Alguns analistas políticos interrogam-se se não seria melhor retirar o poder palestiniano do Hamas e entregá-lo à velhinha, mas não menos perigosa, Fatah. Um "passa estafeta" que nada resolve mas alimenta muitas conversas...
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Fariseus e Jihadistas
Israel varre Gaza em sucessivos raids de uma precisão tremenda. É necessário reflectir sobre a magnitude do problema, exige-se uma análise séria e fria, pois não estamos perante mais uma ofensiva passageira de Telavive, desta vez o assunto adquire laivos de uma seriedade susceptível de se revelar sem precedentes. Após seis meses de tréguas, constantemente violadas pelo Hamas, Israel perece ter perdido as estribeiras. A verdade é que a atitude em questão resulta do avolumar de inúmeras situações. A saber: o enraizamento dos mitos sionistas (é crença comum no médio oriente que o povo judeu pretende, veja-se tamanho disparate, dominar o mundo); o aumento exponencial do anti-semitismo, não só em terras orientais, também na Europa (aqui personificado pela ascensão de grupos de pressão nacionais-socialistas). Assim sendo, e depois de obnubilada a posição hegemónica dos Estados Unidos, não admira que o Povo Escolhido se sinta cada vez mais sozinho e desconfortável na terra do mel e do leite. E não se trata de um receio paranóide, pois a vizinhança espreita, ávida pela sua queda. Recordemos a ameaças do Irão, aliás, o principal fornecedor do Hamas, e a animosidade do Egipto e da Síria, por exemplo.
Sinal sério dos humores israelitas ocorreu em Junho deste ano, nos exercícios aéreos em larga escala, amplamente mediatizados. Contudo, desta feita, o ataque a Gaza será levado até às últimas consequências, e é inútil, senão ingénuo, pensar que a comunidade internacional terá alguma influência (como pensam tantos e tão despreocupados jornalistas). Senão vejamos: sendo Israel o ponto nevrálgico da política de segurança Norte Americana para o Médio-Oriente, contará sempre com o seu apoio, entenda-se, apoio de bastidores pois, oficialmente, como ficou patente nas declarações de Condoleezza Rice, há que repudiar o caso. Nem o divinizado Obama tomará alguma atitude. Ora, a União Europeia, por muito que ameace, pouco fará (sem o apoio dos EUA não seria nada fácil). Quanto à Rússia e China, tão apoquentadas que se encontram com a política interna, a única intervenção no conflito será, eventualmente, aliviar alguns stocks de armamento. É certo que a ONU parece determinada, no entanto, uma organização paraplégica de pouco é capaz.
Daqui resulta, que Israel nem se preocupa em dar explicações ao Ocidente. Será um ataque em três fases e o Hamas nem nas mesquitas estará seguro! A questão das mesquitas não deixa de ser interessante, e provoca com facilidade indignação. É certo que constituem templos religiosos, mas não é menos certo que sempre representaram o fórum social da cidade (daí que até para fazer a sesta sirvam); estando a ser utilizadas para pouco sacro propósico - abrigar terroristas.
Fica então a questão: quem é mais criminoso? Israel que tenta destruir uma organização terrorista? Ou uma organização terrorista que até a crianças incute a ideologia da Guerra Santa?
Do Monte de Sião sai uma sombra carregada e nós, bem, nós só estamos autorizados a assistir.
Sinal sério dos humores israelitas ocorreu em Junho deste ano, nos exercícios aéreos em larga escala, amplamente mediatizados. Contudo, desta feita, o ataque a Gaza será levado até às últimas consequências, e é inútil, senão ingénuo, pensar que a comunidade internacional terá alguma influência (como pensam tantos e tão despreocupados jornalistas). Senão vejamos: sendo Israel o ponto nevrálgico da política de segurança Norte Americana para o Médio-Oriente, contará sempre com o seu apoio, entenda-se, apoio de bastidores pois, oficialmente, como ficou patente nas declarações de Condoleezza Rice, há que repudiar o caso. Nem o divinizado Obama tomará alguma atitude. Ora, a União Europeia, por muito que ameace, pouco fará (sem o apoio dos EUA não seria nada fácil). Quanto à Rússia e China, tão apoquentadas que se encontram com a política interna, a única intervenção no conflito será, eventualmente, aliviar alguns stocks de armamento. É certo que a ONU parece determinada, no entanto, uma organização paraplégica de pouco é capaz.
Daqui resulta, que Israel nem se preocupa em dar explicações ao Ocidente. Será um ataque em três fases e o Hamas nem nas mesquitas estará seguro! A questão das mesquitas não deixa de ser interessante, e provoca com facilidade indignação. É certo que constituem templos religiosos, mas não é menos certo que sempre representaram o fórum social da cidade (daí que até para fazer a sesta sirvam); estando a ser utilizadas para pouco sacro propósico - abrigar terroristas.
Fica então a questão: quem é mais criminoso? Israel que tenta destruir uma organização terrorista? Ou uma organização terrorista que até a crianças incute a ideologia da Guerra Santa?
Do Monte de Sião sai uma sombra carregada e nós, bem, nós só estamos autorizados a assistir.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
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