domingo, 24 de janeiro de 2010

do que é que tu te estás a queixar?

Os líderes da extrema-esquerda em Portugal - Jerónimo e Louçã - acusam o Partidos Socialista de se aliar à direita para aprovar o orçamento de Estado.
Fazem-se ouvir os órgãos da Revolução, dizendo que não é à base de medidas neoliberais que se vai retirar o país da crise.

As medidas dos partidos da direita - especificamente o CDS - não são medidas neoliberais, nem sequer são medidas que restringem o despesismo estatal a que estamos habituados.

Investimentos na Agricultura, na Segurança, na comparticipação do Estado na compra de medicamentos, etc. etc. fazem parte da cultura democrata-cristã do CDS - medidas essas intervencionistas e habituais no contexto dos países europeus.

Só neste país de atrasados mentais se compara a social-democracia e a democracia-cristã aos neoliberalismo - o que quer que isso seja.

Sendo que nem o CDS nem o PSD se mostram disponíveis para diminuir as despesas do Estado nem os seus múltiplos encargos, muito resumidamente - de que é que vocês se queixam?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Homenagem a João Camossa, antigo presidente do CNC

Vamos conhecer esta personalidade que integrou, em 1945, o grupo de monárquicos fundadores do CNC juntamente com Gastão da Cunha Ferreira, António Seabra, Nuno Vaz Pinto, Jorge de Almeida Couto, José Caldeira Cordovil e António Lino e que chegou a ser presidente do Centro, em 1949.

Terça-feira, dia 26 de Janeiro, às 18h30
Ciber-Chiado (entrada pelo Largo do Picadeir, nº 10 ou pelo Café No Chiado)


"Foi em tudo a antítese da vulgaridade. Inteligente e profundo, muito original-o que não quer dizer que fosse irrealista nem muito menos ingénuo- no modo como via o presente e como preconizava o futuro. Desconcertante, ousado e por vezes genial nas intervenções públicas, escapando a toda e qualquer disciplina, muito anárquico na doutrina, e no modo de vida. Sem embargo, era naturalmente sociável e um bom companheiro. Político à maneira antiga, da política como jogo- entretenimento supremo da existência e como luta pura por ideais, avesso ao poder, que entendia que corrompia. Foi um devotado adepto da Monarquia, cujo ideal serviu fielmente por toda a vida. Associava, no seu ideário, restos de integralismo lusitano ao seu característico anarquismo comunalista e à sua sólida opção democrática, pugnando indefectivelmente pela liberdade e pelos direitos da pessoa humana. Com a ironia permanente à flor da pele, frequentemente sarcástico, céptico em muita coisa, mas amando sempre a sua portugalidade."

D. Duarte de Bragança (2007)

domingo, 17 de janeiro de 2010

O duplo significado da Lei

A nova lei do Casamento recentemente aprovada na Assembleia da República não prevê a adopção por casais homossexuais casados.

Isso quer dizer que:

1- Até agora, os termos da adopção e os critérios eram delineados pelas instituições responsáveis. Assim, pela intervenção desnecessária e excessiva do Estado, os orfanatos e instituições de acolhimento terão de "descartar" obrigatoriamente todos os casais homossexuais que se uniram pelo Casamento Civil.

2- A Lei prevê um duplo critério. É sua intenção escudar as crianças órfãs das influências do casal homossexual.
2.1- Esquece os filhos de um dos elementos do casal. Se um homossexual tem um filho de um casamento civil com uma mulher, e sendo viúvo, volta a casar-se com um homem, porque razão não deverá este ser tido em conta pela lei, já que esta se presta tão rapidamente a "proteger" os órfãos da exclusão social? Ou será que o que o legislador pretende é proteger os órfãos e não os filhos biológicos?

2.2 - Será mais apropriado aos casais homossexuais unidos em união de facto constituir família do que os casais homossexuais casados.

PS: um escroque qualquer fez questão de comentar o Café Odisseia com um insulto generalizado a todos os seus autores.
Pelas minhas opiniões respondo eu. Como tal, tive a liberdade de apagar o comentário escrito por esse produto de uma interrupção de gravidez sem sucesso.
Com votos para que possa continuar a ler o Café Odisseia e especialmente este texto, espero que possa continuar com a sua vidinha medíocre como bem lhe apetecer.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

voltar a casa


Sam Levy, judeu, experimentou durante a sua infância de uma dor semelhante à que estava amarrada ao destino do seu povo.

Vivia em Esmirna em 1922 quando um grande incêndio destruiu grande parte do espólio familiar. Entre as irreparáveis perdas estava uma chave da casa que os Levy habitavam, quando viviam na Europa. Ganharam tanto amor por essa pátria perdida, que Javé deu-lhes uma Diáspora nova, uma esperança sobre a esperança antiga, de um dia regressarem ao Velho País.

E assim durante longos anos, passados séculos sobre séculos, guardou-lhes Deus uma memória no coração que despontava no coração de cada Levy.

A sua velha avó, matriarca da família, relíquia do amor materno, era a sacerdotisa dessa Velha Saudade.

Sempre que se dirigia com afeição ao neto, nos rasgos de amor próprios das avós, chamava-o aos seus braços e: "Vem cá, meu Portugal".

em 1940, 447 anos depois de se ter vindo embora, Sam Levy regressou . E com ele todos os seus antepassados que, não podendo ver, nunca esquecerem o sítio que outrora chamaram lar.

(inspirado num post do Cachimbo de Magritte)

domingo, 10 de janeiro de 2010

há 3 tipos de pessoas

as que dizem Areetha Franklin.

as que dizem Hareeda Franklin.

as que dizem Áreta Franklin. estas últimas enervam-me.

Casamento, Igreja e Estado

Rui Botelho Rodrigues - uma opinião a ter em conta

O reconhecimento de um compromisso de intimidade perante uma instituição, o matrimónio, não nasceu ontem. Se a ideia surgiu das entranhas da Igreja, nada impede que não se possa «libertá-la» e partir do mesmo princípio com regras diferentes (elas, aliás, existem noutras religiões). Os puristas tradicionais não podem, nem devem, impedir a fundação de uma tradição à parte – isso tornaria o seu tradicionalismo numa pura farsa ou numa total incoerência. O que os tradicionalistas puros deveriam estar a fazer, em vez da vã cruzada contra a mudança dos costumes, era a protestar o envolvimento do Estado em assuntos que não lhe competem, como as relações amorosas e o núcleo familiar. Por outras palavras, deveriam estar a defender os direitos dos portugueses, inclusive aqueles portugueses que são homossexuais.

