terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Assuntos Académicos* - 1º debate em pequeno resumo, considerações pessoais
Cevada que custa a Engolir

Do "Homem Médio"
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tópica ao Ser
O outro - eu que vinga, mata e esfola a razão!
O outro - eu que nunca existiu
na matéria, mas em pensamento.
O supra-ego que me controla o infra-eu.
Nunca o controlo fora ausente.
e eu pensava exactamente o contrário.
( Em vão.
Havia afinal um hiper-ego que me mantera quieto.
À sua direita, o supra-ego me mantinha racional.
E eu não sabia quem eram, porque superiores.
E o meu corpo somático me mantinha preso
E eu pensava ser apenas mais um ser surreal.
Tudo um sonho de quem se deixa esvaír pela linguagem
Eu não era aquele outro-eu vigilante e desmesurado
Nunca o seria sem um código que me amputasse o ego.
Quem me garante que deixe este eu para passar a ser o outro?
Assim, onde o tempo não conta, onde a vontade não impera,
Assim surge o princípio da negação de si mesmo
E eu nego este eu que nunca fui, e aquele que nunca serei.
Não me explicam a origem nem fim, apenas ser enquanto ser.
Não caminhamos para o retorno donde vimos.
Seria inglório ao ser. Seria voltar a não-ser,
Seria voltar ao nada perplexo.
Ao nada anterior ao acto que fomos.
Seria apagar todos os factos.
seria limpar-nos a história.
seria queimar-nos o nome
dizimar-nos a própria honra.
18/02/2010
Lourenço
Anarquia ou Estado?* Estados ou Estado?
Estou perfeitamente ciente que o meu tipo de conservadorismo difere em muito do tipo habitual português (ligado a partidos democratas-cristãos e populares, ou a movimentos nacionalistas ou identitários com uma "alma da nação).
Assuntos Académicos II*
*os conteúdos aqui mostrados, sobre a vida académica, destinam-se apenas a demonstrar os meus pontos de vista, com a moderação e o cuidado que se deve ter neste tipo de conversas e exposições.Algumas coisas que estão mal na campanha eleitoral
Acima de tudo, quero uma campanha limpa e honesta. Escreverei aqui as minhas pequenas anotações apenas para manter informados, no estritamente necessário, os interessados neste processo.
A Faculdade de Direito da UP é um espaço muito pequeno de estudantes de direito.
As actividades académicas, e os seus membros, estão assim muito centrados na figura da Associação de Estudantes.
Muitos dos mais recentes projectos da Faculdade, que lhe têm vindo a trazer muitas coisas boas e muitas experiências importantes, são constituídos por elementos que estão ligados ao principal órgão de representação dos estudantes (por muito que esta classificação seja subjectiva, quer concordemos com as razões da sua importância ou não).
Isto causa alguns problemas graves. Nem todos os estudantes estão unidos à volta dos ideais e acções da Associação de Estudantes, e num espaço quase claustrofóbico como o da Rua dos Bragas, os estudantes têm vindo a ganhar alguma inimizade injusta -mas compreensível- pelos rostos e personagens que "aparecem sempre!"
Esta AE está severamente comprometida com as listas A. Basta fazer o um mais um, e perceber que nem tudo de bom poderá sair deste guisado.
Daí que, muito sucintamente, apresento duas coisas que, na minha opinião, foram mal feitas e evitáveis:
1- está-se a transformar a Sociedade de Debates num diário de campanha. Um dia a SdD terá de escapar das saias da AE. É o percurso normal das coisas, e convém estar preparado para isso.
Não me interpretem mal. Num pequeno meio, ter o apoio de uma boa Associação, com pessoas competentes para fazer as coisas à última da hora e darem os conselhos necessários, é algo a ter em conta. Mas todos os pintainhos têm de sair do ninho um dia, quanto mais não seja por mudarem as galinhas da capoeira (má analogia, mas dá para compreender). Mas, lá está, é um espaço pessoal de um grupo de pessoas que sabem, melhor do que eu, o que fazer com ele.
2- A preparação para o debate revela a fraca preparação da FDUP para uma vida académica verdadeiramente rica e activa.
Depois de tudo o que já escrevi no primeiro ponto, os debates para as listas continuam a ser moderados por um membro da Associação, apesar de esta estar activamente por detrás de uma candidatura.
Não há aqui uma crítica à Associação. Há uma crítica aos dois lados desta parada.
Por um lado, quase 15 anos de existência não deram à Faculdade de Direito actividades académicas independentes do cadinho da AE. Das que há, e são verdadeiramente muitas, só conheço duas que não incluem nenhum membro da Associação nos seus membros e que poderiam, a meu ver, oferecer elementos para a monitorização do debate- a Iuris e o Forum Política e Sociedade
Destas duas organizações, talvez as mais independentes no espectro da nossa faculdade, não saiu nenhum moderador para os debates que aí vêm.
Conheço todos os intervenientes destas eleições, dou-me com os nomes mais importantes nelas, especialmente da lista A, a qual me vou opor, ao apoiar como suplente a lista B.
Não sou capaz de insultar a credibilidade dessas pessoas, porque isso exigiria de mim a capacidade para mentir.
