente batalhada por este Governo do Partido Socialista, que assim mudou a vida de muitos portugueses.
Os fascistas do CDS propõem a criação de uma comissão parlamentar para estudar a nova lei e modifica-la. A gloriosa bancada socialista, prontamente, negou o pedido. Não aos fascistas!
O que é preciso, obviamente, é pedir a alguns simpatizantes do partido, devidamente pagos pela Fazenda Pública, para corrigirem o que está mal e colar por cima dessa monumental obra legislativa, que só um partido de centro-Esquerda como o PS de Portugal pode fazer.
O advogado Amorim Pereira, depois do que disse, não constituirá esta comissão:
Para o advogado Amorim Pereira, a lei falhou ao não especificar o que entende por "ruptura manifesta da vida conjugal" - uma das situações em que, à luz da nova lei, o cônjuge pode pedir o divórcio sem o consentimento do outro. "Se a paixão esmoreceu e o amor acabou, as pessoas podem pedir o divórcio sem consentimento do outro?", questiona, acrescentando, por outro lado, que os divórcios não estão mais céleres porque os tribunais continuam atafulhados. "A lei não veio resolver esse problema e, nesse sentido, não respondeu aos problemas dos cidadãos."
As acções de divórcio aumentaram nos últimos meses, não por causa da nova lei, mas devido à crise, segundo a juíza Maria Perquilhas. "Há pessoas separadas há anos e que até se dão bem com o ex-cônjuge mas que sentem agora necessidade de regular aspectos como o poder parental porque para, poderem aceder aos subsídios, têm que provar que as crianças estão juridicamente à sua guarda", explicou.
domingo, 19 de abril de 2009
Eu Participo!
É claro que a habitual descrença já se instalou na cultura de habitual zombaria dos portugueses.
Incitam certos cidadãos ao desagravo geral, afirmando que tudo não passa de uma enorme acção de propaganda, em que o PM usa e abusa dos meios concedidos ao governo enquanto utiliza a sua posição de destaque para alimentar interesses partidários.
Propagou-se entre os portugueses que todo este esquema é uma farsa, e que as perguntas são de antemão seleccionadas pela JS, esse invólucro virginal de puras e jovens mentes. Tal como todas as nossas fogosas juventudes partidárias, mas esta com especial intensidade de jovialidade e desinteresse.
Há até, caríssimos leitores, quem conceba vergonhoso o estatuto de Duarte Cordeiro como "funcionário do partido"!
Já começamos a ficar fartos de tanta má vontade e tanto derrotismo. Ainda para mais num partido que se esforça por criar novos movimentos de cidadania!
Citando a senhora Maria Barroso, temos pena que os meios de comunicação social só atendam ao que de mal se fez, e não ao que de bem se fez durante o reinado, digo, governo de Sócrates.
O Café Odisseia não mais é assim, nunca mais o será. Estamos consigo, Senhor Primeiro Ministro! Nós Participamos!
Em Defesa da Honra
Do exposto e devidamente comprovado resulta que nada devem temer os irmãos socialistas, estas imagens não servirão de prova – daí que a diferença entre existirem ou não seja ínfima.
Agora o vídeo (previamente aprovado pela ERC):
O Baillout do Café Odisseia
A escassa actividade dos últimos dias, algumas pressões da "sociedade" e contas por pagar levaram-nos à necessidade de aproveitar o impulso nacionalizador dos governos mundiais.
Estamos mal.
Como tal, o plano de recuperação que o Governo preparou para nós vai entrar em vigor a partir de hoje.
Aos nossos estimados leitores, as nossas sinceras desculpas, e nas palavras da nova direcção do Café Odisseia: "Isto é para o vosso bem, nós sabemos melhor do que ninguém aquilo que este sítio precisa".
A nova composição do Café Odisseia, definida pelo governo, esforçou-se por criar uma eficientíssima administração (mantém-se os quatro autores, agora supervisionados por uma equipa de 57 gestores públicos, mais a ERC) que detém, em prol de manter essa eficiência, apenas membros do Partido Socialista.