Infelizmente, a Igreja Católica em Portugal tem uma longa história, com poucas intermitências, de colaboracionismo com o Estado. Recorrer à força bruta do Estado para salvar a pureza das tradições é atractivo, mas em vez de as salvar o Estado dissolve-as lentamente numa massa indefinida e inútil – como fez com a Educação ou com o Casamento. Além de que o tradicionalista que recorre ao Estado, só pode ter pouca fé nas qualidades inerentes da tradição que quer salvar.

O casamento tradicional perdeu a sua natureza e o seu apelo não só pela passagem simples do tempo: o envolvimento do Estado, não só no casamento, mas em inúmeras áreas da vida privada e familiar mina permanentemente o papel e a importância da família, da comunidade, da cultura e da solidariedade; destrói a responsabilidade pessoal e a preocupação com o próximo com os seus programas; destrói as escolas e os bairros; subsidia a irresponsabilidade, a corrupção e a delinquência. O grande inimigo da vida tradicional e regrada é o Estado. É pena que os católicos não o consigam compreender.

E é triste porque a Igreja Católica poderia ser uma força decisiva na defesa de um Portugal livre. Infelizmente, continua a preferir fazer parte do Estado.

Adenda:

«Since the third century Christianity has always served simultaneously those who supported the social order and those who wished to overthrow it. (...) It is the same today: Christianity fights both for and against Socialism.» (p. 408)

Ludwig von Mises, Socialism: an economic and sociological analysis (1922)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

drinking on my own...


resposta ao leitor

Caro Hugo,
Como o Hugo deve saber, só muito recentemente a Humanidade veio a aprender que Ser Livre é ser responsável consigo mesmo e com os outros - mas é, antes de mais nada, Ser Livre. O Direito Penal desses tempos castrava, matava, queimava homens e mulheres por crimes como sodomia, lesbianismo, etc.
Essas acusações conheceram fundamentos racionais. Não culpe a Igreja Católica por existir num mundo de Homens com graves defeitos.
Já Aristóteles considerava a homossexualidade "contra natura", também o considerou Cícero, e muitos outros grandes filósofos e autores (Marx, Lenine, Lutero, Calvino, por exemplo) que mudaram a forma como entendemos o Homem.
Não se esqueça que conhecidos católicos até foram conhecidos por terem relacionamentos homossexuais. Muitos deles ocuparam cargos altos na Idade Média. De Reis a Bispos, passando por Papas.
Se o seu problema é o caso do aborto, veja que Aristóteles também apoiava o aborto, aliás, era apoiante da exposição dos bebés deformados. É difícil ver, por isso, qual das opiniões é a mais reaccionária.
De resto, não faço qualquer juízo de valor em relação à homossexualidade, nem à heterossexualidade.
O que um Homem faz com o que é seu é da sua conta.
Não sei porque diz que a minha opinião é reaccionária. Já lhe disse que não me interessa qual dos dois métodos o senhor prefere - só me interessa que as coisas sejam discutidas com pés e cabeça.
Não me oponho à união entre pessoas do mesmo sexo. Acredito no Mercado Livre, na Liberdade de Contratar e ser Contratado, na ausência de coação. Não gosto de ver pessoas ser obrigadas a (não) fazer coisas.
Entra aqui o caso do casamento. O casamento é uma instituição pré-estadual, espontânea, que foi adoptada mais tarde pelo Estado como forma oficial de União. Está no seu código genético a dualidade homem/mulher.
Houve uma adaptação à realidade social. Desapareceu a submissão ao marido, acabaram-se os bastardos - mas acabar com a dualidade homem/mulher do casamento seria desfigurar o casamento. Há um rol de detalhes jurídicos ligados a direitos de sucessão, partilha, perfilhação, que separam este instituto de outros tipos de uniões.
O casamento é uma tomada de responsabilidade que é dada à escolha do cidadão. Os termos desta decisão estão formalizados há muito tempo, pelos usos e costumes dos Povos.
Como em tudo, mexer num instituto jurídico como este para o tornar numa espécie de União de Facto 2.0 não me parece algo aconselhável a fazer. Há coisas mais inteligentes a fazer, como se fez na Inglaterra e na Holanda.
Como já disse, o Casamento é apenas uma das formas de constituir família e de se unir com uma pessoa. O que se está a discutir é o alargamento do casamento a uma definição que lhe é estranha. Do ponto de vista lógico, há aqui uma perversão. E tudo por causa de uma forma vaga de simbolismo, que não é juridicamente correcta. Os homossexuais não são cidadãos de segunda por não se casarem. Serão a partir do momento em que serão tratados de forma diferente pelo facto de contrairem um casamento próprio - um casamento que ultrapassa a objectividade Homem Mulher, e passa a a subjectividade Parceiros Apaixonados do Mesmo Sexo.
Seguindo para o casamento poligâmico - não compreendo o problema do incesto.
Ao escolher uma pessoa do mesmo sexo para partihar a sua cama ou duas, a hipótese de lhe calhar um primo ou um irmão no processo é o mesmo.
Não interessa ao estado com quem você dorme.
O Estado não tem de reconhecer diferenças. Não há o Hugo-gay e o Manel-Hetero.
Se 3 ou mais pessoas desejam viver entre eles, podem. Têm a mesma legitimidade que o Hugo e o Manel.
Por razões culturais não reconhecemos o casamento entre várias partes. Talvez pelas mesmas que não reconhecemos o casamento dos homossexuais.
Um terrível erro dos nossos antepassados. Mas se corrigormos um erro, temos de corrigir o outro.
Acabo o meu texto dizendo que não sou a favor do referendo porque acredito piamente que não é por uma Maioria concordar numa posição que essa posição é a mais correcta. A maior parte das vezes é o contrário.
Nada na minha opinião envolve qualquer tipo de ódio ou homofobia.
Sou apenas alguém que não consegue ver juízo nisto, além de uma agenda polítca para "ensinar os reaccionários".
O movimento encabeçado pelo BE e pela JS pelo casamento homossexual não é um movimento pela Liberdade.
Não planeia que haja liberdade contratual, antes prevê a progressiva fragmentização, desinstitucionalização do casamento, de forma a desproteger as pessoas, a descredibilizar os contratos pessoais.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Melhor e Pior de 2009

Melhor de 2009: a primeira sessão do Forum Politica e Sociedade.

Pior de 2009: A equipa do C. Odisseia foi a Vila do Conde. E provou sushi.

Ficaram esclarecidas as minhas piores suspeitas.