Mas a FDUP caminha perigosamente para uma overdose de personalidades.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Declaração sobre assuntos académicos e cenas cá do blogue
É com sincero pesar que vos digo, ó visitantes longínquos, que este é (em parte) mais um desses textos.
Começo assim com a parte que poderá interessar à generalidade dos leitores:
Esta casa tem mais um autor, como os mais atentos entre vós já se deram conta.
O Mário Costa Lourenço não é novo nestas andanças, no que toca à blogosfera nem no que toca à Academia. Tem bastantes provas dadas.
Alguns de vocês podem ter lido alguns textos dele no blogue daquele colectivo que permaneceu no anonimato, a Legião, e podem agora visita-lo num blog pessoal.
Tendo conhecimento das reacções negativas que a Legião levantou, e o envolvimento do Mário, qualquer outro se sentiria levado a justificar a sua entrada, como já em anteriores entradas para o clube de autores deste blog se pediu. O Café Odisseia, enquanto baluarte do bom-gosto e da liberdade de expressão, e criação pessoal de um grupo de "arqui-liberais reaccionários", aristocratas decadentes, não vai cair nessa republicanice do "prestar contas".
O MCL vem reavivar um pouco o contacto do Café com a sua Faculdade. E também inaugurar um espaço poético de sua autoria.
Oxalá encontres ânimo para escrever aqui muitas e muitas vezes, Mário, és bem-vindo e sabe-lo bem. Senão, olha, que se lixe.
O outro assunto que vos pretendo falar é da campanha que um dos autores deste blogue vai encetar (o mpr), usando os meios de comunicação ao meu dispor, para as eleições para o Conselho Pedagógico e Assembleia de Representantes da FDUP, em que vou participar como suplente de uma das listas.
Como a minha participação nas coisas académicas está altamente condicionada por uma crónica falta de tempo e excesso de outros projectos, sinto que é minha obrigação usar o meu blogue, o Café Odisseia, para ser de algum uso para as pessoas em que acredito fortemente serem gente com carácter e valor para servirem os os estudantes da FDUP nesses cargos.
Os textos que versarão sobre esses temas virão com o título Assuntos Académicos.
Prima Verba
Do eu paradoxal que transcende a inocência
Se esbate o fosso ôntico entre o nu e o cru.
Tombalidos se refugiam na jurisprudência
Não passando de vis lambedores de cu.
Pela faculdade dariam a própria vida
Se a vida fosse de graça
talvez deles fosse a taça
E eu merecesse retirada partida!
Mas Renasce a alma diacrónica
que perenemente assombra
quem a priori morde pela calada
É a nossa mui nobre morada!
que flui a própria natureza metabólica
mesmo que o chão a esconda!
Poucas Domus a humanidade louva
dando a vida; pagando por isso suas utilidades
São casas duvidosas, prostituem cidades
para compensar, crédito o pobre estoura.
Nossa Domus não é maquiavélico bordel.
Pintado a ouro por Salvador ( da pátria?) pincel
Mas quem der corajosamente primeira vida por ela,
venha de triunfante carro, barco ou Caravela
de heróico será, e puta para a eternidade.
um amor inglórico, unilateral e sem novidade.
Eu encorajo quem muito a ama
a encontrar no caos diferente mama.
A Sorte inglória à casualidade da veritas clama
"Democracia" o estudante-médio lhe chama....
ah! Diluídos pela fama caem os ventos
Caem diluidamente entre o Tártaro e o Nada
Absorvem-me convulsões e breves tormentos
E minh'alma não merece ser de novo apedrejada.
Crio com cio o que não podem p'lo brio
Assim, a crítica persegue o perdedor
Mesmo que tinta esgote ao triste pintor
forças haverão para culmatar o breve frio.
Quem, com comentários quiser Chafurdar
digne-se ao menos de procurar Rimar
Quod Scripsi Scripsi
Poeta Taberneiro-Revanchista Feuerbachiano-Limiano
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Adopção
Os slogans são o disparate do costume. Celebramos a família e o casamento. A família como núcleo de Amor Cristão, à imagem do Criador, sempre aceitou que a forma pode transcender a materialidade e por isso sempre lutou para que a família fosse mais do que um conjunto de consequências naturais. A adopção é disso um caso. Argumentar que uma família homossexual não é família por não poder gerar vida é, não apenas estúpido, como insultuoso para a própria Fé e para os milhões de famílias que não têm descendência. Logo, o valor de passear criancinhas pelas ruas é algo de muito duvidoso.
Mas a palhaçada só se encontra completa quando vemos um conjunto de gente ligada à Igreja a mover-se a favor da forma presente, o estilo séc. XIX, de casamento civil. Isso sim é algo que só ao nível da dupla Croquete e Batatinha…
Uma forma de casamento que é tomada como meramente contingente pelo Estado, que é dissolúvel por vontade de uma das partes, onde a dissolução do vínculo fundamental não é vista como falha mas como acto próprio da esfera de autonomia do indivíduo, torna-se, subitamente, a razão para a união de toda a boa sociedade do país.