A Nova Direcção:
Representante Estatal:
Vitalino Canas
Representante Partidário:
António de Almeida Santos
Comissão para a representação Feminina no Café Odisseia:
Maria Manuela Augusto e Edite Estrela
Comissão para a adopção de novos autores no Café Odisseia:
a cargo da JS Bragança, Aveiro e Peniche
Director de Opinião e Edição:
Jorge Seguro
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Começa assim uma nova fase para o Café Odisseia.
Aviso da Administração
O Café Odisseia transcendeu-se. Retirou-se para um ermitério, bebeu uns chás, lançou búzios e jogou às cartas. Enfim, entendeu que se encontrava em acentuada queda intelectual e pediu ajuda a Deus, que o redireccionou para o Estado.
Em boa hora, a Administração, pelo imperativo de honestidade que a move, tem a comunicar aos habituais leitores que o processo de nacionalização do Café Odisseia se encontra em curso.
Mais informações serão disponibilizadas a breve trecho.
Atenciosamente:
Os Administradores
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Pede-se aos porcos
terça-feira, 14 de abril de 2009
a canção da doce mulher*
Pietro Mascagni - Intermezzo : Cavelleria rusticana
O Poder do Poder Local

O crescimento económico que Portugal viu nesses tempos foi suficiente para despertar nas comunidades agrícolas a necessidade de mudar hábitos e tornar o regime de propriedade mais eficiente.
Decidiram assim os habitantes dessa pequena comunidade, chamada São Pedro Fins, dividir os terrenos baldios entre os proprietários e os habitantes mais pobres. Por muito estranho que este acto de altruísmo pareça, vale a pena ter em conta que as populações rurais do século XIX, mesmo as que compunham as elites, eram (e são) influenciadas por obrigações morais e códigos rígidos de conduta que estavam ligadas ao folclore popular, bem como aos costumes e tradição das povoações, muito religiosas. Além do mais, as terras baldias são sempre as menos férteis e desejadas, regularmente usadas para pasto.
Os efeitos desta pequena assembleia local vêm contrariar as doutrinas colectivistas e ultra-liberais da organização da sociedade e do elemento orgânico e espontâneo da sociedade.
Por um lado, está provado que os indivíduos, quando entregues a si próprios e em comunidade, não precisam de um poder central condutor para realizar medidas que realmente beneficiem toda a sociedade. Há que pensar em ponto pequeno.
Por outro lado, prova-se aos autores, principalmente economistas, pródigos em demonstrar que os privados agem apenas de acordo com os seus interesses egoístas, e dessa forma fazem o mundo girar, que essa posição, apesar de ter pontos fortes, comete uma falácia de exclusão das partes. De facto, nesta tomada de decisão dos proprietários de São Pedro Fins, imperou, entre o sentimento egoísta de aumentar a propriedade, a justa distribuição dos bens da comunidade, distribuição essa que não mereceu qualquer intervenção de poderes centrais ou políticos.
Assim, sem que o Estado acometesse contra a Segurança dos cidadãos como aconteceu na Lei contra os Baldios da Inglaterra (Enclosures Law), onde o Parlamento inglês vendeu terras que não lhe pertenciam aos grandes landowners, este acordo entre portugueses levou ao aumento do património de uns, e ao aparecimento de novos proprietários.
Este exemplo, este pequeno fenómeno de corriqueira negociata civil, tão menosprezada no estudo do Direito e da História, onde apenas se respeitam os epifenómenos que passaram despercebidos ao dia-a-dia do Homem e da Família, é a meu ver um farolim numa noite de breu.
Todos os defensores do regionalismo e do federalismo promovem a criação de (en)cargos públicos regionais que respeitem a vontade popular, esquecendo-se que, para partidos como o PS ou o PCP apoiarem esta medida, é porque se está a preparar uma corrida ao lugar público, à partidocracia e à habitual corrupção.
