quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
fúria divina
Antigo Testamento, Livro dos Samnitas
"(...)E assim disse Dario, Rei dos Medos e dos Persas, da Babilónia e da Assíria, do Suam e Mitanni, da Capadócia, da Trácia, da Pártia, da Margiana, da Bactriana, de Aracósia, de Gedrósia, da Cicília, Senhor de Chipre, do Ghandara, do Sangar, de Élam, de Biblos, Tiro, Faraó do Egipto.
E os Judeus, felizes com a permissão para utilizar as receitas dos impostos da Província A Ocidente Do Eufrates para reconstruir o seu Templo, sacrificaram em sua honra 20 vacas, 300 cabras, 400 ovelhas e 3 gatos vadios que não escaparam ao fervor sanguinário dos hebreus agradecidos.
Palavra da Salvação"
"(...)E assim disse Dario, Rei dos Medos e dos Persas, da Babilónia e da Assíria, do Suam e Mitanni, da Capadócia, da Trácia, da Pártia, da Margiana, da Bactriana, de Aracósia, de Gedrósia, da Cicília, Senhor de Chipre, do Ghandara, do Sangar, de Élam, de Biblos, Tiro, Faraó do Egipto.
E os Judeus, felizes com a permissão para utilizar as receitas dos impostos da Província A Ocidente Do Eufrates para reconstruir o seu Templo, sacrificaram em sua honra 20 vacas, 300 cabras, 400 ovelhas e 3 gatos vadios que não escaparam ao fervor sanguinário dos hebreus agradecidos.
Palavra da Salvação"
predestinação
A grande batalha dos teólogos católicos durante o século XVI e seguintes contra os protestantes (especialmente os calvinistas) travou-se no campo do Livre-Alvedrio.
Os segundos sustentavam a tese de que Deus, à partida, já tinha escolhido os Homens que se iam salvar e os que se iam perder.
Os primeiros, principalmente os grandes Professores de Salamanca, que estudaram e ensinaram nas faculdades ibéricas da altura e criaram o pólo mais avançado de estudo da Ciência Política da época, negavam esta fatalidade do destino, e provavam que todos os Homens podiam, através do seu esforço e da sua fé, alcançar a Salvação.
Ainda hoje se vai travando esta guerra. Uns acreditam no poder de Escolher o que compram, o que vendem, o que crêm e acreditam, a forma como querem criar a sua família e educar os seus filhos, de acordo com o seu esforço, mérito e fé.
Outros, não.
Os segundos sustentavam a tese de que Deus, à partida, já tinha escolhido os Homens que se iam salvar e os que se iam perder.
Os primeiros, principalmente os grandes Professores de Salamanca, que estudaram e ensinaram nas faculdades ibéricas da altura e criaram o pólo mais avançado de estudo da Ciência Política da época, negavam esta fatalidade do destino, e provavam que todos os Homens podiam, através do seu esforço e da sua fé, alcançar a Salvação.
Ainda hoje se vai travando esta guerra. Uns acreditam no poder de Escolher o que compram, o que vendem, o que crêm e acreditam, a forma como querem criar a sua família e educar os seus filhos, de acordo com o seu esforço, mérito e fé.
Outros, não.
domingo, 20 de setembro de 2009
falta de chá
É mesquinhice usar os rendimentos de um político para atacar a sua imagem e as suas ideias.
Posso ser fruto de uma educação demasiado púdica, mas o dinheiro que um homem honesto aufere ao final do mês é da sua exclusiva conta, tal como a maneira como o investe.
Seja ele liberal, conservador ou socialista.
Posso ser fruto de uma educação demasiado púdica, mas o dinheiro que um homem honesto aufere ao final do mês é da sua exclusiva conta, tal como a maneira como o investe.
Seja ele liberal, conservador ou socialista.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Hoje, Dia Mundial do Anónimo
Apreciamos anónimos, todo o tipo de anónimos – de reino, filo e espécie anónima. Anónimos em caixinhas, de papel e de plástico, anónimos grandes, pequenos e incrivelmente pequenos.Anónimos agressivos, incendiários e anónimos eleitorais.
Precisam-se anónimos nos hospitais, nas faculdades e nas pedreiras.
Anónimos luminosos que insultam a riqueza abjecta do Manuel e aqueloutros que me ensinam os rudimentos da música clássica.
Queremos anónimos nas prisões e anónimos a guardar os que estão presos; anónimos nos tribunais e anónimos a legislar; anónimos a limpar janelas e anónimos a construir prédios; queremos vê-los nos estádios, no cinema e na ópera.
Sonhamos com anónimos em comissões de inquérito no Parlamento, e reunidos em Conselho de Ministros; alguns, em Belém, a tratar dos jardins, e outros a segredar ao Presidente da República – um dia os anónimos negociarão os fundos comunitários!
Hoje, Dia Mundial do Anónimo, o Odisseia treme de expectativa…
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eles amam-me e vão cuidar de mim
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
a energia é de todos?
Não. A ser de todos, a energia seria pública. A energia, como não é uma substância original, necessita meios de produção, que têm de pertencer a alguém.
Esse alguém, detendo direitos de propriedade sobre os meios de produção da energia, tem custos e gastos. A sua recompensa é a venda do que produz.
A energia seria pública se o controlo dos meios de produção pertencessem, por algum direito divino, ao Estado.
O homem que desenvolve um motor e, assim, retira dele, pela combustão da acção do motor, a energia necessária para mover uma barragem, um carro, uma mina ou um gasoduto, tem todo o direito ao produto do seu trabalho.
Por causa nenhuma podemos sequer constatar que o Estado, ou seja, um grupo de indivíduos sentados num gabinete ministerial, que se ocupa em decidir o que fazer com algo que não lhe pertence, tem direitos de propriedade sobre aquilo que não produz. Foi o génio de empresas e indivíduos, em colectividade ou solitários, que criou essa mesma energia que alguns burocratas querem agora, a todo o custo, nacionalizar. Se não tiveram capacidade para a criar, não terão para a manter.
Tem o Estado, então direitos sobre os meios de produção? Imaginemos o caso da EDP e das barragens o maior produtor de electricidade em Portugal.
Ao contrário do que afirmavam as teorias contratualistas que ainda estão na génese do socialismo, é a propriedade privada que precede a propriedade pública, não o contrário. O Estado não tem mais direitos que os indivíduos sobre a Terra. No entanto, por forma a regular o regime de propriedade e não conceder a alguns o privilégio que devia caber, por normas e hábitos sociais, a todos, os Estados, ao longo da História, criaram o património público, a ser desfrutado por todos de forma pretensamente livre e acessível.
Que direito tem o Estado português a usar do seu poder de imperium, reconhecido pelos mesmos cidadãos que investem nas empresas produtoras de energia, para usar da Força contra a sua propriedade?
A nacionalização não é mais do que isso. Usar um argumento etéreo, o Bem Comum, para suplantar a Razão.
No entanto, porque a política não se faz de filosofia, e a negação da propriedade privada, apesar de uma negação do Direito das sociedades civilizadas, é ainda muito comum no nosso país, é meu dever apontar outras razões para o descabimento desta medida. Razões que caiam melhor na vernácula relativista.
Mesmo que seja verdade que o país gasta muito dinheiro com a privatização do sector das energias (o que é falacioso, porque se esqueceu o dinheiro que se deixou de gastar, o que se ganhou com a venda das acções dessas empresas em bolsa, e a riqueza que ainda se vai criando pela disposição das mesmas em mercado), esquece o Bloco que a nacionalização emitirá um sinal catastrófico para o resto do Mundo. Primeiro, os investidores estrangeiros (porque ainda é o dinheiro dos grandes sectores, como o da energia, que vai permitindo os grandes investimentos e as inovações tecnológicas que revolucionaram a vida rotineira do género humano), temendo o desrespeito pela propriedade privada em Portugal e a sua política nacional colectivista, deixarão a política de investimentos nestas áreas, e nas outras por conseguinte. O país, desrespeitando as regras do negócio e do contrato, repele os investidores actuais e futuros.