Em relação ao divórcio não houve manifestações. Ninguém pareceu preocupado com a destruição de lares ou com a manutenção dos bons preceitos cristãos, com a destruição das tradições sociais do bom povo português ou com a necessidade de ter o Matrimónio como referencial do casamento civil. Nunca apareceu movimento que se preocupasse com o assunto, a Igreja Portuguesa expressou reservas, mas, em momento algum, afirmou uma alternativa social para o problema. Em conluio com o Regime aceitou sempre essas como matérias da Democracia e não como elementos estruturantes de qualquer sociedade. Nunca ninguém levantou a voz para afirmar que a manutenção dessas instituições e a sua intocabilidade pelos poderes públicos, é o mais fundamental reduto da liberdade social.
É por isso que é de perguntar, qual o espanto com o casamento homossexual? Quando os heterossexuais aceitaram violar a regra mais elementar da Família Cristã, a indissolubilidade, ninguém disse uma palavra. Agora que são os homossexuais, há manifestações, palhaçada e criancinhas a desfilar.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
os últimos republicanos portugueses
Esclareça-se: a República é de todos, e qualquer cidadão deve poder ser Presidente, inclusivamente os monárquicos. Mas as convicções políticas dos candidatos, particularmente sobre a questão do regime, não são, não podem ser, indiferentes. Mesmo que outras razões não pesassem, muito dificilmente votarei num monárquico para Presidente da República.
E mais: com esta candidatura, arriscamo-nos a perder um bom activista humanitário ganhando um mau Presidente. Ou a perder um bom activista ganhando um candidato cujo objectivo principal parece ser barrar o caminho a Manuel Alegre.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
200 rins humanos doados ao Hospital de São João, no Porto, por desconhecido benefeitor
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Face Oculta
O expediente de Aveiro, com os despachos dos magistrados, era para para autuar de modo autónomo ou era também para ser submetido ao presidente do STJ para apreciação da validade das escutas em que interveio o primeiro-ministro?
Parece que seria para ser autuado de modo autónomo, como outro inquérito porque só assim faria sentido. A não ser que fosse extraído de outro inquérito para investigação do crime de atentado ao estado de direito conexo com os crimes de corrupção em investigação no Face Oculta. E ainda assim, então, não precisava de passar pela mão do PGR, mas poderia ter sido remetido para a secção criminal do STJ, para o MP, na medida em que o presidente do STJ era o juiz de instrução competente para tal apreciação.
Assim, temos a primeira grande dúvida. Sabendo que Pinto Monteiro não autuou como inquérito o expediente por achar que não havia "indícios probatórios" que os magistrados de Aveiro entenderam existir, porque razão submeteu o expediente com esse despacho de arquivamento liminar, à apreciação do presidente do STJ?
Seria para ponderação de outros eventuais indícios e para que o presidente do STJ visse algo que o PGR não lobrigasse? Não parece nada porque o titular da acção penal é o MP e não o presidente do STJ. E este, segundo agora disse melhor, só apreciou as certidões relativas a escutas em que interveio o PM. Então, quid juris?
Que valor poderá ter o despacho jurisdicional do presidente do STJ, num expediente já arquivado no MP? E que não poderia fazer parte, por isso mesmo, do processo de Aveiro, como o presidente do STJ afirmou hoje às tv´s ?
Estas questões continuam por responder.
E parecem-me inteiramente legítimas.
na portadaloja
O Café Odisseia, mesmo em épocas de crise, permanece vigilante
num impasse
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.
Apetece morrer, mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata.
Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas,
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Reacção Pura - o reaccionário e o seu sofá I
Cheguei inclusivamente à conclusão que sou dos poucos reaccionários em Portugal, sendo que nunca houve muitos reaccionários na política no nosso país.
Ora apresento-vos o meu raciocínio:
Obviamente que o revolucionário tem como principal alvo-a-abater o reaccionário.
O revolucionário é um homem de Massas, um eloquente líder do Povo que vai levá-lo, mais dia menos dia, à Revolução e à vitória final.
Do outro lado da cerca, supostamente, está o reaccionário.
Ou será que não é bem assim?
Pela descrição anterior do revolucionário, o "reaça" é uma pessoa pouca dada a histerismos populares - provavelmente não se identifica com essa realidade "homogeneizada" pelo revolucionário chamada Povo - e não tem vontade alguma de levar ninguém à vitória final - por várias razões, por conhecer o facto de não existirem "vitórias finais", e que uma revolução, inegavelmente, levará a outra, ou porque prefere o anterior estado de coisas.
No entanto, é muito complicado identificar o verdadeiro reaccionário entre os defensores do antigo estado de coisas - é necessário não esquecer que os apoiantes do Estado Novo, além de serem apologistas de um Estado das Massas, onde a teoria do Partido Único não diferenciava muito da loucura actual pelas maiorias absolutas e onde predominavam os sentimentos nacionalistas, algo muito próprio das democracias actuais, e também que o próprio Estado Novo não nasce de uma contra-revolução, e sim de uma revolução armada contra a Ordem Revolucionária vigente, a Iª República.