É peixe cru. Cobrado a preço de ouro. Por pessoa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ciência e religião

A Ciência é um espaço de dúvidas.
A determinação de uma nova Verdade Universal é um actividade quase-onírica, pois envolve a negação da Verdade Anterior, e o risco de uma repetição do mesmo acontecimento.
Einstein passou grande parte da sua carreira a tentar negar a sua teoria. Era um fã do falsificacionismo popperiano, porventura.

O Bom Cristão, como diz Leddihn, deve sempre dar espaço para as dúvidas. Principalmente no que toca a acções políticas.
Na Política actual, no entanto, a Dúvida não existe. Só há espaço para Certezas.
Daí a política agressiva dos militantes da extrema-esquerda. Quem está errado, inevitavelmente, são os outros. Não há espaço para a Dúvida.

Daí, talvez, a incompatibilidade entre o cristianismo e a Extrema Direita e Esquerda.

Escrevo isto porque ultimamente o Mundo, à excepção de Portugal, tem posto em causa a teoria científica do Aquecimento Global, devido a uns emails "comprometedores" dos cientistas defensores dessa teoria.
No que toca à comunidade cientifica, há tantos bons cientistas que defendem esta posição como os que a contrapõe.

No entanto, a política dos extremos contaminou a ciência neste particular sector.
Não há espaço para dúvidas. Não há tempo para ciências indeterminadas. Consome-se ciência, e consome-se com a Certeza.

Diziam os doutores medievais para não se confundir a Filosofia Natural com a Teologia, para que o estudo da Natureza não fosse contaminado pelo conteúdo das Sagradas Escrituras.
Talvez seja necessário ao mundo, às pessoas e aos jovens retornar ao mundo que separa a Política - a Certeza ,tantas vezes infundada - e a Ciência - a Dúvida, tantas vezes provocada.

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

jacobinismo

rui a.
O jacobinismo indígena continua a fazer das suas. Como é sabido, o jacobinismo caracteriza-se, como lembrava Tocqueville, por «querer abolir tudo do passado». Ele propõe-se modificar as instituições antigas e tradicionais – desde as formas políticas, até à própria contagem do tempo – pela decisão unilateral de uma reduzida elite esclarecida pelos ditames da razão. Em Portugal, acabou de chamar «casamento» ao vínculo formal e jurídico que duas pessoas de sexo igual passam a poder contrair para ordenarem uma vida em comum. Para descaracterizar mais ainda a instituição primitiva, resolveu, hipocritamente, retirar-lhe a adopção, prolongamento mais do que natural de uma vida familiar fundada no amor e certificada pelos poderes públicos. Num caso e noutro, alguma direita rejubilou. Na primeira solução viu arrojo e humanidade, na segunda ponderação e sensatez. A direita portuguesa sempre gostou que a esquerda lhe tratasse do pescoço.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

lost thoughts - Amor Eterno

Depois da geração Woodstock, depois da geração de Abril, depois da geração dos ácidos e do LSD, depois da geração yuppie e da geração Live AIDS, o novo século parece gerar uma nova fornada de gentes que, depois da última metade do século dedicada ao Free Love, tem objectivos muito diferentes das anteriores.

Com os problemas que tem, a nossa geração parece cada vez mais desenvolver a ideia da necessidade de pontos de referência.

Despontam lentamente os movimentos regionais tradicionalistas, movimentos conservadores, movimentos de solidariedade social, abandonam-se certos progressismos idiotas à intelligentsia burra das faculdades e dos meios politizados.
Até este novo brilharete de romances da caca, com vampiros top-model e adolescentes apaixonadas, contribui para o novo movimento.

É verdade. As pessoas começam, mais uma vez, a pensar no Amor Para Toda a Vida.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Solução é a Liberdade pt.1

O nacionalismo e a sua vertente económica, o proteccionismo, são ideias puramente anti-monárquicas.

Todas as formas de limitação do exterior, de closura, de afastamento, renegam o carácter internacionalista das monarquias.

Caso a família real de Bragança restaurasse o Reino, não faria sentido que os ministros de Sua Majestade, descendente por via directa de alemães e austríacos, impedisse que estes tivessem as mesmas benesses nas alfândegas que os outros.

Ou mesmo que os seus leais súbditos se resolvessem a proibir a minoria muçulmana de construir minaretes, visto que o Rei, descendente de reis espanhóis que usavam o título de "Reis das Três Religiões", é também descendente de Maomé.

É claro que a política externa e interna de um país não se deve fazer tendo em conta a proximidade familiar dos Reis com as diferentes gentes do Mundo, se fosse assim as relações de Portugal com o Djibuti, por exemplo, ficariam tremendamente prejudicadas.

No entanto, as Monarquias são factor de estabilidade por isto mesmo. O Rei é parente de todos os Monarcas Europeus, e até Asiáticos e Africanos. E isto aproxima os povos a uma cultura de livre comércio e livre trânsito entre as nações.

O SomosPortugueses, um ThinkTank que é usado por muitos monárquicos conhecidos e dos mais influentes na Causa, parece discordar em parte destas premissas.

A palavra proibida : Proteccionismo não é, a meu ver, uma palavra a ter em conta no vocabulário monárquico.

Sequer pensar que o comércio deve ser regulado por uma Alta Entidade Mundia, "para evitar as situações de renda e organizar o mundo", parece contrariar fortemente esta ideia.

O IDP e o SomosPortugueses não parecem compelido a abordar o assnto de outra forma, de que é o regulacionismo que tem vindo a destruir a agricultura portuguesa e a europeia, bem como o condicionamento do Mercado .

Antes parecem ser locais que se precipitam a culpar o Mercado "desta crise", sem ouvir ou querer ouvir os muitos monárquicos liberais que negam essa ideia, sem ouvir até o movimento democrático conservador/liberal que vem dos países do Norte da Europa, das Monarquias Escandinavas e da República Federal Alemã.

Antes parecem ser locais de portuguesismo excessivo, onde se torna as mensagens de "Compre o que é nacional, porque é bom" da Casa Real por um "Compre o que é nacional, porque tem que ser".

Serão as contrariedades da dita "Esquerda Monárquica?"

Temo os DemoEsqueridistas

Por causa da estranha relação que têm com a Democracia.

A Razão do republicanismo democrático não funcionar nos países latinos


Os Latinos são irresponsáveis, intolerantes e demagogos.

Tanto à Esquerda como à Direita. A diferença é a que, no Mundo protestante, o monopólio da força está nas forças conservadoras, e no Sul da Europa e América, nas forças "pseudo"-revolucionárias.