Assim, ainda menos verbas vão restar ao Estado para pagar as verbas astronómicas da nacionalização da Galp, que rondará um mínimo de 700 milhões de euros.
A classe empresarial portuguesa, que não é mais burra nem menos esperta que as outras, enterrará o resto da nossa dívida externa de 100% do PIB fugindo, mais os seus capitais financeiros e humanos, para o estrangeiro.
Quem diz que os capitalistas não têm o direito de ganhar dinheiro à custa da energia, dirá o mesmo em relação à informação, à alimentação, ao vestuário, etc. É uma progressão lenta, de facto, mas eficaz. Não há entraves para a ganância de quem almeja o total poder político sobre todos os sectores económicos e sociais.
Estas eleições os portugueses podem evitar esse futuro.
É só uma questão de deixar a doença alastrar-se.
Esse alguém, detendo direitos de propriedade sobre os meios de produção da energia, tem custos e gastos. A sua recompensa é a venda do que produz.
A energia seria pública se o controlo dos meios de produção pertencessem, por algum direito divino, ao Estado.
O homem que desenvolve um motor e, assim, retira dele, pela combustão da acção do motor, a energia necessária para mover uma barragem, um carro, uma mina ou um gasoduto, tem todo o direito ao produto do seu trabalho.
Por causa nenhuma podemos sequer constatar que o Estado, ou seja, um grupo de indivíduos sentados num gabinete ministerial, que se ocupa em decidir o que fazer com algo que não lhe pertence, tem direitos de propriedade sobre aquilo que não produz. Foi o génio de empresas e indivíduos, em colectividade ou solitários, que criou essa mesma energia que alguns burocratas querem agora, a todo o custo, nacionalizar. Se não tiveram capacidade para a criar, não terão para a manter.
Tem o Estado, então direitos sobre os meios de produção? Imaginemos o caso da EDP e das barragens o maior produtor de electricidade em Portugal.
Ao contrário do que afirmavam as teorias contratualistas que ainda estão na génese do socialismo, é a propriedade privada que precede a propriedade pública, não o contrário. O Estado não tem mais direitos que os indivíduos sobre a Terra. No entanto, por forma a regular o regime de propriedade e não conceder a alguns o privilégio que devia caber, por normas e hábitos sociais, a todos, os Estados, ao longo da História, criaram o património público, a ser desfrutado por todos de forma pretensamente livre e acessível.
Que direito tem o Estado português a usar do seu poder de imperium, reconhecido pelos mesmos cidadãos que investem nas empresas produtoras de energia, para usar da Força contra a sua propriedade?
A nacionalização não é mais do que isso. Usar um argumento etéreo, o Bem Comum, para suplantar a Razão.
No entanto, porque a política não se faz de filosofia, e a negação da propriedade privada, apesar de uma negação do Direito das sociedades civilizadas, é ainda muito comum no nosso país, é meu dever apontar outras razões para o descabimento desta medida. Razões que caiam melhor na vernácula relativista.
Mesmo que seja verdade que o país gasta muito dinheiro com a privatização do sector das energias (o que é falacioso, porque se esqueceu o dinheiro que se deixou de gastar, o que se ganhou com a venda das acções dessas empresas em bolsa, e a riqueza que ainda se vai criando pela disposição das mesmas em mercado), esquece o Bloco que a nacionalização emitirá um sinal catastrófico para o resto do Mundo. Primeiro, os investidores estrangeiros (porque ainda é o dinheiro dos grandes sectores, como o da energia, que vai permitindo os grandes investimentos e as inovações tecnológicas que revolucionaram a vida rotineira do género humano), temendo o desrespeito pela propriedade privada em Portugal e a sua política nacional colectivista, deixarão a política de investimentos nestas áreas, e nas outras por conseguinte. O país, desrespeitando as regras do negócio e do contrato, repele os investidores actuais e futuros.
Assim, ainda menos verbas vão restar ao Estado para pagar as verbas astronómicas da nacionalização da Galp, que rondará um mínimo de 700 milhões de euros.
A classe empresarial portuguesa, que não é mais burra nem menos esperta que as outras, enterrará o resto da nossa dívida externa de 100% do PIB fugindo, mais os seus capitais financeiros e humanos, para o estrangeiro.
Quem diz que os capitalistas não têm o direito de ganhar dinheiro à custa da energia, dirá o mesmo em relação à informação, à alimentação, ao vestuário, etc. É uma progressão lenta, de facto, mas eficaz. Não há entraves para a ganância de quem almeja o total poder político sobre todos os sectores económicos e sociais.
Estas eleições os portugueses podem evitar esse futuro.
É só uma questão de deixar a doença alastrar-se.
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domingo, 13 de setembro de 2009
a divina paixão

Era uma vez uma antiga tribo de Israel, a tribo dos Indecisos, que vagueava perdida pela Terra Demasiado Prometida.
A tribo dos Indecisos, devido ao facto de andar perdida à muito tempo, esqueceu como se deve governar uma Tribo. Os Indecisos tinham todos muita vergonha de si mesmos por causa disso.
Afinal de contas, sempre que os Indecisos se encontravam com outras tribos que vagueavam, também elas perdidas, pela Europa e pelo Mundo, conseguiam ser em quase tudo tão bons ou melhores que elas. Só não sabiam o significado de política.
Um dia, quando houve uma enorme falta de gás, e os Indecisos já não conseguiam tomar banho quente, surgiu a necessidade, ainda periclitante entre os Indecisos, de se governarem "como deve ser", após tantos anos de governo indeciso.
No entanto, para se saberem governar, os Indecisos ainda não sabiam o que significava Política.
Foi nessa altura que alguns dos filhos mais abastados dos Indecisos, os Anacletos, foram iluminados pela Razão, e criaram um Deus.
Esse Deus Pai, redescoberto desde a última vez que caiu um muro, lá para os lados da Germânia, era dono de uma nova verdade, da vanguarda da Política (ainda que os Indecisos ainda não soubessem o significado da coisa). Esse Deus Pai era a Razão!
Como Deus Pai se sentia sozinho, polvilhou, aqui e ali, com a sua divina Razão, outros Anacletos, que já o tinham criado por sinal (este intrincado raciocínio filosófico é comummente aceite e tolerado entre os Indecisos).
Fez para si uma família sagrada, constituída pela Filho ( também conhecido por José Soeiro) e pela Virgem Mãe Natureza.
A Filha que lhe fugiu ao controlo foi Jezabel.
Imbuído de divina inspiração criadora, a religião dos Anacletos dotou-se de um barbudo Espírito Santo, acompanhado de outras duas Amélias.
Como a crise do gás não estava terminada, redistribuiu-se entre os restantes Anacletos o cargo de Jumento e de Vaca. Jumentos porque os Anacletos trabalhavam, muito e com ardência, sem questionar a divina palavra. Vacas, porque alguns Anacletos adoptaram, devido ao hábito de mastigar a mesma Cartilha, o hábito de Ruminar.
Ao fim de 4 anos, o Sagrado Presépio, que era o Nome do Gangue do Deus Anacleto, não só acabou com todas as hipóteses dos Indecisos de tomarem banho quente, como lhes nacionalizou as torneiras e os obrigou a contraírem mais dividas.
No final, os Indecisos compreenderam o que é política.
A Política não enumera a quantidade de gás que deve ser racionado e em que dia da semana.
A Política somente lhes dirá se o governo de Indecisos pouco divinos terá o direito de lhes impor quaisquer racionamentos em quaisquer coisas ou não.
A tribo dos Indecisos, devido ao facto de andar perdida à muito tempo, esqueceu como se deve governar uma Tribo. Os Indecisos tinham todos muita vergonha de si mesmos por causa disso.
Afinal de contas, sempre que os Indecisos se encontravam com outras tribos que vagueavam, também elas perdidas, pela Europa e pelo Mundo, conseguiam ser em quase tudo tão bons ou melhores que elas. Só não sabiam o significado de política.