Aliás, a própria Iª República mais não é que uma alteração na ordem revolucionária imposta pelo regime da Monarquia Constitucional - apesar de eu sublinhar que a Carta de 1834 era a Lei Fundamental mais "portugueza" de todas as Constituições que já tivemos até agora, mais próxima da realidade social e económica do país do que as deste século, e que o regime falhou porque a classe política, além de poderosíssima sem comparação em relação aos séculos anteriores, falhou em preservar os mecanismos de separação de poder.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
islamismo fascista
Hitler instituiu programas similares, muitos dos quais estão em voga hoje. Os nazistas defendiam com unhas e dentes o pleno emprego e o salário mínimo. Utilizavam a retórica pró-trabalho, dessa forma, eles exigiram a limitação dos lucros ou mesmo a sua abolição . Hitler expandiu o crédito, instituiu programas de governo para aumentar postos de trabalho e introduziu o seguro-desemprego, a indústria alemã era protegida da concorrência externa, com tarifas altas, estatizou a educação, instituiu uma política de salários rigorosa e de controles de preços, e que acarretaram enormes problemas na economia alemã .
Na verdade, alguns historiadores acreditam agora que a economia da Alemanha começou a vacilar no final de 1930 devido a sua política armamentista, e também pelas barreiras protecionistas do comércio, e os programas sociais. Isso deixou Hitler com pouca escolha além de lançar a sua máquina de guerra. Ele teve que invadir nações vizinhas para agarrar recursos naturais e evitar assim uma recessão econômica em sua própria nação.
Hoje os governos islâmicos de estilo radical também são facistas São nacionalistas, as economias desses países são controladas com mão-de-ferro pelo Estado. Elas se fundiram governo e religião em um caldeirão grande de modo que os dois são indistinguíveis.
O que torna o fascismo e outros regimes autoritários baseados em ideologias tão perigosos é que elas são povoadas por pessoas que gostam do governo. Essas pessoas amargamente desaprovam a Liberdade, mas estão ansiosos para aproveitar o poder do governo para impor a sua própria marca especial de controles sobre a população. Qualquer ideologia que coloca o governo antes da liberdade individual tem todas as marcas do fascismo.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
talvez com umas valentes caras de palhaço
O país, que saiu à rua quando Santana fez 1% disto tudo, está quieto, calado e sentado na sua consciência de "esquerda". A opressão, como se sabe, só pode vir da direita.
Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
e eu propronho o encerramento do BE*
BE propõe encerramento dos hipermercados aos domingos e feriados
da série : Ideias-bestasdo capítulo: Fode-te no cu
no título: mas não me fodas a mim
*título roubado ao Insurgente
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Richard Cobden, speech in the House of Commons
labour; but I defy you to show me how, by the legislation of this House, you can add one
farthing to the wealth of the country. That springs from the industry and intelligence of the
people of this country. You cannot guide that intelligence; you cannot do better than leave it to
its own instincts. If you attempt by legislation to give any direction to trade or industry, it is a
thousand to one that you are doing wrong; and if you happen to be right, it is a work of
supererogation, for the parties for whom you legislate would go right without you, and better
than with you.
Obama e a Esquerda Europeia
domingo, 24 de janeiro de 2010
do que é que tu te estás a queixar?
Fazem-se ouvir os órgãos da Revolução, dizendo que não é à base de medidas neoliberais que se vai retirar o país da crise.
As medidas dos partidos da direita - especificamente o CDS - não são medidas neoliberais, nem sequer são medidas que restringem o despesismo estatal a que estamos habituados.
Investimentos na Agricultura, na Segurança, na comparticipação do Estado na compra de medicamentos, etc. etc. fazem parte da cultura democrata-cristã do CDS - medidas essas intervencionistas e habituais no contexto dos países europeus.
Só neste país de atrasados mentais se compara a social-democracia e a democracia-cristã aos neoliberalismo - o que quer que isso seja.
Sendo que nem o CDS nem o PSD se mostram disponíveis para diminuir as despesas do Estado nem os seus múltiplos encargos, muito resumidamente - de que é que vocês se queixam?
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Homenagem a João Camossa, antigo presidente do CNC
domingo, 17 de janeiro de 2010
O duplo significado da Lei
Isso quer dizer que:
1- Até agora, os termos da adopção e os critérios eram delineados pelas instituições responsáveis. Assim, pela intervenção desnecessária e excessiva do Estado, os orfanatos e instituições de acolhimento terão de "descartar" obrigatoriamente todos os casais homossexuais que se uniram pelo Casamento Civil.
2- A Lei prevê um duplo critério. É sua intenção escudar as crianças órfãs das influências do casal homossexual.
2.1- Esquece os filhos de um dos elementos do casal. Se um homossexual tem um filho de um casamento civil com uma mulher, e sendo viúvo, volta a casar-se com um homem, porque razão não deverá este ser tido em conta pela lei, já que esta se presta tão rapidamente a "proteger" os órfãos da exclusão social? Ou será que o que o legislador pretende é proteger os órfãos e não os filhos biológicos?
2.2 - Será mais apropriado aos casais homossexuais unidos em união de facto constituir família do que os casais homossexuais casados.
PS: um escroque qualquer fez questão de comentar o Café Odisseia com um insulto generalizado a todos os seus autores.
Pelas minhas opiniões respondo eu. Como tal, tive a liberdade de apagar o comentário escrito por esse produto de uma interrupção de gravidez sem sucesso.