Defender o Regionalismo em Portugal é auspiciar os dias em que o País terá de rezar para que o funcionário público regional seja incorruptível. Isto é o mesmo que disparar no escuro e esperar acertar na maçã e não no rapaz. Em vez disso, deve o político liberal optar pela descentralização delegando poderes nas comunidades locais.
Isso partiria de medidas não-impostas, onde as juntas de freguesias das localidades pudessem ser financiadas pelo Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) dos proprietários locais.
O Presidente da Junta, com o orçamento discutido em Assembleia com os proprietários, ou seja, todos os que pagam o IMI naquela localidade, trata de controlar e supervisionar as actividades.
Deste modo, vemos que o verdadeiro municipalismo dá-se quando se concretiza a oportunidade de tirar poder ao município e entrega-lo às freguesias.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Say No to Violence Against Women
Quem acompanha o Odisseia sabe que temos vindo a divulgar campanhas humanitárias desenvolvidas por ONG ou outras entidades. Hoje voltamo-nos para a UNIFEM, fundo de desenvolvimento da ONU para a mulher que, entre outros objectivos, tem em vista reduzir a pobreza; pôr cobro à violência contra mulheres; minorar a incidência do VIH; garantir a igualdade democrática em tempos de paz ou de guerra.No sítio da UNIFEM encontram vários boletins informativos, estatísticas, relatórios anuais, enfim, informação sempre importante.
Resta referir uma das suas mais mediáticas campanhas, a Say No to Violence Against Women – um movimento que conta com mais de cinco milhões de assinantes.
A Purga
sábado, 11 de abril de 2009
Frescolita! a Coca-Cola da Venezuela
Depois de os Odisseus (ou Odisseicos) comprovarem aqui que não há leg. de exercício na Venezuela, eis que o experimentalismo socialista se mantém em grande, no desejo de bem conhecer estas sociedades arcaicas e curiosas.
Nem tudo na Venezuela está perdido.
PS: as Frescolita é, de facto, uma belíssima mistela.
Façam o Favor de Intervir
Existem 700 sem-abrigo na cidade do Porto. Espalham-se pelas ruas num espectáculo miserável e cruel que comove pouquíssima gente – não comove a Administração Central nem comove a autarquia. Na passada quinta-feira os trabalhadores da Câmara do Porto (os trabalhadores, sublinhe-se) tomaram a iniciativa de realizar um jantar para sem-abrigo e demais necessitados.O espectro da assistência prestada a estas pessoas é fácil de delinear – iniciativa privada. O Estado, pessoa colectiva socialista e de bem (termo jurídico), demitiu-se da acção assistencial que devia prestar a estes indivíduos, mais, desistiu deles. O mesmo Estado que não se importa de empanturrar de bolos subsidiados, todas as manhãs, milhares de pessoas que não querem trabalhar; numa via-sacra da doçaria e do cafezinho sorridente, que se estende por todas as terriolas do nosso belo país.
Bem, este Estado que não tem pudor em financiar a esperteza saloia de muito boa gente, lá se lembra, muito a custo, dos sem-abrigo. Lembra-se quando faz muito frio e há aqueles alertar amarelos da neve; lembra-se no Natal e diz: “RTP, põe lá uma peça tristonha sobre os indigentes. Assim até parece que nos preocupamos… Mas que não seja muito grande senão estraga-nos a grelha toda!”.
Felizmente ainda existem acções individuais, aquela iniciativa privada que para a Odete Santos é uma barbaridade e uma canseira incompreensível. Congregações religiosas e ONG cruzam as cidades na tentativa de minorar o frio que se entranha nos ossos e de lhes proporcionar pelos menos uma refeição quente – sim, em Portugal passa-se fome, ainda se passa muita fome.
Na maioria das cidades europeias existem residências estaduais para colmatar este problema. Contudo, nestas cidades o flagelo é de tal proporção que as residências pouco resolvem.
Ora, em Portugal a situação ainda não está descontrolada, podendo facilmente ser resolvida com a construção de um edifício de abrigo aos necessitados nas grandes cidades. Considero que esta seria área para um proveitoso intervencionismo.