E é por isso que vivemos nesta macacada.

sábado, 12 de dezembro de 2009

CasamentoH

No meio jurídico, há 3 posições sobre este tema que se deve ter em conta:

1- A do Tribunal Constitucional, no ACÓRDÃO N.º 359/2009, que demonstra que não há violação do princípio da igualdade na actual Legislação nem no Direito a Constituir família.
O casamento é entendido como um instituto jurídico regulado pelo Código Civil, e cuja alteração está ao dispor do Legislador. Não se pronuncia sobre a questão da legalidade do casamento homossexual ou não. Considera o Legislador o único responsável pela alteração do conteúdo da norma.

É a Tomada de Posição nº1: A Decisão Pôncio Pilatos.

2- A de autores como Jorge Miranda, Rita Lobo Xavier, Nuno Salter Cid, etc.

Segundo eles, não há qualquer violação do princípio da igualdade, antes haveria caso fosse aberto o regime de casamento a casais do mesmo sexo.

O casamento civil não está negado aos homossexuais. A lei ao prever que o casamento se celebre entre pessoas de sexo diferente vai além da intersubjectividade que as relações matrimoniais acarretam e está acima de qualquer discriminação.

O elemento histórico/institucional constitui o núcleo duro do instituto jurídico que permaneceu inalterado.

O casamento é um instituto pré-jurídico, extra-jurídico e pré-estadual. Como tal a sua ligação à sociedade civil e aos costumes dos povos merece um cuidado dos juristas e interessados especial e estudado, e por parte do legislador uma especial abstenção de o regular ou mudar profundamente.

Devemos ver com particular receio a regulação estadual deste instituto.

O casamento já não é a única forma de constituir família, compete agora com a união de facto e a comunhão de economia comum.

O que o distingue é esse mesmo elemeto simbólico, que sempre foi a complementariedade entre os dois sexos. É a sua principal característica e o Legislador deve vê-la como tal..

A desinstitucionalização do casamento, em curso um pouco por todo o mundo, afectará agora este elemento simbólico que, cada vez menos, separa o casamento de outras formas de partilha de vida.

Falemos agora desta desinstitucionalização: A união de fcto foi concebida para ser uma alternativa ao casamento que não implicasse a mesma panóplia de deveres e obrigações.

No entanto, assistimos nos últimos anos, devido aos esforços de certa agenda política relativizadora (socialistas) a uma aproximação dos dois institutos, e à fragmentação do casamento e reforço da união de facto com o singular propósito de preparar terreno para a abertura ao casamento homossexual uma vez derrubados os pressupostos culturais da Lei do Casamento.

Não nos enganemos ao referir-nos ao novo movimento, que estes novos paladinos da igualdade, da igualdade imaginária, como dizia Tocqueville, desprezam os valores familiares tradicionais e o instituto do casamento.

A lei trata os homens e as mulheres como tal, independentemente da sua preferência sexual. O casamento homossexual implica uma subjectivização da vontade das partes, o fim da objectividade homem-mulher.

É criar um subsector ou um grupo restrito dentro da divisão homem-mulher. Um clube especializado para pessoas homossexuais

A própria ideia de que se está a limitar o acesso a uma felicidade consubstanciada no casamento é altamente falaciosa.

A felicidade nada tem a ver com o casamento e o Estado não regula o Amor que os apaixonados sentem entre si. A função inicial do casamento prendia-se à procriação e à legitimidade da prole familiar. Agora não se resume a estes factos, mas ainda os engloba.

Outro argumento comum nos defensores do casamento homossexual é que a inibição do acesso destes ao instituto implica que não possam transmitir legalmente os seus bens aos seus companheiros.

Isto é obviamente falso pois o direito sucessório também se aplica a quem vive numa comunhão de economia comum.

Com a excepção da legítima (quota inalienável para os herdeiros legítimos) o indivíduo pode testar em nome de quem ele quiser. O casamento homossexual não vai retirar aos pares homossexuais a responsabilidade de testar em nome dos seus legitimários.

É claro que o casamento dá ao cônjuge uma imediata situação de legitimada no qur toca aos direitos sucessórios.

Mas a lei não pode mudar por uma simples questão de sucessão.

De mais a mais, a família nos moldes actuais (família celular) consituida por pais e filhos, a legítima tenderá a ser menos vezes aplicada.

Não se deve esquecer que o direito a constituir família, segundo o direito português, está separado do direito a contrair matrimónio. Nada na lei diz que os homossexuais não poderão constituir família devido ao facto de não se poderem casar pelo civil.

Os regimes de protecção social e benefícios fiscais ao casamento são puramente acidentais e não fazem parte da definição e das finalidades do casamento. Este tipo de matérias deve ser regulado no âmbito das políticas sociais e não no âmbito dos institutos afectados por essas políticas.

Além de que tal justificação não constitui uma argumentação válida. O casamento tem uma finalidade social que não passa pela ambição das facilidades do Estado Providência.

É um instituto jurídico antigo, não uma benesse política dos intervencionistas.

3- A posição favorável ao casamento homossexual está dividida em dois subsectores.

A de Pedro Múrias, que é porventura a mais séria, mais fundamentada, mais difícil de contra-argumentar.

E a posição panfletária de Isabel Moreira e Pamplona Corte-Real, pródigos nas palavras afiadas, intolerantes nos argumentos e na sua posição "anti-homofóbica" e dos debates do Prós-e-Contras.

Os mesmos que tantas vezes preconizam o fim do casamento civil, e que aparecem como defensores do alargamento do mesmo.

Será essa posição que, em tempo útil, retratarei.

O Mito Sueco

Em que se baseia o "Mito Sueco"?

Num pressuposto simples: Que se pode distribuir aquilo que não se produz.
Porquê?
Porque o modelo da esquerda europeia (e portuguesa) não atende a uma realidade importantíssima que define as raízes da actual Suécia.

A Suécia era pobríssima até meados do século XIX, quando adoptou as primeiras medidas liberais.

O Mercado-Livre, bem como uma política externa que não se meteu em nenhum dos grandes conflitos mundiais, levaram à criação das empresas que ainda dominam o mainstream Sueco:
A Ericsson, a Saab e a Volvo.

Apesar de ser dominada por partidos social-democratas desde os anos 50, a Suécia assistiu a um crescimento controlado do Estado, e a partir dos anos 70, as despesas fizeram ruir o país.

Ultimamente, a Suécia, como os restantes países nórdicos, tem apostado em regimes de centro-direita para acabar com o abuso dos apoios sociais e baixar os impostos, bem como para privatizar e desregular vários sectores antes controlados pelo Estado.