Com votos para que possa continuar a ler o Café Odisseia e especialmente este texto, espero que possa continuar com a sua vidinha medíocre como bem lhe apetecer.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
voltar a casa
Sam Levy, judeu, experimentou durante a sua infância de uma dor semelhante à que estava amarrada ao destino do seu povo.
Vivia em Esmirna em 1922 quando um grande incêndio destruiu grande parte do espólio familiar. Entre as irreparáveis perdas estava uma chave da casa que os Levy habitavam, quando viviam na Europa. Ganharam tanto amor por essa pátria perdida, que Javé deu-lhes uma Diáspora nova, uma esperança sobre a esperança antiga, de um dia regressarem ao Velho País.
E assim durante longos anos, passados séculos sobre séculos, guardou-lhes Deus uma memória no coração que despontava no coração de cada Levy.
A sua velha avó, matriarca da família, relíquia do amor materno, era a sacerdotisa dessa Velha Saudade.
Sempre que se dirigia com afeição ao neto, nos rasgos de amor próprios das avós, chamava-o aos seus braços e: "Vem cá, meu Portugal".
em 1940, 447 anos depois de se ter vindo embora, Sam Levy regressou . E com ele todos os seus antepassados que, não podendo ver, nunca esquecerem o sítio que outrora chamaram lar.
(inspirado num post do Cachimbo de Magritte)
domingo, 10 de janeiro de 2010
há 3 tipos de pessoas
as que dizem Hareeda Franklin.
as que dizem Áreta Franklin. estas últimas enervam-me.
Casamento, Igreja e Estado
O reconhecimento de um compromisso de intimidade perante uma instituição, o matrimónio, não nasceu ontem. Se a ideia surgiu das entranhas da Igreja, nada impede que não se possa «libertá-la» e partir do mesmo princípio com regras diferentes (elas, aliás, existem noutras religiões). Os puristas tradicionais não podem, nem devem, impedir a fundação de uma tradição à parte – isso tornaria o seu tradicionalismo numa pura farsa ou numa total incoerência. O que os tradicionalistas puros deveriam estar a fazer, em vez da vã cruzada contra a mudança dos costumes, era a protestar o envolvimento do Estado em assuntos que não lhe competem, como as relações amorosas e o núcleo familiar. Por outras palavras, deveriam estar a defender os direitos dos portugueses, inclusive aqueles portugueses que são homossexuais.
Infelizmente, a Igreja Católica em Portugal tem uma longa história, com poucas intermitências, de colaboracionismo com o Estado. Recorrer à força bruta do Estado para salvar a pureza das tradições é atractivo, mas em vez de as salvar o Estado dissolve-as lentamente numa massa indefinida e inútil – como fez com a Educação ou com o Casamento. Além de que o tradicionalista que recorre ao Estado, só pode ter pouca fé nas qualidades inerentes da tradição que quer salvar.
O casamento tradicional perdeu a sua natureza e o seu apelo não só pela passagem simples do tempo: o envolvimento do Estado, não só no casamento, mas em inúmeras áreas da vida privada e familiar mina permanentemente o papel e a importância da família, da comunidade, da cultura e da solidariedade; destrói a responsabilidade pessoal e a preocupação com o próximo com os seus programas; destrói as escolas e os bairros; subsidia a irresponsabilidade, a corrupção e a delinquência. O grande inimigo da vida tradicional e regrada é o Estado. É pena que os católicos não o consigam compreender.
E é triste porque a Igreja Católica poderia ser uma força decisiva na defesa de um Portugal livre. Infelizmente, continua a preferir fazer parte do Estado.
Adenda:
«Since the third century Christianity has always served simultaneously those who supported the social order and those who wished to overthrow it. (...) It is the same today: Christianity fights both for and against Socialism.» (p. 408)
Ludwig von Mises, Socialism: an economic and sociological analysis (1922)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
resposta ao leitor
Como o Hugo deve saber, só muito recentemente a Humanidade veio a aprender que Ser Livre é ser responsável consigo mesmo e com os outros - mas é, antes de mais nada, Ser Livre. O Direito Penal desses tempos castrava, matava, queimava homens e mulheres por crimes como sodomia, lesbianismo, etc.
Essas acusações conheceram fundamentos racionais. Não culpe a Igreja Católica por existir num mundo de Homens com graves defeitos.
Já Aristóteles considerava a homossexualidade "contra natura", também o considerou Cícero, e muitos outros grandes filósofos e autores (Marx, Lenine, Lutero, Calvino, por exemplo) que mudaram a forma como entendemos o Homem.
Não se esqueça que conhecidos católicos até foram conhecidos por terem relacionamentos homossexuais. Muitos deles ocuparam cargos altos na Idade Média. De Reis a Bispos, passando por Papas.
Se o seu problema é o caso do aborto, veja que Aristóteles também apoiava o aborto, aliás, era apoiante da exposição dos bebés deformados. É difícil ver, por isso, qual das opiniões é a mais reaccionária.
De resto, não faço qualquer juízo de valor em relação à homossexualidade, nem à heterossexualidade.
O que um Homem faz com o que é seu é da sua conta.
Não sei porque diz que a minha opinião é reaccionária. Já lhe disse que não me interessa qual dos dois métodos o senhor prefere - só me interessa que as coisas sejam discutidas com pés e cabeça.