Um dia, quando houve uma enorme falta de gás, e os Indecisos já não conseguiam tomar banho quente, surgiu a necessidade, ainda periclitante entre os Indecisos, de se governarem "como deve ser", após tantos anos de governo indeciso.
No entanto, para se saberem governar, os Indecisos ainda não sabiam o que significava Política.
Foi nessa altura que alguns dos filhos mais abastados dos Indecisos, os Anacletos, foram iluminados pela Razão, e criaram um Deus.
Esse Deus Pai, redescoberto desde a última vez que caiu um muro, lá para os lados da Germânia, era dono de uma nova verdade, da vanguarda da Política (ainda que os Indecisos ainda não soubessem o significado da coisa). Esse Deus Pai era a Razão!
Como Deus Pai se sentia sozinho, polvilhou, aqui e ali, com a sua divina Razão, outros Anacletos, que já o tinham criado por sinal (este intrincado raciocínio filosófico é comummente aceite e tolerado entre os Indecisos).
Fez para si uma família sagrada, constituída pela Filho ( também conhecido por José Soeiro) e pela Virgem Mãe Natureza.
A Filha que lhe fugiu ao controlo foi Jezabel.
Imbuído de divina inspiração criadora, a religião dos Anacletos dotou-se de um barbudo Espírito Santo, acompanhado de outras duas Amélias.
Como a crise do gás não estava terminada, redistribuiu-se entre os restantes Anacletos o cargo de Jumento e de Vaca. Jumentos porque os Anacletos trabalhavam, muito e com ardência, sem questionar a divina palavra. Vacas, porque alguns Anacletos adoptaram, devido ao hábito de mastigar a mesma Cartilha, o hábito de Ruminar.
Ao fim de 4 anos, o Sagrado Presépio, que era o Nome do Gangue do Deus Anacleto, não só acabou com todas as hipóteses dos Indecisos de tomarem banho quente, como lhes nacionalizou as torneiras e os obrigou a contraírem mais dividas.
No final, os Indecisos compreenderam o que é política.
A Política não enumera a quantidade de gás que deve ser racionado e em que dia da semana.
A Política somente lhes dirá se o governo de Indecisos pouco divinos terá o direito de lhes impor quaisquer racionamentos em quaisquer coisas ou não.
o partido de vidro fumado
Se é revelado o que o BE pretende fazer (do programa de nacionalizações ao fim das deduções fiscais, passando pelo antieuropeísmo), logo se percebe que não há ali nada de novo e o que há de velho é assustador.
Há, a este propósito, frases particularmente reveladoras. Logo após o debate, Louçã foi encerrar um comício em Almada. Tal como um general ferido em plena batalha, e certamente inspirado pelo discurso de Almada de Vasco Gonçalves, não resistiu a mobilizar as tropas com um "vamos assustá-los". O risco é mesmo esse - assustar muitos dos potenciais eleitores do BE, que não se revêem no projecto político do partido.
por Pedro Adão e Silva
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Direito Internacional Separatista
A Venezuela reconheceu ontem a Ossétia do Sul e a Abcásia como Estados Soberanos, livres do jugo georgiano. Foi o terceiro Estado a reconhecê-lo.Soube-se hoje que Hugo Chávez encomendou uma quantidade generosa de mísseis longo alcance à Rússia – está explicada a posição pró-independentista.
Defendo neste caso o mesmo que defendi aquando da questão kosovar – os territórios em questão não possuem condições para se agigantarem à condição de Estado. Desde logo considero que não existe uma Nação osseta e uma Nação abcase. Acresce que também é questionável se estes territórios possuem as engrenagens necessárias à soberania, desde logo uma base jurídica e política sólida que permita a autonomia Estado/população.
O problema nem se poria se, aquando do desmantelamento da URSS, no respeito da vontade popular, a Ossétia e a Abcásia tivessem permanecido território russo – tal qual deveria ter acontecido, na divisão da Jugoslávia, a anexação do Kosovo à Albânia.
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sábado, 12 de setembro de 2009
um mal menor
O debate de hoje deu a escolher aos portugueses duas realidades distintas.
A política de investimentos de José Sócrates e a de contenção de despesas de MFL.
O progresso, a mudança, o optimismo das grandes reformas e das medidas para o futuro, e a dura realidade de uma líder que dá a entender que o caminho até à bonança ainda será muito longo, penoso e responsável.
O "cainesianismo" suicida e o keynesianismo do possível.
A política de investimentos de José Sócrates e a de contenção de despesas de MFL.
O progresso, a mudança, o optimismo das grandes reformas e das medidas para o futuro, e a dura realidade de uma líder que dá a entender que o caminho até à bonança ainda será muito longo, penoso e responsável.
O "cainesianismo" suicida e o keynesianismo do possível.
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política de verdadeira inteligência
JS e MFL discutem, neste momento, o número de vezes que se escreveu a sigla SNS nos respectivos programas eleitorais.
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"a longo prazo, estaremos todos mortos"
"O país deve fazer investimentos para melhorar o nível de vida das pessoas." José Sócrates.
Depois, aquando das dívidas e dos défices, aumenta-se os impostos, que nunca tiveram qualquer efeito na rotina diária dos cidadãos.
Depois, aquando das dívidas e dos défices, aumenta-se os impostos, que nunca tiveram qualquer efeito na rotina diária dos cidadãos.
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"não compreendo os seus argumentos"
MFL considera que JS está mais preocupado em enumerar os apoios sociais que dá do que em considerar a riqueza criada no país no seu mandato.
JS tira a ilação que MFL está contra os apoios sociais.
JS tira a ilação que MFL está contra os apoios sociais.
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o génio das finanças
A cura do défice veio da receita máxima de Sócrates. Como? Uma política inteligente de redução das despesas do Super-Estado?
Não, aumentando os impostos.
Não, aumentando os impostos.
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debate JS-MFL
"Em 2003"...
é a expressão mais usada por José Sócrates no debate com MFL.
Todos os problemas que Portugal enfrenta vêm de 2003. Felizmente, o Primeiro-Ministro vive suficientemente no passado para o saber.
Todos os problemas que Portugal enfrenta vêm de 2003. Felizmente, o Primeiro-Ministro vive suficientemente no passado para o saber.
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"liberdade de escolher" ou "liberdade é escolher"?
Liberdade de escolha
A tese central do livro Saúde - A Liberdade de Escolher é a de que o regime da ADSE, que cobre cerca de 12 por cento da população (os funcionários públicos), deve ser alargado a toda a população. Até porque, pelos cálculos de Mendes Ribeiro, um doente tratado no SNS custa mais ao Estado do que um doente tratado no regime da ADSE (938 euros contra 780, respectivamente).
Aos que prevêem que a universalização da liberdade de escolha conduzirá ao desmantelamento do SNS, o economista responde que este princípio, além de ser compatível com a manutenção do SNS, até será a forma mais adequada de promover a sua eficiência.
Para Mendes Ribeiro, não faz sentido que coexistam dois sistemas públicos (ADSE/SNS) e a solução passa pela unificação do sistema de financiamento. E a rede pública de hospitais deve ser paga pelo Estado aos mesmos valores pagos aos privados.
O livro foi apresentado pelo médico João Lobo Antunes e pelo sociólogo António Barreto, que o prefacia. O sociólogo nota no prefácio que Mendes Ribeiro "desloca a discussão dos velhos termos ideológicos e estreitamente políticos, para a colocar antes de mais em contexto técnico, económico, financeiro e social".
A tese central do livro Saúde - A Liberdade de Escolher é a de que o regime da ADSE, que cobre cerca de 12 por cento da população (os funcionários públicos), deve ser alargado a toda a população. Até porque, pelos cálculos de Mendes Ribeiro, um doente tratado no SNS custa mais ao Estado do que um doente tratado no regime da ADSE (938 euros contra 780, respectivamente).
Aos que prevêem que a universalização da liberdade de escolha conduzirá ao desmantelamento do SNS, o economista responde que este princípio, além de ser compatível com a manutenção do SNS, até será a forma mais adequada de promover a sua eficiência.
