Mostrar mensagens com a etiqueta poeta-taberneiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poeta-taberneiro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de março de 2010

aos Iluminados

Cronologias e mapas, acontecimentos

Actividades consolidadas, processos

democráticos alçados sobre tempos

Vontades, sementes de retrocessos


Inspirações cortam por vezes razões

desconhecidas que próprios criamos

tantas vezes humilhamos decisões

erradas do que de irrefutável julgamos


Conceptualizam-se iluminados

com a mente que nas relações

em vão se vêem escuridões


Quando falham nas pobres razões

percebem quanto de si são criados

e quanto vale terem ficado calados


5/03/2010


Poeta-taberneiro

domingo, 28 de fevereiro de 2010

imatéria: penumbra anacrónica

Auspícios de vertentes determinadas
pelo fumus-arquétipo do plano devir;
As falácias minuciosas do breve sentir
ao âmago do pathos tristes e oscultadas!

Oh! Miserável imatéria absorvida!
És indelével na absolvição do desejo!
Gritas do vale pleno da própria vida
em fúrias, na sombra dum fugaz beijo

Leve e em penumbra desorientado
o horizonte anulado pelo contra-átomo;
Rompe os estigmas, e ao céu içado
pede ao fugaz tempo o próprio cálamo (!)

Não tenho morada no Universo...
Astros me expulsam da matéria!
Meu onthos se defuma disperso,
E meu ser poeta se dilui na miséria...

Lourenço
eXTReMe Tracker