Não me oponho à união entre pessoas do mesmo sexo. Acredito no Mercado Livre, na Liberdade de Contratar e ser Contratado, na ausência de coação. Não gosto de ver pessoas ser obrigadas a (não) fazer coisas.
Entra aqui o caso do casamento. O casamento é uma instituição pré-estadual, espontânea, que foi adoptada mais tarde pelo Estado como forma oficial de União. Está no seu código genético a dualidade homem/mulher.
Houve uma adaptação à realidade social. Desapareceu a submissão ao marido, acabaram-se os bastardos - mas acabar com a dualidade homem/mulher do casamento seria desfigurar o casamento. Há um rol de detalhes jurídicos ligados a direitos de sucessão, partilha, perfilhação, que separam este instituto de outros tipos de uniões.
O casamento é uma tomada de responsabilidade que é dada à escolha do cidadão. Os termos desta decisão estão formalizados há muito tempo, pelos usos e costumes dos Povos.
Como em tudo, mexer num instituto jurídico como este para o tornar numa espécie de União de Facto 2.0 não me parece algo aconselhável a fazer. Há coisas mais inteligentes a fazer, como se fez na Inglaterra e na Holanda.
Como já disse, o Casamento é apenas uma das formas de constituir família e de se unir com uma pessoa. O que se está a discutir é o alargamento do casamento a uma definição que lhe é estranha. Do ponto de vista lógico, há aqui uma perversão. E tudo por causa de uma forma vaga de simbolismo, que não é juridicamente correcta. Os homossexuais não são cidadãos de segunda por não se casarem. Serão a partir do momento em que serão tratados de forma diferente pelo facto de contrairem um casamento próprio - um casamento que ultrapassa a objectividade Homem Mulher, e passa a a subjectividade Parceiros Apaixonados do Mesmo Sexo.
Seguindo para o casamento poligâmico - não compreendo o problema do incesto.
Ao escolher uma pessoa do mesmo sexo para partihar a sua cama ou duas, a hipótese de lhe calhar um primo ou um irmão no processo é o mesmo.
Não interessa ao estado com quem você dorme.
O Estado não tem de reconhecer diferenças. Não há o Hugo-gay e o Manel-Hetero.
Se 3 ou mais pessoas desejam viver entre eles, podem. Têm a mesma legitimidade que o Hugo e o Manel.
Por razões culturais não reconhecemos o casamento entre várias partes. Talvez pelas mesmas que não reconhecemos o casamento dos homossexuais.
Um terrível erro dos nossos antepassados. Mas se corrigormos um erro, temos de corrigir o outro.
Acabo o meu texto dizendo que não sou a favor do referendo porque acredito piamente que não é por uma Maioria concordar numa posição que essa posição é a mais correcta. A maior parte das vezes é o contrário.
Nada na minha opinião envolve qualquer tipo de ódio ou homofobia.
Sou apenas alguém que não consegue ver juízo nisto, além de uma agenda polítca para "ensinar os reaccionários".
O movimento encabeçado pelo BE e pela JS pelo casamento homossexual não é um movimento pela Liberdade.
Não planeia que haja liberdade contratual, antes prevê a progressiva fragmentização, desinstitucionalização do casamento, de forma a desproteger as pessoas, a descredibilizar os contratos pessoais.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Melhor e Pior de 2009
Pior de 2009: A equipa do C. Odisseia foi a Vila do Conde. E provou sushi.
Ficaram esclarecidas as minhas piores suspeitas.
É peixe cru. Cobrado a preço de ouro. Por pessoa.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
ciência e religião
A determinação de uma nova Verdade Universal é um actividade quase-onírica, pois envolve a negação da Verdade Anterior, e o risco de uma repetição do mesmo acontecimento.
Einstein passou grande parte da sua carreira a tentar negar a sua teoria. Era um fã do falsificacionismo popperiano, porventura.
O Bom Cristão, como diz Leddihn, deve sempre dar espaço para as dúvidas. Principalmente no que toca a acções políticas.
Na Política actual, no entanto, a Dúvida não existe. Só há espaço para Certezas.
Daí a política agressiva dos militantes da extrema-esquerda. Quem está errado, inevitavelmente, são os outros. Não há espaço para a Dúvida.
Daí, talvez, a incompatibilidade entre o cristianismo e a Extrema Direita e Esquerda.
Escrevo isto porque ultimamente o Mundo, à excepção de Portugal, tem posto em causa a teoria científica do Aquecimento Global, devido a uns emails "comprometedores" dos cientistas defensores dessa teoria.
No que toca à comunidade cientifica, há tantos bons cientistas que defendem esta posição como os que a contrapõe.
No entanto, a política dos extremos contaminou a ciência neste particular sector.
Não há espaço para dúvidas. Não há tempo para ciências indeterminadas. Consome-se ciência, e consome-se com a Certeza.
Diziam os doutores medievais para não se confundir a Filosofia Natural com a Teologia, para que o estudo da Natureza não fosse contaminado pelo conteúdo das Sagradas Escrituras.