No entanto, estou ciente dos entraves que esta ideia enfrenta. O Governo que não se importa de financiar poços de betão e torres de marfim, que não se importa de salvar tudo e todos da falência, que convida estudantes estrangeiros para palestras e os aloja em hotéis de cinco estrelas; depressa consideraria incomportáveis os custos de construção e manutenção de tais abrigos.
As autarquias também não parecem sensíveis ao assunto – a do Porto por vezes sofre de uma insensibilidade crónica. Nesta cidade seria interessante reconverter um dos muitos prédios devolutos (uma das 6.000 habitações em risco de ruir) num abrigo – até se acelerava a requalificação urbanística.
Continua a parecer mais fácil ignorar os rostos sujos dos pedintes, afinal, eles nem existem, nós desviamos sempre o olhar.
Regulem a Minha Roupa

É necessário por cobro a essas funcionárias públicas impúdicas, é necessário realizar acções de formação por todo o país – primeiro as Lojas do Cidadão, depois os restantes serviços públicos!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
JS e BE já têm banda desenhada oficial

"De uma terra distante surge um herói poderoso. O filho de agricultores de dois reinos distintos, conhecido como Barack, protege a população da Terra da Esperança". É assim que a editora canadiana Devil's Due define a sua próxima revista de banda desenhada, 'Barack the Barbarian: Quest for the Treasure of Stimuli', que tem como protagonista o Presidente dos EUA .
Na saga, 'Barack' vai apresentar-se semi-nu, com uma profusão de músculos à mostra, trazendo como acessórios um colar tribal, luvas, botas e um machado.
O herói vai enfrentar vilões como 'Boosh the Dim' (em alusão a George W.Bush ) e 'Red Sarah', uma cópia de Sarah Palin, a ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA . Outras personagens são 'Cha-nee the Grim' (Dick Cheney, ex-vice-Presidente dos EUA), 'Sorceress Hilaria' (a actual Secretária de Estado, Hillary Clinton ) e o 'Biill', uma espécie de semi-deus ( Bill Clinton , ex-Presidente americano e marido de Hillary).
in Expresso
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Patria o Muerte
Entonces, ven con nosotros à la XXII Exposición Internacional de Artículos del Revolucionario, donde podrás adquirir el fantástico reloj oficial de la revolución cubana – el Rolex Submariner. ¡Puedes ser como Fidel o Che, puedes ser un libertario!
Montesquieu e Res Publica: até os Comunistas percebem mais disto que os Socialistas
O líder do grupo Parlamentar do PCP acusa o Governo de "negar" informação sobre as condições em que estão a ser aplicados "vultuosos apoios públicos a empresas".
Ele Optou Pelo Culto do Indivíduo
“Ainda por cima, o pavilhão dos cancerosos era o número treze!” É nesta desordem frásica que Alexandre Soljenitsine introduz o leitor na sua obra O Pavilhão dos Cancerosos. Através deste início desconcertado e desconcertante, o leitor mais arguto pode lograr aferir alguns traços (rude aproximação, ainda assim) característicos do autor. “Ainda por cima, o pavilhão dos cancerosos era o número treze!” – Soljenitsine, autodidacta, homem sem tempo a perder com arranjos formais e técnicas narrativas intrincadas. De facto, se algo o preocupava, era com certeza a falta de tempo ou oportunidade para deixar registo de tudo quanto queria dizer, informação útil às futuras gerações – compendiada em maçudos volumes para servir à la carte."Dedico este livro a todos quantos a vida não chegou para o relatar. Que eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter apercebido de tudo."
Ecos da Vitória
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Médico de Família
Nada está entregue ao cidadão. Tudo se distribuiu entre o Partido, a Jota do Partido e o Líder do Partido. O poder municipal, enquanto representação dos interesses dos particulares, dos empresários e das populações tradicionais, não coexiste, não se confronta nos parlamentos locais.