Para Mendes Ribeiro, não faz sentido que coexistam dois sistemas públicos (ADSE/SNS) e a solução passa pela unificação do sistema de financiamento. E a rede pública de hospitais deve ser paga pelo Estado aos mesmos valores pagos aos privados.
O livro foi apresentado pelo médico João Lobo Antunes e pelo sociólogo António Barreto, que o prefacia. O sociólogo nota no prefácio que Mendes Ribeiro "desloca a discussão dos velhos termos ideológicos e estreitamente políticos, para a colocar antes de mais em contexto técnico, económico, financeiro e social".
domingo, 6 de setembro de 2009
espôntaneidade não é uma palavra portuguesa
INTERACÇÃO Na tradição de língua inglesa, pelo contrário, a ideia de ordem social, de instituição social, não está necessariamente associada ao desígnio central de ninguém. Nesta tradição, é frequente ouvir recordar que algumas das mais indispensáveis instituições sociais não foram centralmente desenhadas, simplesmente emergiram como resultado da interacção.(...)
É o caso da família, uma instituição espontânea que emerge da interacção, tal como é o caso da troca, ou do mercado, que também não são desenhados por ninguém. Finalmente, é o caso da língua - a língua inglesa, ou a portuguesa, ou até mesmo a francesa - que não foram centralmente desenhadas.CASAMENTO GAY Muitos exemplos poderiam ser dados para esta diferença fundamental entre a tradição anglo-americana e a continental. Para dar alguma actualidade a estes ensaios, poderíamos citar o dos casamentos homossexuais. É uma típica ilustração de um profundo arcaísmo intelectual, mascarado de grande modernidade.
Em Inglaterra, o assunto foi pacificamente resolvido através de um contrato específico: "civil partnerships". A ideia é clara. Se um modo de vida reclama protecção legal, e se não produz danos a terceiros, a presunção é-lhe favorável, em princípio e até prova em contrário. Mas é de todo impensável que esse modo de vida imponha as suas concepções particulares a modos de vida preexistentes que não partilham dessas concepções - como é o caso do casamento heterossexual. Por isso (e porque a família heterossexual é uma instituição social espontânea, cuja utilidade social está amplamente demonstrada), o casamento continua reservado para a união entre um homem e uma mulher.
PARES MISTOS Em contrapartida, a defesa da igualdade entre casamento hetero e homossexual é tipicamente continental e jacobina. Visa "libertar" os casais heterossexuais de um modo de vida e de uma visão do mundo em que se sentem confortáveis - mas que a vanguarda considera ultrapassada.
É como se os "pares mistos" no ténis passassem a ser igualados a "pares de qualquer tipo", apenas porque "pares gay" se sentiam discriminados. Na tradição inglesa, a proposta natural seria que os "pares gay" promovessem os seus próprios campeonatos. A concorrência mostraria depois quantos adeptos e espectadores iriam ter. E a evolução gradual mostraria, através da interacção, que outras soluções poderiam ou deveriam ser adoptadas.
ou, mantemos o plano original da dita Esquerda Progressista, e abrimos caminho, também, para o casamento em PolygamistMode.
no i, Obrigado ao Estado Sentido
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liberdade
sábado, 5 de setembro de 2009
Nefasto Silêncio
O constrangedor embaraço que paira pelos vários órgãos de comunicação do PS Media Group não constrange todos os apoiantes socialistas.
No entanto, é revelador de umas poucas coisas: ninguém sabe ao certo o que se passou.
Talvez um favor de um boy espanhol, ou de um português, que caiu em tempo pouco oportuno, talvez uma acção de apoio ao Governo por parte de uma empresa privada, o que interessa é que a Guerra que o Governo moveu a um Jornal terminou da pior maneira.
A seguir com atenção o desenlace desta novela.
No entanto, é revelador de umas poucas coisas: ninguém sabe ao certo o que se passou.
Talvez um favor de um boy espanhol, ou de um português, que caiu em tempo pouco oportuno, talvez uma acção de apoio ao Governo por parte de uma empresa privada, o que interessa é que a Guerra que o Governo moveu a um Jornal terminou da pior maneira.
A seguir com atenção o desenlace desta novela.
Seja a República Anátema
Apesar de alguma falta de originalidade, e por já cansar, de alguma forma, este tipo de manifestações, recebi no dia 4 uma das prendas mais peculiares de todos os aniversários.
Não terá sido, obviamente, dirigida a mim, mas a compatibilidade de datas é, por demais, providencial.
Parabéns aos bravos que hastearam, no dia 4 de Setembro do Ano da Graça de 2009, a bandeira nacional, na Invicta Cidade do Porto.
Não terá sido, obviamente, dirigida a mim, mas a compatibilidade de datas é, por demais, providencial.
Parabéns aos bravos que hastearam, no dia 4 de Setembro do Ano da Graça de 2009, a bandeira nacional, na Invicta Cidade do Porto.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Crónicas de um País Amargurado

O Governo em guerra com a TVI
O Jornal de Sexta com Manuel Moura Guedes foi suspenso. As inimizades que a equipa da mesma vinha criando com o Governo José Sócrates, principalmente a insistente vanguarda noticiosa sobre o caso Freeport, onde se avançaram informações e vídeos que, em qualquer país decente, levariam à demissão imediata do executivo, colocaram na lista negra do PS Media Group o canal de Eduardo Moniz.
O jornalismo de Manuela Moura Guedes é difícil de engolir. Por duas razões.
A primeira, é por ser um jornalismo demasiado ofensivo, em contínuo ataque e contra-ataque, que não tem pejo nem vergonha em preencher o horário televisivo com peças sem valor ou demasiado sensacionalistas. O modelo importado, com os seus riscos e transtornos, deu resultado em Portugal, e o Jornal de Sexta, devido aos seus feixes de dramatismo rococó e ao seu look apelativo, conquistaram muitos televisores entre as classes média e baixa.
A segunda razão é demasiado óbvia. O Jornal de Sexta afecta a integridade moral das elites intelectuais, porque afecta certos dogmas sociais que interessa ver mantidos.
Nesses meios, onde impera um "parecer bem" enjoativo, importa muito alardear altivamente que se despreza o jornalismo de MMG.
Primeiro, porque importa, desde mais, defender um governo de esquerda que, apesar do descrédito que sofreu às mãos do Jornal, continua de boa saúde. Depois, porque mesmo entre os que se colocam à direita política, um jornalismo atacante do estilo de MMG é desconfortável.
O perigo de uma das muitas trafulhices negras da nossa democracia ser reportado por MMG, sabendo que ela tem tantos espectadores e seguidores, justifica este medo.
Não interessa em Portugal este tipo de Jornalismo. O marasmo noticioso da RTP1 ou a parcialidade oca da SIC ocupam toda a carga nacional de tolerância para com a liberdade de expressão nos canais nacionais. Mais do que isso, é ofender as nossas instituições.
José Sócrates deixou bem claro que desejava mover guerra ao Jornal. Se não pressionou directamente a Prisa, o que é de facto duvidável, José Sócrates alertou pelas suas acções os accionistas que, em vista a manter os interesses no país, escolheram livrar-se de um mal maior.
É o mínimo que se pode esperar de uma empresa que investe num país controlado pela nomenklatura de um partido que, contorcendo-se-se como o Polvo, penetra lentamente em cada meandro e recato das finanças privadas e públicas. Agradar ao puppet master é o lema de ordem, quanto mais não seja porque, em Espanha, a mesma empresa é dominada pelo PSOE, o equivalente dos nossos hermanos ao Partido Socialista, e um dos maiores aliados internacionais deste.
Nada neste pequeno jogo de influências funcionou bem para a TVI.
A reportagem que se aproximava no dito Jornal era mais uma peça chocante sobre o envolvimento de José Sócrates e altos funcionários do Partidos Socialista em negociatas podres.
Acima de tudo, certeiro.
O choque tremendo para uma democracia frágil e violentada como a nossa só pode ser remido pelo voto.