Talvez seja necessário ao mundo, às pessoas e aos jovens retornar ao mundo que separa a Política - a Certeza ,tantas vezes infundada - e a Ciência - a Dúvida, tantas vezes provocada.
domingo, 20 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
jacobinismo
O jacobinismo indígena continua a fazer das suas. Como é sabido, o jacobinismo caracteriza-se, como lembrava Tocqueville, por «querer abolir tudo do passado». Ele propõe-se modificar as instituições antigas e tradicionais – desde as formas políticas, até à própria contagem do tempo – pela decisão unilateral de uma reduzida elite esclarecida pelos ditames da razão. Em Portugal, acabou de chamar «casamento» ao vínculo formal e jurídico que duas pessoas de sexo igual passam a poder contrair para ordenarem uma vida em comum. Para descaracterizar mais ainda a instituição primitiva, resolveu, hipocritamente, retirar-lhe a adopção, prolongamento mais do que natural de uma vida familiar fundada no amor e certificada pelos poderes públicos. Num caso e noutro, alguma direita rejubilou. Na primeira solução viu arrojo e humanidade, na segunda ponderação e sensatez. A direita portuguesa sempre gostou que a esquerda lhe tratasse do pescoço.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
lost thoughts - Amor Eterno
Com os problemas que tem, a nossa geração parece cada vez mais desenvolver a ideia da necessidade de pontos de referência.
Despontam lentamente os movimentos regionais tradicionalistas, movimentos conservadores, movimentos de solidariedade social, abandonam-se certos progressismos idiotas à intelligentsia burra das faculdades e dos meios politizados.
Até este novo brilharete de romances da caca, com vampiros top-model e adolescentes apaixonadas, contribui para o novo movimento.
É verdade. As pessoas começam, mais uma vez, a pensar no Amor Para Toda a Vida.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Solução é a Liberdade pt.1
O nacionalismo e a sua vertente económica, o proteccionismo, são ideias puramente anti-monárquicas.
Todas as formas de limitação do exterior, de closura, de afastamento, renegam o carácter internacionalista das monarquias.
Caso a família real de Bragança restaurasse o Reino, não faria sentido que os ministros de Sua Majestade, descendente por via directa de alemães e austríacos, impedisse que estes tivessem as mesmas benesses nas alfândegas que os outros.
Ou mesmo que os seus leais súbditos se resolvessem a proibir a minoria muçulmana de construir minaretes, visto que o Rei, descendente de reis espanhóis que usavam o título de "Reis das Três Religiões", é também descendente de Maomé.
É claro que a política externa e interna de um país não se deve fazer tendo em conta a proximidade familiar dos Reis com as diferentes gentes do Mundo, se fosse assim as relações de Portugal com o Djibuti, por exemplo, ficariam tremendamente prejudicadas.
No entanto, as Monarquias são factor de estabilidade por isto mesmo. O Rei é parente de todos os Monarcas Europeus, e até Asiáticos e Africanos. E isto aproxima os povos a uma cultura de livre comércio e livre trânsito entre as nações.
O SomosPortugueses, um ThinkTank que é usado por muitos monárquicos conhecidos e dos mais influentes na Causa, parece discordar em parte destas premissas.
A palavra proibida : Proteccionismo não é, a meu ver, uma palavra a ter em conta no vocabulário monárquico.
Sequer pensar que o comércio deve ser regulado por uma Alta Entidade Mundia, "para evitar as situações de renda e organizar o mundo", parece contrariar fortemente esta ideia.
O IDP e o SomosPortugueses não parecem compelido a abordar o assnto de outra forma, de que é o regulacionismo que tem vindo a destruir a agricultura portuguesa e a europeia, bem como o condicionamento do Mercado .
Antes parecem ser locais que se precipitam a culpar o Mercado "desta crise", sem ouvir ou querer ouvir os muitos monárquicos liberais que negam essa ideia, sem ouvir até o movimento democrático conservador/liberal que vem dos países do Norte da Europa, das Monarquias Escandinavas e da República Federal Alemã.
Antes parecem ser locais de portuguesismo excessivo, onde se torna as mensagens de "Compre o que é nacional, porque é bom" da Casa Real por um "Compre o que é nacional, porque tem que ser".
Serão as contrariedades da dita "Esquerda Monárquica?"
A Razão do republicanismo democrático não funcionar nos países latinos
Os Latinos são irresponsáveis, intolerantes e demagogos.
Tanto à Esquerda como à Direita. A diferença é a que, no Mundo protestante, o monopólio da força está nas forças conservadoras, e no Sul da Europa e América, nas forças "pseudo"-revolucionárias.
E é por isso que vivemos nesta macacada.
domingo, 13 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
CasamentoH
No meio jurídico, há 3 posições sobre este tema que se deve ter em conta:
1- A do Tribunal Constitucional, no ACÓRDÃO N.º 359/2009, que demonstra que não há violação do princípio da igualdade na actual Legislação nem no Direito a Constituir família.
O casamento é entendido como um instituto jurídico regulado pelo Código Civil, e cuja alteração está ao dispor do Legislador. Não se pronuncia sobre a questão da legalidade do casamento homossexual ou não. Considera o Legislador o único responsável pela alteração do conteúdo da norma.
É a Tomada de Posição nº1: A Decisão Pôncio Pilatos.
2- A de autores como Jorge Miranda, Rita Lobo Xavier, Nuno Salter Cid, etc.