Conta-se à volta de 17% o desemprego real na Suécia, dos maiores na Europa.

Site AEFDUP já está operacional!

Aqui!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

David Luiz - O INIMPUTÁVEL

Defender o Consumidor

Um cidadão Socialista crê que é sinal de atraso civilizacional haver outros cidadãos no seu país que não tenham possibilidades de comprar sapatos.
Um cidadão Liberal também.

Um cidadão Socialista acredita piamente que algo dever ser feito para que o seu Próximo (é um socialista católico, este) possa aquecer os seus pés no Inverno ou tê-los protegidos no Verão dos fungos.
Um cidadão Liberal também.

O Cidadão Socialista resolve votar nas seguintes medidas:
1- Estado impõe o preço dos sapatos ao Mercado.
2- Estado distribui apoios pelos mais descalços. Esses apoios são falíveis, em muitas circunstâncias, e acabam os antigos descalços a calçar melhor que os anteriores calçados de Classe Média.
3- Estado taxa as empresas de fabrico de sapatos para pagar os custos do planeamento do Mercado (bem como as Incorrecções da Correcção das Incorrecções do Mercado) e os novos apoios sociais.
4- Estado impõe regulações laborais apertadas para que as empresas, sobrecarregadas de impostos e com menos lucros devido à acção do Estado sobre o sistema de preços, não despeçam trabalhadores. No entanto, as formalidades lobyistas da democracia levam que certas falhas na lei permitam aos patrões contratar trabalhadores jovens em condições degradantes, e salvaguardar as expectativas dos mais velhos.
5- Estado taxa as importações de calçados para proteger as empresas nacionais de calçado carregadas de taxas devido aos custos do apoio social e da regulação laboral. Estas encostam-se aos subsídios do Estado, ao rendimento mínimo e à produção mínima, visto que o lucro vai quase todo para o Estado e a produção é manietada pelo Código de Trabalho e pelos sindicatos todo-poderosos.

Resultado: Confusão nas Leis, confusão social, apoios de Estado que aumentam mais o fosso que separa "calços" e descalços, aumento da burocracia e do Poder do Estado, perda de Liberdade e de Dinheiro. Indústrias menos competitivas, mais preguiçosos nas fábricas, menos produção e inovação. Estagnação.

E o cidadão Liberal? Em que medidas votou ele?
1- Estado diminui impostos aos exportadores e aos importadores.
2- Estado deixa o Mercado funcionar.
3- Mercado funciona, competitividade funciona, melhores firmas produzem mais, melhor e mais barato, com melhor qualidade e a preços acessíveis a todos.

Mesmo Todos.

Resultado: Já só quem não consegue poupar o mínimo dos mínimos ou simplesmente não quer andar calçado não compra sapatos.

A grande diferença está em que o Socialismo protege uma ideia abstracta, o Bem Comum.
O Liberalismo protege uma ideia concreta, o Consumidor.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ajude



Uma Sociedade Civil atenta é um factor decisivo para uma melhor Sociedade, um melhor Estado, uma melhor Humanidade.

Só Homens e Mulheres Livres, Responsáveis dessa Liberdade e por essa Liberdade, com uma educação de Consciência e Respeito, podem dar à sua Comunidade a Ajuda, o Exemplo e o Humanismo que é necessário à construção de um país do qual possamos ter orgulho.

Comecemos pelas pequenas acções. O Forum, apoiado pela AEFDUP, vai começar com a recolha entre os alunos da FDUP de peças de roupa que estes se disponibilizem a oferecer. O mínimo que possam oferecer é igualmente valioso!
As instituições de caridade (a Caritas neste caso) estão especialmente necessitadas de roupa interior masculina. Nestes últimos dias de aulas, só vos pedimos um último esforço, cuidadosamente levado num saco com algumas ou alguma roupa, que nós encaminharemos para a Caritas.

Contribua!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Honduras vs. Cimeira Ibérico/Socialista

Mais uma Cimeira, mais um fracasso completo, mais uma enorme perda de tempo.

De salientar o acordo que se chegou quanto ao Golpe de Estado das Honduras.

Os Ibero-Americanos resolveram apoiar um Homem que convocou um referendo sem a autorização do Poder Legislativo, à revelia do Tribunal Constitucional e depois de violar repetidas vezes a Constituição do seu País.

Um injustiçado querubim para a Companhia Socialista da Cimeira.

Ainda à espera...

do fim do capitalismo...

A Soberania Popular é uma Piada

A prova que a Democracia como fim em si própria, principalmente a Democracia Directa, é uma Inimiga Directa da Vida em Comunidade e da Propriedade Privada, está no mal indescritível que se fez, hoje, na Suíça.

A Massa idiótica, referendística e demagógica acabou de proibir a livre-manifestação de uma religião,proibindo a construção em terreno privado de um símbolo religioso.

A Suíça provou hoje o quanto o Rei Demos é, de todos, o tirano mais absoluto.

A Maioria decidiu arbitrariamente sobre a acção de uma Minoria. Como se alguma vez tivesse sido diferente.

PS: O Vaticano já expressou o seu profundo desgosto, não só para com os católicos suíços que apoiaram este crime, mas também contra a Decisão do Governo Suíço em geral. Esperemos que as comunidades católicas se juntem neste protesto.

PS2: Esta também é a prova que, por muito educado que seja um Povo (como se crê que seja o Suíço), nada previne este tipo de tomadas de decisão. A Informação Total não existe, e mesmo uma pequena parte dela estará sempre inalcançavel às Massas.

Serviço Cívico Obrigatório?

“Poderá um serviço cívico obrigatório ser implementado em Portugal, como resposta a uma cidadania cada vez mais descomprometida e desresponsabilizada, em que já há mais direitos que deveres e em que o serviço militar deixou de ser obrigatório?”

Uma conferência subordinada a este tema está prestes a dar-se aqui, na Faculdade de Direito da UP.

Enquanto relator da FDUP para este evento, tenho vindo a reunir algumas opiniões e questionários sobre o tema, para saber a posição dos alunos desta casa.

Num Universo de 52 pessoas inquiridas, a grande maioria acredita na falta de civismo dos portugueses, e culpam o descrédito na classe política como fonte maior da falta de interesse dos jovens nos assuntos do Estado.