Não é surpresa para mim, que já escrevo sobre estes problemas no Café Odisseia há algum tempo, que o caminho para a destruição do Jornal de Sexta se tenha dado neste preciso momento.
É que Sócrates, encarnando o papel de pastorinho doente e injustiçado, pensa vir a ganhar mais votos pela acusação de jogo sujo por parte dos seus opositores. É o seu jogo, e ele é melhor nisso do que mais ninguém.
Cabe a quem de direito, e esses somos nós, dar o veto final a um governo que tem perpetrado ataques contínuos contra a liberdade. Em qualquer país ocidental, nenhum grupo mediático instrumentalizado pelo poder poderia exercer este tipo de poder sobre um órgão de comunicação, se não estivesse certo que faltaria a censura e a reprovação dos cidadãos.
Os conteúdos divulgados por MMG justificaram. vezes sem conta, a demissão de Sócrates. Se revelados por outro jornalismo mais sério, como o de Crespo, e talvez tivessem mesmo derrubado o Executivo.
Mas nunca, nunca, a peça informativa pode ser usada a favor da cidadania e da democracia, e depois apontada contra os seus emissores. Ou será diferente em Portugal?
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Sobre a democracia no Médio Oriente, castelos voadores e cães falantes
O sonho ocidental de educar o oriente obriga-nos a velar de olhos bem fechados – para que os pormenores permaneçam no recato da cela, sob voto de silêncio. O delírio ocidental de transportar as instituições em bruto, tal as criámos, para o oriente, tem algumas parecenças com aqueles filmes da Disney com cães falantes. Estes são, sem dúvida, muito engraçados no seu domínio vocabular e estilístico perfeito, dando até vontade de, por qualquer mágica, transformar o vulgo rafeiro lá de casa num mestre em filologia renascentista. Todavia, como bem se entende, não é possível, nem seria benéfico, deturpar de tal forma a realidade – para nós e para o rafeiro.Como tal, considero que o Médio Oriente não deve ser o quintal ou o laboratório dos europeus e norte-americanos, não deve ser a sua frágil e promissora criação. Qualquer dos “Estados” em questão tem o direito de exigir respeito pelo seu fundo histórico, pela sua matriz sócio-culturar, tem, em suma, o direito a opor-se a um transplante negligente das nossas instituições democráticas.
Dirijo-me, neste texto, às recentes eleições no Afeganistão e a toda a algazarra circundante. Congratularam-se Ban Ki-Moon e Obama por este passo decisivo da construção da democracia afegã, ainda que as eleições tenham sido fraudulentas e sujeitas a atentados mil, ainda que, note-se, a construção democrática de democrático nada tenha.
Importa é o folclore de umas eleições de fachada. Quanto aos votos comprados em hasta pública, aos ataques dos talibãs às urnas de voto (a propósito, urnas transportadas por mulas), falta de fiscalização dos locais de voto – quanto a isto nada a dizer, o importante é o simbolismo da efeméride. Estamos perante uma eleições alegóricas, pois então!
Acresce que, à boa maneira dos educandos ocidentais, das democracias de proveta que, aqui e ali, vamos fabricando, os dois candidatos reivindicaram vitória.
Talvez nunca entenda esta obstinação europeia e norte-americana de tentar implementar a democracia sem o apoio do direito, ou seja, criar Estados Democráticos esquecendo que, por uma questão de “saúde pública” ou pelo menos de saúde política (da polis, note-se), estes terão de ser, também, Estados de Direito.
Aconteceu no Iraque e agora repete-se no Afeganistão, este exercício de construir castelos no ar.
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domingo, 30 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Soneto do Epitáfio
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
que engrole sob-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
Bocage
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
que engrole sob-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
Bocage
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Hoje - o aguardado acontecimento que será, prontamente, ignorado
Estará "nas bancas", pelas 18h, o Programa Eleitoral do PSD
Sim, Sou de Esquerda, ou O Caso do Amigo Gay
Sim, sou. Sou de Esquerda porque, finalmente, toda aquela lógica que todos piscam no secundário se tornou clara para mim. Tudo por causa de uma Historieta.
Todas as historietas da esquerda começam com o caso de um amigo.
O amigo Gay.
O amigo Gay vive com outro amigo, outro amigo Gay. Eles amam-se muito. O locutor da historieta gosta imenso do seu amigo Gay (tem mais, mas este é o seu melhor amigo Gay).
Por isso, e porque o conhece e quer o melhor para esse seu amigo, o tipo de Esquerda tá numa de reviralho, e vai daí e pomos esta cena do casamento em GayMode.
O GayMode do casamento vai ser o caraças, o mundo vai ser livre, os amigos Gay do tipo de Esquerda vão ser felizes.
Eu estou além deste tipo de Esquerda. Eu sou a nova Extrema Esquerda.
A Extrema Esquerda sou eu e os meus amigos Gay, Hetero e Hetero.
A minha amiga Hetero tá a viver com o meu amigo Hetero. O meu amigo Hetero, que é um gajo muito de Esquerda, enrolou-se, numa noite destas num acampamento do Bloco, com o meu amigo Gay.
Apaixonaram-se, a coisa foi além da vaselina.
O meu amigo Hetero quer continuar a ter a sua casa, e está habituado a partilhar os rendimentos com a minha amiga Hetero. A minha amiga Hetero, que conhece e simpatiza muito com o meu amigo Gay, talvez porque seja o melhor amigo Gay dela, não queria nada ir viver sozinha, porque já se habituou ao namorado Hetero.
O meu amigo Gay, que é um tipo que não quer problemas com ninguém, vai viver com eles, e lá fazem a sua vida uns com os outros, tipo Vickie-Christie-Barcelona, só que numa versão Gay-Hetero(fem.)-Hetero(masc.).
Ora bem, estes meus amigos adoram-se. Amam-se. E querem casar.
Só não podem casar porque os filhadaputa dos fascistas ultraconservadores, era mesmo mete-los no Campo Pequeno, só deixam o casamento Hetero-Hetero e Gay-Gay.
Vai daí, e tá na hora de pormos esta cena do casamento de GayMode, para PoligamystMode.
E assim sim, agora é que é agora. Mas quê? Quem são vocês para me ditar as vossas regras morais? Eu não posso amar 2 pessoas diferentes? Eu não posso casar-me com duas pessoas, só porque a vossa bendita tradição reaccionária de Fátima e dos Salazares não mo permite? Mas como é isto? A Lei é pra todos ou isto é para arrebentar já?
E assim é a Política da Esquerda. É uma questão dos amigos que temos. Conforme os amigos mais estranhos, fazemos um programa. E a coisa vai lá, e há trabalhos públicos para o pessoal mesmo que as coisas não corram bem, que isto do Estado é sempre um coadouro furado.
Já agora, eu já vos contei a Historieta do meu amigo que vive com 4 russas e uma irmã num apartamento na Vialonga?
Todas as historietas da esquerda começam com o caso de um amigo.
O amigo Gay.
O amigo Gay vive com outro amigo, outro amigo Gay. Eles amam-se muito. O locutor da historieta gosta imenso do seu amigo Gay (tem mais, mas este é o seu melhor amigo Gay).
Por isso, e porque o conhece e quer o melhor para esse seu amigo, o tipo de Esquerda tá numa de reviralho, e vai daí e pomos esta cena do casamento em GayMode.
O GayMode do casamento vai ser o caraças, o mundo vai ser livre, os amigos Gay do tipo de Esquerda vão ser felizes.
Eu estou além deste tipo de Esquerda. Eu sou a nova Extrema Esquerda.
A Extrema Esquerda sou eu e os meus amigos Gay, Hetero e Hetero.
A minha amiga Hetero tá a viver com o meu amigo Hetero. O meu amigo Hetero, que é um gajo muito de Esquerda, enrolou-se, numa noite destas num acampamento do Bloco, com o meu amigo Gay.
Apaixonaram-se, a coisa foi além da vaselina.
O meu amigo Hetero quer continuar a ter a sua casa, e está habituado a partilhar os rendimentos com a minha amiga Hetero. A minha amiga Hetero, que conhece e simpatiza muito com o meu amigo Gay, talvez porque seja o melhor amigo Gay dela, não queria nada ir viver sozinha, porque já se habituou ao namorado Hetero.
