
Açambarco a Alexandre O’Neill a expressão “uma coisa em forma de assim”, pois cabe tal uma luva para descrever o possível Executivo Obama. Quando Hillary, após a derrota nas primárias, passou a apoiá-lo, obviamente, tinha algo em mente que não a vice-presidência. Ora, mais não era que o cargo de Secretária de Estado e, resolvido o problema das dívidas de campanha (uns quantos e constrangedores milhões), tudo indica que sucederá a Condoleeza (que já seduzia, em olhares discretos, a nova Administração). Tendo em conta as suas posições em política externa, que em muito se aproximam de Mccain, os Republicanos tem dificuldade em esconder o sorriso. Aliás, depois da bela campanha anti-Obama de Hillary, não é sem ironia que tomará posse. E falando em Mccain, uma nota para a reunião, na passada semana, com o recém-eleito Presidente, com o fito de discutir possíveis parcerias num futuro bem próximo.
A influência Clinton não pára por aqui: Eric Holder (alto cargo da justiça na Presidência de Bill Clinton) tomará a pasta da Justiça; John Podesta (antigo Chefe de Gabinete) na chefia da equipa de transição; Rahm Emanuel para Chefe de Gabinete; Greg Craig, advogado de Clinton, representará também a Casa Branca.
Por fim, até ver, Robert Gates continuará a chefiar o Pentágono. Mesmo sendo Republicano, pela sua inegável competência, Obama não se permitiu substituí-lo.
Feitas as contas, dispomos de uma senhora que poderá colocar em risco a política externa, pelo menos a prometida em campanha; quatro homens da sua influência; e um Republicano.
Um belo resultado que deixou milhões de “obamaniacos” (termo curioso para uma singular afecção), essa carneirada que se deixa enganar por meia dúzia de patranhas melífluas, e um marketing, inegavelmente, eficaz; numa situação de desconforto. Perguntam, em pranto, “Mas onde estão os progressistas?”. Eu respondo: na vossa imaginação, meus caros! Alexandre responderia: “Tomai lá do O’Neill!”.
A influência Clinton não pára por aqui: Eric Holder (alto cargo da justiça na Presidência de Bill Clinton) tomará a pasta da Justiça; John Podesta (antigo Chefe de Gabinete) na chefia da equipa de transição; Rahm Emanuel para Chefe de Gabinete; Greg Craig, advogado de Clinton, representará também a Casa Branca.
Por fim, até ver, Robert Gates continuará a chefiar o Pentágono. Mesmo sendo Republicano, pela sua inegável competência, Obama não se permitiu substituí-lo.
Feitas as contas, dispomos de uma senhora que poderá colocar em risco a política externa, pelo menos a prometida em campanha; quatro homens da sua influência; e um Republicano.
Um belo resultado que deixou milhões de “obamaniacos” (termo curioso para uma singular afecção), essa carneirada que se deixa enganar por meia dúzia de patranhas melífluas, e um marketing, inegavelmente, eficaz; numa situação de desconforto. Perguntam, em pranto, “Mas onde estão os progressistas?”. Eu respondo: na vossa imaginação, meus caros! Alexandre responderia: “Tomai lá do O’Neill!”.