Há duas perspectivas em combate, como se pode ver nestes dois excertos de comentários de alunos:

a primeira é contrária ao serviço cívico -

-“O interesse do Estado não tem que ser superior ao interesse dos cidadãos, pelo que o estado não tem autoridade para restringir este tipo de liberdade pois não estamos num país totalitarista.”

a outra é-lhe favorável -

“-A formação cívica é um elemento essencial no desenvolvimento de qualquer cidadão e de facto se não forem transmitidos pelo meio social este começo de má educação irá prolongar-se para as gerações futuras."

A não perder...

sábado, 28 de novembro de 2009

Os Camaradas Nicolau e Elena


(…)de Argentina, por culpa de un hijo de la grandísima puta funcionário del Alto Comisionado para los Refugiados, me mandaron a Rumania, al país de los Cárpatos donde mandaba el camarada Nicolae Ceaucescu, el titán de los titanes, y su esposa Elena, la hada de las hadas.
Para un exiliado, el socialismo rumano, era el paraíso,
pero el paraíso tal como nos lo habían enseñado los curas en Chile, un lugar al que llegas, te sientas en una nube a tocar el arpa y así sigues por toda la eternidad. Eso hice. Llegué, me quitaron todos los documentos por razones de seguridad y me asignaron a un ángel de la guardia bajito, con bigotes gruesos y cuya alimentación se basaba en ajos. Se llamaba Constatinescu, un funcionario de la Securitate con la misión de acompañarme la veinticuatro horas y de informar de todo lo que hacía, pero literalmente de todo. Lo primero que veía al despertar era el camarada Constantinescu; mientras me lavaba los dientes el camarada revisaba la almohada, el colchón, la mantas, en busca de algo que ni él mismo sabía; enseguida me correspondía estudiar las obras del camarada Nicolae hasta mediodia, por la tarde continuaba con lecturas de la obras de la camarada Elena, filósofa, economista, astróloga y obstetra, todo al mismo tiempo(…)


La sombra de lo que fuimos, Luis Sepúlveda

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Natural Law

Após ler a "breve nota" do Samuel, que me parece um ensaio muito bom para dar início a algo que ainda não se sabe muito bem o que é (estará por definir, porventura?), mas parece-me ser aquilo ao qual o Samuel se vai dedicar (e força nisso, é necessário). Venho assim picar-me um pouco com ele por uma pequena citação que ele apresentou.

Essa citação, do professor J. Adelino Maltez, refere-se ao direito natural e ao iluminismo jacobino.

“O nacionalismo francês, de matriz jacobina, republicanista e democratista, gerou um novo iluminismo cidadanista que, em nome do Estado, destruiu os direitos naturais e originários. Deste modo, eis como um cidadanismo massificado acabou por sufocar o libertacionismo individualista, quando transformou o indivíduo, portador de direitos naturais e originais, num cidadão dotado de direitos civis concedidos pelo Estado."

A discussão nos meios jurídicos entre os jusnaturalistas e os restantes (principalmente os positivistas) é conhecidíssima entre os filósofos juristas.

Para os jusnaturalistas, entre os quais se encontra. penso eu, o ilustre Doutor, cujas obras eu vou comprando (e gostando), a Lei é algo que pode ser deduzido racionalmente da natureza do Homem.

Ora esta definição pode provocar imensos e terríveis abusos. Uma autoridade iluminada, como a Jacobina, usou raciocínios deduzidos acerca da natureza do Homem para criar a sua Lei Fundamental.

O Próprio Adolf Hitler,( se bem que apoiado por positivistas, que diferem dos Jusnaturalistas por chamarem à Lei Natural de GrundNorm, diferença pouca no que toca à origem da Lei) baseou-se em pressupostos racionais deduzidos da natureza do Homem.

O Totalitarismo científico e democrático é perfeitamente natural e justificável, sobre este ponto de vista, se entregarmos a Lei a um Legislador de Barbas Brancas, a um Deus Natural, personificado nalgum servo que dita as normas que só ele pode ouvir.

E a única justificação que os jusnaturalistas nos dão, como forma a comprovar que o Naturalismo não é totalitário, é que "não é qualquer um que Compreende a Lei Natural, nem qualquer um que a consegue Ver" . Curiosamente, os jusnaturalistas encontram-se quase todos no lote de pessoas que consegue, de facto, Ver a Lei Natural.

Esta justificação não difere, obviamente, da dos Jacobinos, dos Comunistas e Fascistas, dos Democratas Totalitários e restantes apologistas da Ditadura da Maioria.

Eu inclino-me para a visão historicista de Savigny do Direito.

A Lei não é um conjunto de regulações arbitrariamente promulgada por uma Qualquer Autoridade.

Essas regulações, essas normas de conduta moral, são o resultado de uma evolução institucional e histórica que exprimem as convicções dos povos, sendo que a Lei não é menos orgânica que a língua, os costumes e as práticas.

A Lei é parte da consciência popular, a VolkGeist.

A função do jurista é compreender essa Consciência, não compila-la ou modifica-la.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Natural Born Killers - A NÃO PERDER





Em 1991, Quentin Tarantino vende um guião a Oliver Stone, conseguindo os fundos que necessitava para realizar uma das suas maiores obras de sempre - Reservoir Dogs...mas isso é uma outra história que ficará para um outro dia.
Stone realiza, a partir deste sensacional argumento, um filme alucinante, que relata a vida de Mickey e Mallory. Este apaixonado casal de assassinos, vinga-se da sua infância atormentada e de um Mundo que os renegou. Uma sátira ao Mundo moderno e aos seus valores com uma subtil e inteligente inversão do conceito de bem e de mal que levantará questões morais até ao mais espectador mais conservador.

VIVA SANTANA!

THE GODS OF ROCK - não recomendado a meninos da mama

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Mestrado de 2 Meses de Isabel Alçada

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há quase um ano atrás

Para o futuro, deixa-nos George uma mão cheia de legados pouco promissores, desde o "Patriot Act" até à prisão de Guantánamo. Tudo formas intrincadas e subversivas de violar as antigas liberdades e leis dos EUA, e manter distraídos os cidadãos com abstraccionismos como a Guerra Contra o Terrorismo, uma espécie de Guerra Permanente que não passa de uma desculpa para manter os impostos elevados e a contínua situação de conflito internacional.

No aspecto interno, Bush continua a ser um desastre. A crise económica é derivada do corporativismo que as suas políticas económicas de favorecimento dos monopólios levaram a cabo, e nasce de medidas centrais tomadas, também, pelos seus antecessores. Incapaz de fazer face à corrupção, G. Bush adoptou o discurso apocalíptico das crises anteriores, e proclamou mais uma Guerra Permanente, desta vez a Guerra Contra o Mercado.

doações ao Partido

- "Se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"

- "Sim" - respondeu o militante.