A Nação dos Médicos de Família vai-se Regionalizar de cima para baixo, começando pelos interesses dos Médicos de Família, até chegar ao que os Médicos de Família acharem que é o Interesse do Povo.
E assim, até ao fim dos tempos, terá Portugal alguém que possa tomar conta dele.
*é engraçado ver que o PS é um partido de pais: há o Pai da Democracia, o Pai do SNS e o Pai do RMN, é caso para fazer a graçola de que temos os pais, mas faltam-nos os filhos
PS: para acentuar o nível de situacionismo a que chegou este jardim alcatroado à beira-mar plantado, cito uma pequena resposta de um "keynesiano" meu conhecido e estimado, mas, infelizmente, excessivamente corroído pela cartilha partidária. Perguntei-lhe eu se havia solução para o estado catastrófico em que se encontrará o País quando não houver mais dinheiro para obras públicas, e mereci a respectiva resposta: "A Solução é não parar de fazer obras públicas. Haverá sempre obras públicas para fazer."
Já de olhos postos na ponte que liga Lisboa a Gibraltar, possivelmente.
domingo, 5 de abril de 2009
Carências Culturais
Mais não é que uma prova de intolerância, de radicalismo ateu, paixão tão perigosa quanto o extremismo religioso.
Boris Vian, poeta surrealista
Tudo foi dito cem vezes
E muito melhor que por mim
Portanto quando escrevo versos
É porque isso me diverte
É porque isso me diverte
É porque isso me diverte e cago-vos na tromba
Boris Vian
sábado, 4 de abril de 2009
café odisseia gets funky - Isley Brothers
Between the Sheets
A Família Obama e o Protocolo
Este pormenor tem sido analisado a microscópio electrónico pela mais séria imprensa mundial (o gesto fraterno partiu da rainha ou de Mrs. Obama? - os teóricos divergem na análise fáctica). O Odisseia recomenda a implementação de mais dois juízes laterais em todos os encontros diplomáticos. Poderemos estudar a possibilidade do recurso às novas tecnologias dentro em breve.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
"o meu pipi" é uma menina!
PS: afinal, não passava tudo de uma mentira de 1º de Abril. Graças à Sara revelou-se a verdade, muito obrigado!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Origens do Pensamento Ocidental - A Escola de Salamanca
Apesar da boa verdade contida nesta linha de raciocínio, e do justo protagonismo que os povos do Norte, principalmente o inglês, têm na criação do regime democrático que veio solidificar as bases da tradição de liberdade que grassa nesta nossa Livre Europa (regime esse que damos o nome de democracia liberal), a verdade é que nos seus fundamentos estão a primordial experiência de países latinos como Portugal, Espanha e Itália. Estes países iniciaram o comércio em grande escala, os investimentso e depósitos bancários de enormes quantias, e experienciaram muito mais cedo que os restantes a necessidade de controlar as emissões de moeda e o valor do padrão-ouro nela contido.
Muitas das teorias da Escola de Salamanca enfrentavam esses dilemas da economia moderna. Mais tarde, os economistas austríacos, como Hayek, von Mises e outros, continuariam a inovadora experiência dos espanhóis e portugueses formados nessa faculdade. De salientar que, apesar de chamarmos à fornada de intelectuais, juristas e teólogos seguidores dessa corrente filosófica como os homens da Escola de Salamanca, é de lembrar que muitos desses não chegaram a ensinar ou a aprender em Salamanca, mas antes em universidades a ela aparentados, como a de Coimbra e Évora. Da mesma maneira podemos encontrar Austríacos, da Escola, que nunca estiveram em Viena nem em nenhuma faculdade do antigo país dos Habsburgos.
Juan de Molina, no alto do século XVI, escreve que a intervenção injustificada do Estado na economia viola a Lei Natural, provocando graves reveses na sociedade, e que é impossível para este "organizar" a mesma (a dita engenharia social, hoje em dia tão em voga) de forma coerciva, devido às dificuldades do poder central obter controlo dos meios de informação e usá-los de maneira coordenada o suficiente para impedir ineficiências na sua gestão centralizadora.