O meu amigo Gay, que é um tipo que não quer problemas com ninguém, vai viver com eles, e lá fazem a sua vida uns com os outros, tipo Vickie-Christie-Barcelona, só que numa versão Gay-Hetero(fem.)-Hetero(masc.).
Ora bem, estes meus amigos adoram-se. Amam-se. E querem casar.
Só não podem casar porque os filhadaputa dos fascistas ultraconservadores, era mesmo mete-los no Campo Pequeno, só deixam o casamento Hetero-Hetero e Gay-Gay.
Vai daí, e tá na hora de pormos esta cena do casamento de GayMode, para PoligamystMode.
E assim sim, agora é que é agora. Mas quê? Quem são vocês para me ditar as vossas regras morais? Eu não posso amar 2 pessoas diferentes? Eu não posso casar-me com duas pessoas, só porque a vossa bendita tradição reaccionária de Fátima e dos Salazares não mo permite? Mas como é isto? A Lei é pra todos ou isto é para arrebentar já?
E assim é a Política da Esquerda. É uma questão dos amigos que temos. Conforme os amigos mais estranhos, fazemos um programa. E a coisa vai lá, e há trabalhos públicos para o pessoal mesmo que as coisas não corram bem, que isto do Estado é sempre um coadouro furado.
Já agora, eu já vos contei a Historieta do meu amigo que vive com 4 russas e uma irmã num apartamento na Vialonga?
uma história sobre o Ocidente
O jornal sensacionalista sueco Afonbladet resolveu publicar, há umas semanas, um artigo "furístico" que alegava (sem comprovar com dados) que era prática corrente entre os soldados israelitas traficar os órgãos dos palestinianos mortos nas escaramuças na fronteira.
Baseavam-se estas alegações num caso, algo obscuro, de um israelita que foi detido nos EUA sob acusação de tráfico de órgãos.
Quando confrontados com as autoridades israelitas, que pediram provas do que fora afirmado, os suecos lá do dito jornal assumiram a falta de provas da notícia, mas responderam que era obrigação dos israelitas comprovar o contrário, não eles.
Após o silenciamento da embaixadora sueca, que se posicionou do lado israelita, tendo considerado tudo aquilo um abuso da liberdade de expressão, Israel promete impossibilitar o envio de jornalistas certificados do Afonbladet para o país do Muro das Lamentações.
Logo que os suecos descobrem isso, correram à embaixada israelita pedir certificados de imprensa, ou com o intuito de os conseguir antes que seja imposta a proibição, ou com o intuito de fazer uma reportagem que conseguisse mostrar os terríveis totalitaristas de Sião.
Após verem o processo prolongado por uns demorados 3 meses, recebem a justificação para a delonga diplomática: Está o pessoal da embaixada a verificar atentamente o registo de saúde dos jornalistas, como o seu tipo de sangue, medula, etc, caso ocorra a necessidade de operações médicas, especialmente, sublinhavam, de transplantes de órgãos.
Puro humor Judeu.
Com isto tudo, o jornaleco declarou acesa guerra à Estrela de David, e estendem-se os abusos.
As autoridades, comendo e calando, defendem a liberdades dos irresponsáveis e dos injustos.
É este o nosso Ocidente néscio, ignaro, provinciano. Cede a todas as manifestações de loucura do islamismo fanático, rebaixa-se aos olhos dos países que, sempre lhes sendo aliados, começam a ver neles a escória do mundo cobarde.
Baseavam-se estas alegações num caso, algo obscuro, de um israelita que foi detido nos EUA sob acusação de tráfico de órgãos.
Quando confrontados com as autoridades israelitas, que pediram provas do que fora afirmado, os suecos lá do dito jornal assumiram a falta de provas da notícia, mas responderam que era obrigação dos israelitas comprovar o contrário, não eles.
Após o silenciamento da embaixadora sueca, que se posicionou do lado israelita, tendo considerado tudo aquilo um abuso da liberdade de expressão, Israel promete impossibilitar o envio de jornalistas certificados do Afonbladet para o país do Muro das Lamentações.
Logo que os suecos descobrem isso, correram à embaixada israelita pedir certificados de imprensa, ou com o intuito de os conseguir antes que seja imposta a proibição, ou com o intuito de fazer uma reportagem que conseguisse mostrar os terríveis totalitaristas de Sião.
Após verem o processo prolongado por uns demorados 3 meses, recebem a justificação para a delonga diplomática: Está o pessoal da embaixada a verificar atentamente o registo de saúde dos jornalistas, como o seu tipo de sangue, medula, etc, caso ocorra a necessidade de operações médicas, especialmente, sublinhavam, de transplantes de órgãos.
Puro humor Judeu.
Com isto tudo, o jornaleco declarou acesa guerra à Estrela de David, e estendem-se os abusos.
As autoridades, comendo e calando, defendem a liberdades dos irresponsáveis e dos injustos.
É este o nosso Ocidente néscio, ignaro, provinciano. Cede a todas as manifestações de loucura do islamismo fanático, rebaixa-se aos olhos dos países que, sempre lhes sendo aliados, começam a ver neles a escória do mundo cobarde.
Origens da Estratégia (II)
Se me perguntarem como lidar com uma grande hoste inimiga, bem formada e preparada para atacar eu diria: "começa por te apoderares de algo que seja caro ao teu inimigo, e ele ficará submisso à tua vontade."
Sun Tzu, A Arte da Guerra
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Origens da Estratégia
Existem estradas que não devem ser utilizadas, exércitos que não devem ser atacados, cidades que não devem ser sitiadas, posições que não devem ser disputadas, ordens do soberano que não devem ser obedecidas.
Sun Tzu, A Arte da Guerra
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A Guitarra de João Gilberto
O criador do ritmo Bossa Nova no Odisseia:
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Resolvi-me. Vou pelas pessoas Vulgares
voto PSD.
por Rui A.
por Rui A.
Estranhamente, ao fim de meses de reserva (muito) crítica, este PSD começa a convencer-me. Por uma simples razão, que é exactamente a inversa da que tem feito descrer recentemente alguns dos fiéis. É que aquilo está cheio de gente comum e vulgar, com ideias vulgares e comuns, não tendo, pelo menos por enquanto, surgido nenhum “salvador da pátria”, o que é excelente. Ao invés do Dr. Soares, que se constrangeu aristocraticamente com a vulgaridade da entrevista da Dr.ª Ferreira Leite, ela foi para mim um verdadeiro bálsamo: eu gosto de gente comum à frente do estado. A mim assustam-me os líderes voluntariosos, cheios de certezas e com os bolsos cheios de projectos que nos vão salvar a todos. Prefiro-os titubeantes, inseguros e reservados. É que é sempre dos primeiros que vêm as maiores tragédias e não destes últimos.
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sábado, 22 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Empregar e Tributar
O Estado vai integrar, este ano, mais 8 mil pessoas na Função Pública, distribuídas pelos sectores da Educação e da Saúde.
O crescimento do sector público não é sempre, mesmo para os liberais, um factor desconfortável. Desde que esse crescimento seja, claro, motivado pelas circunstâncias sociais e pelo crescimento de necessidades da população, e não pela cartilha ideológica do Nanny State.
Infelizmente, o caso português não é tão simples. A Função Pública, inchada pelo despesismo estatal e pelo seu papel de "empregador de socorro", perde a pouco e pouco toda a dignidade e estatuto que merecia nas décadas anteriores. Este movimento, que começa no 25 de Abril, exige dos governos medidas mistas que tornam cada vez o Serviço ao Estado um serviço a um empregador comum.
O Governo Socialista recusa-se a abrandar a despesa, prefere aumentar as tributações e os investimentos. Estes 8mil novos funcionários são um remédio a curto prazo que se repercutirá numa degradação da Função Pública a médio-longo prazo.
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Um Exército Iliberal num Estado Livre?