- "E se tivesse dois carros de luxo, doaria um ao partido?"

- "Sim" - respondeu
novamente o valoroso militante.

- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil ao partido?"

- "É claro que doaria" - respondeu o orgulhoso camarada.

- "E se tivesse duas galinhas, doaria uma ao partido?"

- "Não" - respondeu o camarada.

- "Mas porque doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um
carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não
doaria uma galinha se tivesse duas?"

- "Porque as galinhas já eu tenho."

AFRICA É NOSSA!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mercado e Saúde IV

First of all, you have to realize that those allegedly private health care systems in the US and Switzerland are still far away from what a real private system would look like. The governments of both countries heavily regulate insurance companies and their products to make sure that every citizen gets almost full coverage (All-You-Can-Eat principle) and they reduce competition between insurers.

Secondly, it is very important to understand that the different types of health insurances around the world all exhibit the same major problem: they aim for maximum coverage and try to eliminate fees that are correlated with the amount of services consumed. So they all give incentives for overconsumption. To be precise, an insurance that covers every possible expense is not an insurance anymore, so it is kind of misleading to call some of those systems „insurance“. Anyway, for the sake of simplicity and comprehensibility, I shall stick to this common term usage.

Now, compare countries that are similar with regard to health status of the citizens and culture, i.e. eating and general living habits, for instance Great Britain, France, Germany, and Italy. The difference between the most expensive (France, 11% of GDP) and the cheapest (Britain, 8.4%) is approximately 25%. The French system has big problems with overconsumption, especially of prescription drugs, due to the fact that patients still have free choice of doctors and co-payments aren’t high enough to deter overconsumption. The government and the insurance companies didn’t introduce rationing yet. Instead, they rely on private insurances to take off some pressure from the system.

The NHS of Britain also encourages overconsumption due to the fact that patients do not have to pay a penny at the counter, since everything is financed by taxes. So the government simply rations health care in several ways: it takes expensive pharmaceutical drugs off the market; hospitals are overcrowded and understaffed, so they simply don’t offer many treatments; and practitioners keep patients away from hospitals or expensive treatment in general.

So it is very surprising to see that, despite heavy rationing, costs are still only a relative 25% down compared to France. It is reasonable to assume that costs would be even higher than in France without rationing, which is in line with what economics would predict, as the British system has even less hurdles for overconsumption than the French. By the way, the same comparison, with the same results, can be made for Germany and Italy, with Germany taking the role of France and Italy that of Britain (Italy copied the British NHS in 1978).

Let’s have a look at the US and Canada, two arch enemies with regard to health care systems. The US consumes 16% of GDP for health care, Canada only 10.1%. So Canada saves proximately 38% over the US. Just like the British system, the Canadian system knows no barriers for overconsumption, were it not for the heavy rationing of the supply of health care. The US system has also comparatively few incentives to control consumption, since co-payments are often very low and employers pay the biggest chunk of premiums. It seems that Canada is more successful in cutting costs than Britain, but there are several factors, that are responsible for this misleading image.

Firstly, Canadians tend to be healthier than Americans, which is probably mainly a result of cultural differences and eating habits. Secondly, the US has a 25% higher GDP than Canada. Economic theory and empirics tell us, that health care will take an ever bigger chunk of consumption expenditures with rising income, as affluent societies can easily afford basic consumer goods and have increasingly higher (relative) preferences for health care. So, if we crudely adjust for the aforementioned two factors, the difference between USA and Canada becomes much smaller. The remaining difference is contributable to the rationing, just like in Britain, where it perhaps saved over 25%. This should explain the „Canadian cost miracle“.

Finally, let’s have a look at Switzerland and The Netherlands. These two countries rely solely on private insurances, which are heavily regulated to offer broad coverage for many important treatments. If someone wants even more extensive coverage, he can choose to buy additional private insurances. The most important features of both countries are, that the insurances have high deductibles (up to thousands of Euros) and that there are relatively large co-payments to pay (several hundreds of Euros per quarter). This keeps consumption at least a little bit in check. And the results can be seen in the table above. Although Switzerland and The Netherlands have the second and third highest GDP in this comparison (Norway is on top), the share of health care of GDP is only 10.8% and 9.8%, respectively. Further, Switzerland probably has the highest incomes for physicians in Europe, so you may want to adjust the data for that fact, too. Most European countries are massively suppressing physician incomes in an effort to reduce costs.

Sustentabilidade II



O homem é um grande faisão sobre a terra

Antes da guerra havia uma macieira atrás da igreja. Era uma macieira que devorava as suas próprias maçãs.
O pai do guarda-nocturno também tinha sido guarda-nocturno. Numa noite de verão ele estava por detrás da sebe de buxo. Viu como a macieira abriu uma bocarra mesmo do alto do tronco, no sítio onde os ramos se separam. A macieira devorava maçãs.
Ao amanhecer, o guarda-nocturno não se foi deitar. Foi ter com o juiz de paz da aldeia. Contou-lhe como a macieira atrás da igreja devorava as suas próprias maçãs. O juiz pôs-se a rir. O riso fazia-lhe estremecer as pestanas. O guarda-nocturno ouvia o medo através do riso dele. Nas fontes do juiz batiam os martelos da vida.
O guarda-nocturno foi para casa. Deitou-se vestido. Adormeceu. Adormeceu banhado em suor.
Enquanto dormia, a macieira esfregou tanto as fontes do juiz que as feriu. Tinha os olhos vermelhos e a boca seca.
Depois de almoço o juiz deu uma tareia à mulher. Tinha visto na sopa maçãs a flutuar. E tinha-as engolido.
O juiz não conseguiu dormir depois de comer. Fechou os olhos e ouvia o ruído das cascas das árvores do outro lado da parede. As cascas das árvores estavam suspensas em fila. Balouçavam presas por cordas e devoravam maçãs.”