Muda as nossas ideias sobre esse estranho mundo do Século de Ouro espanhol, não muda?
Além de que os escolásticos de Salamanca consideravam o crédito como parte integrante do sistema económico, salientaram pela primeira vez a importância da concorrência e concebiam a natureza dinâmica do mercado, bem como a impossibilidade de um equillibrium.
As visões jurídicas da mesma escola não são menos interessantes. Eu assim o acho. Suarez, o eminente jurista espanhol, servirá de modelo aos juristas portugueses que, em 1640, justificarão a atribuição popular ao Rei D. João IV, o Rei Restaurador (Nós Somos Livres, Nosso Rei é Livre, Nossas Mãos Nos Libertaram é a máxima que se atribuiu, nesses tempos, às Cortes de Lamego, com profundo significado político na época do séc. XVI, e que prova que o exemplo português de emancipação servirá, mais tarde, de modelo para a mesma emancipação do Povo Inglês, em 1688). Nasce em Suarez, ou melhor, formaliza-se em Suarez, a primeira tendência liberal. Para ele, o poder do líder provinha de Deus, mas era atribuído ao líder através do Povo, o emissor directo da Graça Divina. Se isto não é um conceito de soberania popular, belisquem-me.
Continuo nesta senda para terminar em Vitória, que considero, de facto, superior a Grócio, se bem que Grócio põe em termos mais práticos a ideia do Direito Internacional. Nota-se nestes escolásticos espanhóis, autênticas craveiras da intelectualidade do seu tempo, a típica caridade católica, alguma ingenuidade até. Para Vitória, era obrigação dos bons reinos cristãos intervir, através da guerra, nos Estados onde grassasse a guerra e a violação do Direito Natural das Gentes, doutrina essa que não podemos dizer que não foi seguida pelos povos latinos, que assim se viram várias vezes em belos sarilhos na prossecução da ajuda altruísta.
Neste caso será, porventura, mais calmo e enriquecedor seguir a máxima revolucionária de Jefferson: "Comércio com todos; aliança com nenhuns".
Um Espectáculo Assustador!
“Quando se estuda a história da nossa Revolução, vê-se que ela foi conduzida precisamente no mesmo espírito que a fez produzir tantos livros abstractos sobre o governo. Vemos a mesma atracção pelas teorias gerais, os sistemas completos de legislação e a simetria exacta nas leis; o mesmo desprezo pelos factos reais; a mesma confiança na teoria; a mesma vontade de refazer de uma só vez toda a Constituição seguindo as regras da lógica e segundo um plano único, em vez de procurar emendá-la na sua várias partes. Um espectáculo assustador! De facto, o que é uma qualidade num escritor é, por vezes, vício num estadista; as mesmas coisas que fizeram muitas vezes belos livros podem conduzir a tremendas revoluções”Alexis de Tocqueville, O Antigo Regime e a Revolução
A Arte de Debater Ideias com Argúcia
Torie Style.
The Devalued Minister, of a Devalued Government.
Desafio do Café (II)
cartas ao associativismo académico
Contudo, as AE's e supostamente quem deveria representar os estudantes, preferem fazer de conta que está tudo bem, desde que continuem a existir alunos suficientes para ir às festas nas discotecas da moda.
Hoje o que aconteceu foi que houve uma manifestação devido à incompetência dos Serviços de Acção Social, em frente à reitoria, em que estiveram dois alunos de Direito, entre vários de Belas Artes e de Letras, provavelmente alunos também de outras cores (vamos esperar que não para o vermelho não parecer hoje tão absurdo e pobre). A questão é muito simples e pode resumir-se assim: nenhum estudante deveria ser expulso da Universidade por não ter dinheiro para suportar as propinas. Acho que qualquer ser humano racional consegue compreender algo tão simples. Contudo, parece que há muita gente com cera nos ouvidos. È assim que se fazem de facto as coisas em Portugal... Mas se por acaso até correr bem, certamente que uma manada parasitária virá atrás para colher os frutos.