Quando se torna o Exército uma força viva e independente dentro da sociedade?
A necessidade de manter forças de segurança capazes de reprimir violenta e eficazmente qualquer violação extra e intra Estado é milenária, e chega-nos pela primeira vez numa forma sofisticada aquando da criação das novas regras do Exército Romano, por Mário.
A manutenção de uma força profissional de exercício da violência, ainda que pública, altera o status quo da sociedade, como foi possível ver em Roma e é possível ver nos Estados hodiernos.
O perigo de abdicar de um exército de voluntários, como o eram os primordiais, está na criação de uma casta militar, de um corporativismo armado.
Quantas vezes vimos nós este corporativismo entrar em acção, de forma drástica, no exercício das suas supostas funções de protecção dos interesses da casta militar?
Vemos, por exemplo, os generais da Roma Antiga, mais poderosos do que os políticos da Urbe, que dispuseram do poder a seu bel-prazer, principalmente na fase final do império, em que o Exército se tornou, de facto, numa actividade reservada a determinada estirpe.
Na América Latina e nos países ibéricos, onde por várias vezes oficiais de alta patente, reservando-se o lugar de porta-vozes da estabilidade nacional, derrubaram os regimes em vigor e instauraram governos e ditaduras militares...
Quantas vezes não o terão feito com reais boas intenções?
A fronteira entre a casta militar e o povo, a massa, a colectividade, tem sido pequena nos países que referi. Os líderes saídos do casebre militar denunciam, muitas vezes, um carácter ultra-conservador que desponta uma geral simpatia da população em geral. Os governos radicais do Chile de Allende, do Portugal da Iº República, da Espanha Republicana, e tantos outros, que preconizavam a engenharia de classes e a remodelação do tecido social e cultural, destruíram no processo algumas das instituições que mantinham a ordem e a estabilidade das sociedades. E digo algumas porque, especialmente no caso do Portugal Primeiro-Republicano, a destruição da sociedade antiga portuguesa visava ser total! Nesses casos, a única instituição que guardava algum sentido da moral pública e a confiança do homem médio era o Exército.
Quando os governos radicais e progressistas, no seu frenesim de revolução sem reforma e reforma sem razão, finalmente disparavam sobre o Exército, era o sentimento de "classe armada" que unia a soldadesca já politicamente dissolvida e criava o perfeito coup d'état, aquele que não encontra resistência possível.
Este é o diagnóstico da revolução reaccionária.
Esta revolução opera-se por um sector minoritário que raras vezes encontra oposição.
No caso do Estado Romano, levou à sua queda. No caso das democracias latinas, levou a décadas de paragens no crescimento do Estado de Direito Democrático, e aos tiques totalitários tão comuns às sociedades civis de Portugal, Brasil e Espanha.
Nas democracias liberais, constroi-se o Exército de uma forma diferente. As circunstâncias históricas foram mais favoráveis ao controlo político sobre este. No entanto, quem pode afirmar que os interesses de casta, nestas nações, mesmo que desligados do interesse nacional, não se encontrem predominantemente activos no seio da decisão política? Especialmente após tantas guerras, terá o Exército americano uma importância desmesurada para o carácter liberal daquele Estado Democrático?
O Estado Democrático-Liberal que se constrói em Portugal poderá lidar com um Exército cujos estatutos e cultura é o mesmo que o do tempo da Ditadura?
O crescimento da extrema- esquerda, em Portugal, poderá vir a agir como apelativo à intervenção das forças armadas? Poderá então, nesse caso, a história repetir-se.
Coloca-se, no entanto, a definitiva questão: que lugar há, num Estado Liberal, para um exército profissional visto que a única coisa que este tem para oferecer é a Força, e o liberalismo rejeita toda a força que não seja enquadrada nos limites mínimos previstos do Estado de Direito?
A necessidade de manter forças de segurança capazes de reprimir violenta e eficazmente qualquer violação extra e intra Estado é milenária, e chega-nos pela primeira vez numa forma sofisticada aquando da criação das novas regras do Exército Romano, por Mário.
A manutenção de uma força profissional de exercício da violência, ainda que pública, altera o status quo da sociedade, como foi possível ver em Roma e é possível ver nos Estados hodiernos.
O perigo de abdicar de um exército de voluntários, como o eram os primordiais, está na criação de uma casta militar, de um corporativismo armado.
Quantas vezes vimos nós este corporativismo entrar em acção, de forma drástica, no exercício das suas supostas funções de protecção dos interesses da casta militar?
Vemos, por exemplo, os generais da Roma Antiga, mais poderosos do que os políticos da Urbe, que dispuseram do poder a seu bel-prazer, principalmente na fase final do império, em que o Exército se tornou, de facto, numa actividade reservada a determinada estirpe.
Na América Latina e nos países ibéricos, onde por várias vezes oficiais de alta patente, reservando-se o lugar de porta-vozes da estabilidade nacional, derrubaram os regimes em vigor e instauraram governos e ditaduras militares...
Quantas vezes não o terão feito com reais boas intenções?
A fronteira entre a casta militar e o povo, a massa, a colectividade, tem sido pequena nos países que referi. Os líderes saídos do casebre militar denunciam, muitas vezes, um carácter ultra-conservador que desponta uma geral simpatia da população em geral. Os governos radicais do Chile de Allende, do Portugal da Iº República, da Espanha Republicana, e tantos outros, que preconizavam a engenharia de classes e a remodelação do tecido social e cultural, destruíram no processo algumas das instituições que mantinham a ordem e a estabilidade das sociedades. E digo algumas porque, especialmente no caso do Portugal Primeiro-Republicano, a destruição da sociedade antiga portuguesa visava ser total! Nesses casos, a única instituição que guardava algum sentido da moral pública e a confiança do homem médio era o Exército.
Quando os governos radicais e progressistas, no seu frenesim de revolução sem reforma e reforma sem razão, finalmente disparavam sobre o Exército, era o sentimento de "classe armada" que unia a soldadesca já politicamente dissolvida e criava o perfeito coup d'état, aquele que não encontra resistência possível.
Este é o diagnóstico da revolução reaccionária.
Esta revolução opera-se por um sector minoritário que raras vezes encontra oposição.
No caso do Estado Romano, levou à sua queda. No caso das democracias latinas, levou a décadas de paragens no crescimento do Estado de Direito Democrático, e aos tiques totalitários tão comuns às sociedades civis de Portugal, Brasil e Espanha.
Nas democracias liberais, constroi-se o Exército de uma forma diferente. As circunstâncias históricas foram mais favoráveis ao controlo político sobre este. No entanto, quem pode afirmar que os interesses de casta, nestas nações, mesmo que desligados do interesse nacional, não se encontrem predominantemente activos no seio da decisão política? Especialmente após tantas guerras, terá o Exército americano uma importância desmesurada para o carácter liberal daquele Estado Democrático?
O Estado Democrático-Liberal que se constrói em Portugal poderá lidar com um Exército cujos estatutos e cultura é o mesmo que o do tempo da Ditadura?
O crescimento da extrema- esquerda, em Portugal, poderá vir a agir como apelativo à intervenção das forças armadas? Poderá então, nesse caso, a história repetir-se.
Coloca-se, no entanto, a definitiva questão: que lugar há, num Estado Liberal, para um exército profissional visto que a única coisa que este tem para oferecer é a Força, e o liberalismo rejeita toda a força que não seja enquadrada nos limites mínimos previstos do Estado de Direito?