Herta Müller, O homem é um grande faisão sobre a terra

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uma forma de Governo - Erik von Kuehnelt-Leddihn, do livro "Liberty or Equality"

Qualquer tipo de forma de governo adaptada para a preservação da Liberdade nos tempos modernos e por forma a evitar os erros calamitosos que a propagação do republicanismo democrata pelo Mundo têm provocado a esta causa, deve basear-se em 4 premissas:

1- a maior quantidade possível de liberdade pessoal (de um ponto de vista razoável e racional) deve ser preservada e protegida, visto que a liberdade é parte e parcela do Bem Comum;

2- o sistema partidário deve ser abolido devido à sua tendência e deriva totalitarista;

3- a luta ideológico-filosófica, que não pode ser parte constituinte da orgânica da máquina governamental, devido às suas incompatibilidades, tem de ser relegada para o plano privado;

4- a vontade da maioria não tem o direito de prevalecer sobre o Razoável e o Útil; a perspectiva utilitária e os valores racionais devem ser subordinados à Ética e à Religião;

Com base nas três primeiras premissas, E.v. Kuehnelt-Leddihn propõe que se estabeleça uma "igualdade" constitucional entre um Corpo Representativo Corporativo e Popular e a burocracia Executiva e Administrativa.

Os membros da Câmara (ou Dieta, ou Corte) corporativa são eleitos livremente. A Administração (e por conseguinte o Executivo) consiste em funcionários provenientes de todas as camadas da população, escolhidos com base num processo competitivo de exames e dois ou três anos de estágio onde serão avaliados de acordo com a sua habilidade e conhecimentos.

Os Partidos, obviamente, poderão constituir uma base idológica que terá oportunidade de propagandizar as suas ideias e influenciar a política na Câmara Corporativa.

O último órgão, que tem um representante na Câmara, é o Supremo Tribunal (ou Tribunal Constitucional) constituído por membros designados pelas universidades (presume-se que pelos departamentos de Direito) e por representantes das religiões (ou Religião), cuja função é examinar a concordância das Leis com a Constituição e a Lei Moral e Ética.

Os dois departamentos do Supremo Tribunal tem um direito absoluto de veto sobre as propostas de Lei da Câmara e dos projectos-Lei do Executivo, sendo que tem direito, pelo seu representante parlamentar, a apresentar moções e propostas.

O Chefe de Estado será, preferencialmente, um Monarca, visto este reforçar a ideia de continuidade nos trabalhos do Governo e também se poder constituir como membro "desinteressado" capaz de votar contra o Executivo ou a Câmara, caso estes dois órgãos entrem em clivagem.

É evidente que todo este sistema, na opinião de Kuehnelt-Leddihn, tem de se basear em numa Constituição que defina e limite as prerrogativas e poderes do Estado. As liberdades humanas devem ser salvaguardadas em documento escrito, com diligência e esmero.

Segundo o autor, após expressas as dificuldades de implantar em países de cultura católica o modelo parlamentar protestante, deve-se aplicar o modelo federativo ao invés do democrático.

Assim, prefere-se o modelo Corporativo porque, quanto mais pequena a unidade, mais fácil e aconselhável é a aplicação da Democracia, evitando-se o anonimato de massas e a irresponsabilidade dos eleitores.

A exigência de qualidade nos órgãos Executivos, escolhidos por avaliação das suas capacidades em vez de eleitos, prende-se no princípio Liberal, e não democrático, da preservação das Liberdades e do Estado de Direito. Sabe-se que as massas, por norma, são inimigas da Liberdade. O proposto Governo de mérito, elitista, um Executivo arrogante devido à sua escolha por prestígio em vez da eleição, é obviamente perigoso devido a estes defeitos, que no entanto deverão ser facilmente evitados na governação do país se a Constituição lhes limitar os poderes de forma a os terem em menor parte que os actuais regimes parlamentares.

Para Erik von Kuehnelt-Leddihn, o que um Liberal (o autor escreve libertarian) mais deseja é um governo mínimo e estável, justo e eficiente. As actuais democracias providenciam governos oversized instáveis, justos e ineficientes, enquanto que as ditaduras totalitárias do século XX sempre foram modelos de governo máximo, estável, mas injusto e só ligeiramente eficientes.

O nível exigido a um estadista é, hoje, superior, muito superior, ao que alguma vez foi necessário, por exemplo, para a condução e acordo de convenções importantíssimas para a história, como a de Viena em 1815.

No entanto, diplomatas do nível de Metternich, Talleyrand e vom Stein são cada vez mais escassos.

A escolha entre o amadorismo democrata e o profissionalismo "federal" é, por fim, exemplificada por Leddihn num último exemplo:

Imagine o leitor que está num barco, navegando os Mares do Sul, a milhas da costa, e repentinamente sofre um forte ataque de apendicite, necessitando urgentemente de uma cirurgia. A bordo está um doutor com o pior dos possíveis aspectos, bêbado de fama, de mãos trementes e óculos embaciados.

Com ele viaja um jovem brilhante, de qualidades deliciosas, filósofo, bom conversador, pintor e pensador, que nos merece a total aprovação e admiração.

A quem confiaríamos o bisturi?

A resposta a este enigma, além de trazer na resposta, dependente de cada um, a solução entre democracia e o mérito, traz também a resolução da dúvida entre a república e a Monarquia, e a razão pela qual o mais medíocre dos Monarcas, treinado para o seu cargo, terá uma incrível vantagem sobre qualquer admirável amador popular da república.

Os Velhinhos é que Sabem!!!

Child in Time

FREE WORLD

domingo, 15 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Mercado e Saúde III - Fix Health Care

in Cato
1. Give Medicare enrollees a voucher (adjusted for their means and health risk) and let them purchase any health plan on the market,
2. Reform the tax treatment of health care with “large” health savings accounts, which would give workers a $9.7 trillion tax cut (without increasing the deficit) and free them to purchase secure coverage that meets their needs,
3. Free consumers and employers to purchase health insurance across state lines (i.e., licensed by other states), which could cover up to one third of the uninsured,
4. Make state-issued clinician licenses portable, which would increase access to care and competition among health plans, and
5. Block-grant Medicaid and the State Children’s Health Insurance Program, just as Congress did with welfare.
Unlike the president’s health care proposals (which, as Victor Fuchs explains, would merely shift costs), these reforms would reduce costs, expand coverage, and improve health care quality – without new taxes, government subsidies, or deficit spending.
Would a free market be nirvana? Of course not. But fewer Americans would fall through the cracks than under the status quo or the government takeover advancing through Congress.
There is a better way.

mais ou menos como o programa do PS

At the bottom of the Great Depression, Premier Salazar laid the foundations for his Estado Novo, the "New State." Neither capitalist nor communist, Portugal's economy was cast into a quasi-traditional mold. The corporative framework within which the Portuguese economy evolved combined two salient characteristics: extensive state regulation and predominantly private ownership of the means of production. Leading financiers and industrialists accepted extensive bureaucratic controls in return for assurances of minimal public ownership of economic enterprises and certain monopolistic (or restricted-competition) privileges.

Portugal - Economic Growth and Change
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