Este texto, do Bocas Pó Barulho, insere-se num conjunto de ideias da minha colega Daniela sobre os deveres de uma AE e do apoio que esta deveria dar aos alunos. O texto na integra terá mais informações, mas como ultimamente este tema tem-me sido caro, abordo-o por aqui.
As associações de estudantes desempenham o papel de representantes dos interesses dos estudantes. No entanto, várias são as realidades onde a existência de uma associação de estudantes é apenas um factor de desigualdade de oportunidades e protagonismo de certos grupos específicos, tantas vezes ligados a elites políticas e sociais. Cria-se um órgão democraticamente legítimo quando, na realidade, a necessidade que se tem dele é a mesma que os romanos tinham dos templos de Baco. As verbas disponibilizadas são, por isso, bacanalizantes também. Pergunto-me se na maioria dos casos não seria mais eficiente a possibilidade de os estudantes lidarem directamente com os orgãos executivos das faculdades para a promoção de eventos académicos, em vez de serem representados por grupos de gabinete, tantas vezes sem terem de facto escolhido essa representação conscientemente, pagando por tal um preço que não vêm, mas que está lá.
O associativismo académico usurpou aos estudantes muita da sua liberdade de iniciativa, rementendo-a para uma parafernália de burocracia que, na Universidade do Porto, é representada pela FAP. Solidariedade entre estudantes, se a há, é feita por indivíduos congregados em organizações próprias.
Podemos comparar este caso ao das juventudes partidárias. Obtém-se o monopólio do activismo político jovem para estas associações de amesquinhanismo de mentes jovens, criando belos petizes para os programas de Partido. Nas associações, cria-se uma classe activa estudantil, e alimenta-se uma massa estudantil alheia aos problemas, entregue a si e abandonada pela sensação de que tudo já está a ser tratada pelos "tipos da Associação".
Muito provavelemnte a minha amiga Daniela tem opiniões diferentes da minha quanto ao próprio texto dela. Porventura, para ela, uma das soluções do problema das bolsas e dos atrasos dos Serviços de Acção Social é a mentalização das AE's para o problema. A meu ver, há muito que o activismo académico se não faz pelas associações de estudantes, mas antes pelos pequenos grupos organizados, muito mais maleáveis, espontâneos, modernos e atractivos que as associações.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Desafio do Café
As eliminatórias disputar-se-ão esta semana.
Nota: quem fechar os olhos durante a prova será imediatamente desclassificado e excomungado.
Pedagogos, Humanistas e Joguetes (II)
Este texto visa concluir a temática da igualdade de educação das crianças ciganas. O caso da escola de Barcelos, já exposto, encerra preocupantes similitudes com um outro, julgado pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, como tal, considero importante dá-lo a conhecer. O caso data de 5 de Junho de 2008 e opõe Sampanis (mãe de uma criança romani), entre outros encarregados de educação, ao Estado Grego.As atribulações iniciaram-se a 21 de Setembro de 2004 quando a inscrição das crianças foi impedida, alegadamente, por falta de informações (do Ministério competente) quando à integração daquela minoria. Os pais das crianças escreveram, então, para o Mediador da República (Provedor de Justiça), o qual afirmou não verificar “da parte dos serviços competentes, uma recusa sistemática e injustificável em inscrever as crianças de origem romani no ensino primário”.
Por fim, importa referir que devemos cuidar de casos desta índole com o máximo tacto; necessitamos de humanistas, não de conselhos executivos e direcções regionais preocupadas com a ordem aparente das suas escolas, com uma aparente integração. Esperemos que o fenómeno “escola-gueto” (palavras de Sampanis) não se alastre, mascarado de pedagogia inovadora e inquestionável.
segunda-feira, 30 de março de 2009
o argumento destruidor dos homofóbicos
domingo, 29 de março de 2009
A Religião do Látex