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Prata da Casa
Apesar de não ser futebolista, não ganhar milhões, nem abrir telejornais quando recebe uma medalha de prata, Nelson Évora, estudante universitário, desportista de topo, está em destaque no Odisseia:
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Sem a Graça do Estado
À medida que as têmporas do afamado salvador da Venezuela se retesam na raiva incontida que dirige aos opositores internos, difícil resulta, até para o espectador mais embotado, negar a vilania deste homem. Podemos dizer, se ainda persistiam dúvidas concernentes à postura e ao rumo que Chávez adoptaria, que o Estado venezuelano se encontra num ponto de não retorno – com perda óbvia de democraticidade e de todos os valores que em seu torno orbitam (entenda-se, valores éticos e bases de direito sólidas).Depois dos assassínios, depois das perseguições e segregações partidárias, nacionalizações abruptas e unilaterais – após todos estes atentados que, aliás, o Odisseia tem dado conta nos últimos meses surgem, ainda assim, episódios dignos de nota pela extrema violência:
· A brutalidade das agressões da polícia de Caracas a um ajuntamento de cinquenta jornalistas que se manifestava (pacificamente, note-se) contra a decisão do líder venezuelano de fechar a maioria das estações de rádio e jornais nacionais.
· A facilidade e impunidade com que um grupo de partidários chavistas dispersou à bastonada estudantes universitários que se preparavam para entregar, na sede da presidência, uma petição para travar a recente lei que pretende moldar ideologicamente os programas académicos.
Tudo pesado, concluímos que os cidadãos venezuelanos se encontram privados de garantias, contenciosas ou graciosas, suas por direito. Temos por assente que neste Estado, que não é de Direito, não existe separação de poderes, existe, isso sim, um monstro “socialista e libertário” que não pára de engordar, um monstro que poria o Leviatã de Hobbes em sentido.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Socialismo de Matilha
"A empresa pública criada, em 2007, para desenvolver as obras de transformação das escolas secundárias portuguesas já gastou mais de 20 milhões de euros em projectos de arquitectura que foram adjudicados por convite directo, sem consulta a terceiros nem publicitação dos contratados.
Ao abrigo da legislação de excepção aprovada nos últimos dois anos em grande parte para garantir a rapidez da intervenção, a empresa Parque Escolar tem podido celebrar contratos por ajuste directo cujos montantes são, no caso dos projectos de arquitectura, oito vezes superiores ao limite fixado no regime normal. De 25 mil euros passou-se para 206 mil.
Mas neste regime de excepção estão estipuladas "obrigações de transparência" que a Parque Escolar não está a seguir. Estipula-se nomeadamente que, em caso de ajuste directo, devem ser convidadas pelo menos três entidades distintas para apresentação de propostas, bem como a obrigatoriedade da publicitação, no portal da Internet dedicado aos concursos públicos, da identificação do adjudicatário, das outras entidades convidadas e do preço contratual.
A um dos arquitectos escolhidos pela empresa foram já atribuídos seis projectos; outros dois respondem por cinco cada; há mais dois arquitectos com quatro encomendas e cinco com três. Segundo a empresa, um dos critérios que pesam na selecção dos projectistas é "a análise do trabalho realizado pelos arquitectos seleccionados para a fase-piloto [quatro escolas/quatro arquitectos] e para a fase 1 [26 escolas/22 arquitectos] do Programa de Modernização do Parque Escolar". Isto significa que a repetição de encomendas às mesmas entidades vai prosseguir."
in Público
Partido Socialista: O Voto Útil
Ao abrigo da legislação de excepção aprovada nos últimos dois anos em grande parte para garantir a rapidez da intervenção, a empresa Parque Escolar tem podido celebrar contratos por ajuste directo cujos montantes são, no caso dos projectos de arquitectura, oito vezes superiores ao limite fixado no regime normal. De 25 mil euros passou-se para 206 mil.
Mas neste regime de excepção estão estipuladas "obrigações de transparência" que a Parque Escolar não está a seguir. Estipula-se nomeadamente que, em caso de ajuste directo, devem ser convidadas pelo menos três entidades distintas para apresentação de propostas, bem como a obrigatoriedade da publicitação, no portal da Internet dedicado aos concursos públicos, da identificação do adjudicatário, das outras entidades convidadas e do preço contratual.
A um dos arquitectos escolhidos pela empresa foram já atribuídos seis projectos; outros dois respondem por cinco cada; há mais dois arquitectos com quatro encomendas e cinco com três. Segundo a empresa, um dos critérios que pesam na selecção dos projectistas é "a análise do trabalho realizado pelos arquitectos seleccionados para a fase-piloto [quatro escolas/quatro arquitectos] e para a fase 1 [26 escolas/22 arquitectos] do Programa de Modernização do Parque Escolar". Isto significa que a repetição de encomendas às mesmas entidades vai prosseguir."
in Público
Partido Socialista: O Voto Útil
Momentos Sinatra
I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself, flat on my face,
I pick myself up and get back in the race.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Ode ao Marasmo
façam favor de ler o artigo do Ricardo Reis, no i
"Recentemente, um familiar de visita em Nova Iorque alertou- -me para outro exemplo desta rigidez. Em Portugal, as mulheres costumam ter filhos com espaços de alguns anos. Nos EUA é normal ter vários filhos de seguida. Em Portugal, a mulher sabe que por se afastar da carreira por tempo prolongado arriscando perder o trabalho pode acabar no desemprego durante anos. Nos EUA, muitas mulheres retiram-se do mercado de trabalho durante quatro ou cinco anos para terem filhos e passarem os primeiros anos com eles, sabendo que têm a opção de reingressar facilmente no mercado de trabalho mais tarde."
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domingo, 16 de agosto de 2009
Conhecer Woodstock (III)
Vejo Woodstock como um resumo dos anos sessenta, dos soalheiros golden sixties. Resumo e remate, note-se. O final de uma década que se curvava sobre si própria, a rápido e constrangedor ritmo.Corria o ano de 1969 quando, a uma centena de quilómetros de Nova Iorque, sob a organização de Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld, se juntaram cento e oitenta mil espectadores pagantes – número que rapidamente subir para meio milhão, após o derrube da vedação. Nos três dias de festival actuaram trinta e duas bandas, do melhor que à época se fazia, como The Who, Janis Joplin, Joe Cocker, Carlos Santana, Jimi Hendrix, Neil Young, etc. Como grandes ausências registam-se os Led Zeppelin e Frank Zappa (ambos por terem digressões em curso); os Doors (Morrison, em paranóia, acreditava que o assassinariam, caso aceitasse o convite); e os Beatles (já expliquei o porquê na entrada anterior).
Importa, sem mais delongas, analisar o fundo cultural do evento – o movimento hippie. Ora, em 1969 o movimento em questão era um esboço do que havia sido, maculada a sua inocência em inúmeros e escabrosos episódios ao longo da década: perdeu o amor nas ruas de São Francisco, em centenas de violações e overdoses; perdeu a paz em Charles Manson, o assassino em série hippie.
Enfim, as comunidades pacificas e auto-suficientes que surgiram um pouco por toda a América perderam a quietude e os membros separaram-se – estavam a crescer, afinal e, a acompanhar o crescimento, surgia a percepção da impossibilidade de viver do nada.
Do esquisso da contracultura sobrava só o ideal anti-guerra. A consciência política, ou pelo menos a revolta pela acção militar americana no Vietname, esteve bem presente em Woodstock – veja-se, por exemplo, a actuação de Country Joe Mcdonald´s.
Inesperadamente, o festival decorreu sem problemas de maior, aparte um comunicado da assistência médica que alertava para o perigo do consumo de um “ácido castanho” – ora, já ninguém se recordava da cor do que havia consumido. Registaram-se apenas duas mortes – um atropelamento e uma overdose.
A cobertura jornalista da altura foi extremamente deficitária, afinal, ninguém poderia imaginar o que dali adviria.
Resulta frustrante o exercício teórico de tentar recriar Woodstock no presente – pela qualidade inferior da música, indiscutivelmente, e das pessoas, possivelmente.
Entre música, irreverência, ideais inexequíveis na sua ingenuidade, activismo político, contestação da guerra, excessos, felicidade, e lama; no meio desta amálgama de signos escorreu uma década em três dias – num inenarrável e apoteótico final.
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Conhecer Woodstock (II)
Escolho, agora, este irrepreensível With a Little Help From My Friends dos Beatles (excluídos pela organização depois de pedirem um cachê elevadíssimo e exigirem a presença da banda de Yoko Ono, a Plastic Ono Band) na voz de Joe Cocker que, quanto a mim, supera o original:
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