quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Praetor Maximus



"Não sei se, a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois, então, venha a democracia". Discursava Ferreira Leite como convidada na Câmara de Comércio Luso-Americana. Poucas horas decorreram é já a celeuma é bastante. Todavia, poderá ser o escândalo mais de companhia (como em Lisbon Revisited), se analisarmos friamente as declarações da líder Social-Democrata. Ora, Ferreira mais não fez que doutrinar-nos, referindo-se, nitidamente, à magistratura extraordinária (duração de 6 meses) de ditador, existente na Roma Antiga. Daqui resulta que, a haver dúvida, seria a concernente aos poderes deste magistrado (ditactor optmima lege creatus, ou dictactor imminuto iure?), uma vez que, a expressão “mete-se tudo na ordem” sujeita-se múltiplas interpretações.

Assim sendo, após o período legal de 6 meses a normalidade democrática seria retomada, com a restituição de poderes aos magistrados a enumerar: censores; consules; praetores; aediles curules; e quaestores. Louvemos os doutos ensinamentos romanos e apliquemo-los sem demora.

1 comentário:

Anónimo disse...

ja agora: porque nao um imperio?

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