Segundo eles, não há qualquer violação do princípio da igualdade, antes haveria caso fosse aberto o regime de casamento a casais do mesmo sexo.
O casamento civil não está negado aos homossexuais. A lei ao prever que o casamento se celebre entre pessoas de sexo diferente vai além da intersubjectividade que as relações matrimoniais acarretam e está acima de qualquer discriminação.
O elemento histórico/institucional constitui o núcleo duro do instituto jurídico que permaneceu inalterado.
O casamento é um instituto pré-jurídico, extra-jurídico e pré-estadual. Como tal a sua ligação à sociedade civil e aos costumes dos povos merece um cuidado dos juristas e interessados especial e estudado, e por parte do legislador uma especial abstenção de o regular ou mudar profundamente.
Devemos ver com particular receio a regulação estadual deste instituto.
O casamento já não é a única forma de constituir família, compete agora com a união de facto e a comunhão de economia comum.
O que o distingue é esse mesmo elemeto simbólico, que sempre foi a complementariedade entre os dois sexos. É a sua principal característica e o Legislador deve vê-la como tal..
A desinstitucionalização do casamento, em curso um pouco por todo o mundo, afectará agora este elemento simbólico que, cada vez menos, separa o casamento de outras formas de partilha de vida.
Falemos agora desta desinstitucionalização: A união de fcto foi concebida para ser uma alternativa ao casamento que não implicasse a mesma panóplia de deveres e obrigações.
No entanto, assistimos nos últimos anos, devido aos esforços de certa agenda política relativizadora (socialistas) a uma aproximação dos dois institutos, e à fragmentação do casamento e reforço da união de facto com o singular propósito de preparar terreno para a abertura ao casamento homossexual uma vez derrubados os pressupostos culturais da Lei do Casamento.
Não nos enganemos ao referir-nos ao novo movimento, que estes novos paladinos da igualdade, da igualdade imaginária, como dizia Tocqueville, desprezam os valores familiares tradicionais e o instituto do casamento.
A lei trata os homens e as mulheres como tal, independentemente da sua preferência sexual. O casamento homossexual implica uma subjectivização da vontade das partes, o fim da objectividade homem-mulher.
É criar um subsector ou um grupo restrito dentro da divisão homem-mulher. Um clube especializado para pessoas homossexuais
A própria ideia de que se está a limitar o acesso a uma felicidade consubstanciada no casamento é altamente falaciosa.
A felicidade nada tem a ver com o casamento e o Estado não regula o Amor que os apaixonados sentem entre si. A função inicial do casamento prendia-se à procriação e à legitimidade da prole familiar. Agora não se resume a estes factos, mas ainda os engloba.
Outro argumento comum nos defensores do casamento homossexual é que a inibição do acesso destes ao instituto implica que não possam transmitir legalmente os seus bens aos seus companheiros.
Isto é obviamente falso pois o direito sucessório também se aplica a quem vive numa comunhão de economia comum.
Com a excepção da legítima (quota inalienável para os herdeiros legítimos) o indivíduo pode testar em nome de quem ele quiser. O casamento homossexual não vai retirar aos pares homossexuais a responsabilidade de testar em nome dos seus legitimários.
É claro que o casamento dá ao cônjuge uma imediata situação de legitimada no qur toca aos direitos sucessórios.
Mas a lei não pode mudar por uma simples questão de sucessão.
De mais a mais, a família nos moldes actuais (família celular) consituida por pais e filhos, a legítima tenderá a ser menos vezes aplicada.
Não se deve esquecer que o direito a constituir família, segundo o direito português, está separado do direito a contrair matrimónio. Nada na lei diz que os homossexuais não poderão constituir família devido ao facto de não se poderem casar pelo civil.
Os regimes de protecção social e benefícios fiscais ao casamento são puramente acidentais e não fazem parte da definição e das finalidades do casamento. Este tipo de matérias deve ser regulado no âmbito das políticas sociais e não no âmbito dos institutos afectados por essas políticas.
Além de que tal justificação não constitui uma argumentação válida. O casamento tem uma finalidade social que não passa pela ambição das facilidades do Estado Providência.
É um instituto jurídico antigo, não uma benesse política
O Mito Sueco
Num pressuposto simples: Que se pode distribuir aquilo que não se produz.
Porquê?
Porque o modelo da esquerda europeia (e portuguesa) não atende a uma realidade importantíssima que define as raízes da actual Suécia.
A Suécia era pobríssima até meados do século XIX, quando adoptou as primeiras medidas liberais.
O Mercado-Livre, bem como uma política externa que não se meteu em nenhum dos grandes conflitos mundiais, levaram à criação das empresas que ainda dominam o mainstream Sueco:
A Ericsson, a Saab e a Volvo.
Apesar de ser dominada por partidos social-democratas desde os anos 50, a Suécia assistiu a um crescimento controlado do Estado, e a partir dos anos 70, as despesas fizeram ruir o país.
Ultimamente, a Suécia, como os restantes países nórdicos, tem apostado em regimes de centro-direita para acabar com o abuso dos apoios sociais e baixar os impostos, bem como para privatizar e desregular vários sectores antes controlados pelo Estado.
Conta-se à volta de 17% o desemprego real na Suécia, dos maiores na Europa.


