Café Odisseia
Valor, Vigilância e Virtude
Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Afirma o homem médio
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Defunto
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Da Soberania Popular
Astros que confluem pensamento
vagueiam, vagueiam sem norte
esperando qu’alguém os roube
de sua comediante inépcia.
E vêm como monólogos;
comem-nos fritos miolos
d’incoerente inércia.
Talvez seja algo que não se veja
(Trauma d’infância qu’em velhice retorna
para nos recordar que o eterno poder
finda onde principia a morte
e começa onde termina a lucidez).
Somos vagabundas de cios transversais
ao arquétipo de belo;
conscientes do mal que desconhecem.
Somos vagabundos sem complexos ( às claras )
transversais à ideia de sobrevivência.
Somos o putedo das invejosas almas.
Malgré tout, les misérables entre les pauvres
A inveja criou este Homem,
e o Homem invejou as vestes de Deus
e seu jardim botânico.
Moldou-se condição de ser homem
Onde mil animais pagam bilhete
para ver quadrúpedes sem inveja
e um Deus sem défice de atenção.
E matam-se os animais por inveja!
Por necessidade hão-de matar-se homens
quando deixarem de querer humanidade.
Hão-de culpar os ricos de terem roubado
Hão-de matá-los e violar suas castas filhas
( cujos véus manchados pela glória
se prostram à libido da carnificínica vontade).
E hão-de gostar de ser violadas uma vez
duas vezes, três, até que violarão elas mesmas
pobres que roubaram e assassinaram seus pais.
Hão-de matar quem abusou da sorte de ser lei.
Hão-de fazê-lo com as próprias mãos!
Com as mãos cheias de sangue
hão-de rezar para que o sangue se não termine.
Hão-de voltar a eleger um salvador
e hão-de enriquecer à custa
ininterrupta de suas sombras.
Hão-de matar-se políticos corruptos
Hão-de matar quem merece morrer.
Não haverá juízo-censura de quem
não tem estatuto moral para ajuizar.
O consenso do povo que elege poder
mais moralidade terá para içar,
no pelouro, a égide do exemplo.
Para qu’haja medo d’errar novamente
Para que jamais se erre.
Para que não se volte a pecar.
Para que se volte, de novo, a rezar
pelos pecados de quem já morreu.
Não faltará pensar ao povo
Falta ao povo pensar-se.
Lourenço
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
A Monserrate, a Portugal, aos Portugueses

Why, Nature, waste thy wonders on such men?
Lo! Cintra's glorious Eden intervenes
In variegated maze of mount and glen.
Ah me! what hand can pencil guide, or pen,
To follow half on which the eye dilates
Through views more dazzling unto mortal ken
Than those whereof such things the bard relates,
Who to the awe-struck world unlocked Elysium's gates?
Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
Do comunismo incomum
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
um Soneto da autoria de minha namorada

Hoje descobri um sentimento tão especial: a minha namorada escreve poesia ( isso já sabia). Mas está num patamar que eu jamais ousarei sequer atingir!
Eis o soneto ao gato miserável de cedofeita....
Exéquias a um ignoto felino
Felino prostrado em miserável condição
Triste fado teu, desterrado de divino condão
Ofusca calçada o olhar esventrado e vazio
Declamas desordem da vida, oh gato vadio!
Ignóbeis transeuntes tais maleitas ignoram
Imprudentes e rudes sem rasgo de piedade!
Em néscia demência arde decrépita sociedade
Vagueiam indigentes que ao teu redor choram
Em teu dorso liso grita um pêlo delapidado
Assim como tua magreza que aos céus brada
Mas a ti de humano gesto te basta a sombra
Restará alma tua miada p'lo burgo caiado
ausência nas vielas de vida amargurada
Tua curta existência qu'em júbilo tomba!
Joana Alves de Oliveira
01:35
Grandeza de Marx - Sousa Dias
convido toda a gente à apresentação do livro da autoria do meu amigo pessoal Sousa Dias ( que apresentou com fulgor e sapiência o meu modesto Réu Vai Nu). apareçam!
Femina ( soneto heróico)
Femina
Lapidam-me seus ternos gestos sentimentos,
(doutos séquitos, moral casta d'essência diurna).
Eis angelical mulher de fronte pura, não-soturna
arrancando de meu córdio seus inatos ferimentos!
Eu, louco poeta, vivo de minhas meras dialéticas
querendo, no asfáltico ser, apenas sua guarida
compreensão, racionalidade e beleza contida
mais que dilemas, querelas ou minhas métricas.
Estes são os versos de minh' eterna gémea alma
escritos em telepatia, usando minha longa mão
tornando-os escravos de sua heróica formosura.
Aconchega sua candura minha vasta palma
invisível caneta sua ensina pura escritura:
sentidos versos figurados d’humana oração.
Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
Lusitânia que teus cérebros escarras
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
O Mar e a Terra ( em Decassilábicos Heróicos)

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
Contra-Ética da juventude actual

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
De chegada
Teu silêncio me toca Cedofeita

