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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

como derrubar o socialismo em Cuba? derrubando o embargo

ou, pelo menos, é o que diz Óscar Espinosa Chepe, um cubano formado em economia que esteve com Fidel nos momentos mais dificeis da luta de guerrilha e da alegre e marxista fruição do poder político na formosa ilha cubana, ao Washington Street Journal

Serviu o país na Coreia do Norte, para onde foi enviado para estudar o modelo norte-coreano de socialismo. Esta experiência vacinou-o contra o virus da economia planificada.

Chepe describes North Korea as being even then a "terrible, crazy, awful
place," where the people ate grass and leaves. Kim, having decreed that his
country folk were all vegetarians, imported cattle from Cuba for his own
personal consumption.

durante a sua atribulada vida política, Chepe enfrentou por 2 vezes o dogma do estado socialista cubano. Por duas vezes enfrentou os castigos laborais e teve de ser reabilitado.
Continua, no entanto, muito convicto na sua mensagem

What does he think of Castro? "Fidel Castro is just an enormous ego," says Chepe. "He sees communism not as a movement to aspire to, but as a great tool to accomplish what he wanted to achieve, which is everlasting power and, if possible, to rule the world. He isn't ideological -- he just wants the power."

domingo, 17 de maio de 2009

A Verdadeira História da Revolução Cubana (III)

“Hemos fusilado; fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario. Nuestra lucha es una lucha a muerte. Nosotros sabemos cuál sería el resultado de una batalla perdida y también tienen que saber los gusanos cuál es el resultado de la batalla perdida hoy en Cuba.”

Ernesto Che Guevara: Obra revolucionaria. México, Era, 1967, pp. 479-488.
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El abogado José Vilasuso, hoy día exiliado, figuraba entre los que trataron los expedientes de los hombres condenados por la Comisión Depuradora. Así comenta las instrucciones dadas por Che Guevara:
“No demoren las causas, esto es una revolución, no usen métodos legales burgueses, las pruebas son secundarias. Hay que proceder por convicción. Es una pandilla de criminales, de asesinos. Además, recuerden que hay un tribunal de Apelación.”
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He alcanzado a ver a un hombre al que habían puesto ya en el paredón de fusilamiento. Detrás de las galeras, yo vi que había tres palos, tres postes clavados allí, y vi que llevaron a uno, le amarraron las manos hacia atrás y le pusieron una venda. Yo veía a ese hombre vivo, que empezaba a implorar por su madre, por sus hijos, que empezaba a corregirse y a orinarse. Vino un cura y yo me decía: “¡Coño! ¿A qué carajo viene el cura, si lo van a matar?” Le di la espalda y me fui. No he podido ver eso nunca. Cuando le tiran y le meten la descarga, se me estremece el cuerpo. A mí se me vuelve la carne de gallina. No sé si es miedo. Yo he sido sin embargo un guerrero toda la vida, y hay gente que cree que un guerrero mata a sangre fría, que la muerte es para él un alimento. Para mí, no.”

No GEES - A Cara Oculta de Che - Os Fuzilamentos

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Verdadeira História da Revolução Cubana (II)

Na continuação deste trabalho, apresento novos dados que contrariam as ideias gerais que foram propagadas pela máquina de propaganda de estudiosos pouco importados com uma acertada interpretação dos factos.
A História, ou a sua Ciência, baseia-se nos documentos e nos factos, mas implica, para o seu salutar estudo, um nível de subjectividade que é inerente ao seu estatuto de Ciência Social e Humana.
Esta subjectividade, contudo, não é carta branca para promover a instabilidade científica no seio dos investigadores. É antes um critério a ter em conta no estudo da história e na análise das obras. É um convite a apreciar as diferentes partes singularmente, e não imediatamente pelo Todo.
O enorme desrespeito por estes prismas causam, a meu ver, o enorme desleixo e a baixa qualidade do estudo da História em Portugal e a ignorância mental e desonestidade intelectual que possuem a maior parte dos interessados.

Quem foi Fulgêncio Baptista? Um conservador? Um neo-liberal?
Um activista de extrema direita?

Quem afirmar estes pontos desconhece, de todo, a personagem, o cenário político cubano, e a tendência política da América do Sul nos anos 40, 50 e 60.

A instabilidade política em Cuba catapulta Baptista para o poder, através de um golpe militar. Em 1940, através de eleições que se julga terem sido efectuadas por métodos de perseguição política à oposição e fraude eleitoral, Fulgêncio ganha democraticamente as primeiras eleições livres (?) desde há muito tempo. Isto não dá ao homem, como decerto reparam aqueles que lêem o Café Odisseia, que são pessoas com um sentido de democracia que vai além do atribuído ao que sofrem de esquerdismo claustrofóbico, qualquer tipo de legitimidade de exercício das suas funções.

Nos dias de hoje, Fulgêncio Baptista seria admirado por vários dos potenciais eleitores do Bloco de Esquerda e até do PCP.
Baptista favoreceu os sindicatos nas suas medidas, e impôs reformas que limitaram grandemente a iniciativa privada, sendo zeloso, à boa maneira marxista, nas suas regulações.

Tanto sucesso no seu governo executivo deu-lhe a ideia de prolongar, para além das vicissitudes do cumprimento da legalidade constitucional, o seu mandato.
E para isto foi apoiado pelo Partido Comunista e pelos sindicatos cubanos que favoreceu.

A partir de 1944, Baptista manteve-se nos bastidores da política cubana, voltando anos mais tarde, em 1952. Nessa altura, Cuba mantinha-se um país longe do socialismo, apesar dos sucessivos governos de esquerda. O crescimento económico, apesar de ter estagnado, manteve-se. No entanto, uma nova Constituição, intervencionista, obrigava aos cubanos a suportar um Estado em crescimento.

A princípio suportado pelos EUA, Fulgêncio Baptista mostrou-se cada vez mais violento e ditatorial, sendo sujeito, nos últimos anos, a um embargo comercial sério por parte dos americanos.

Admirado, em tempos, por Fidel, que o considerou um político que havia esquecido o que era a Revolução, Fulgêncio Baptista é o típico político da América Latina. Virado ao Marxismo Leninismo, seja qual seja a sua inclinação política, com fortes tendências ditatoriais e açambarcadoras de poder. Disciplinou os seus concidadãos através da repressão que era efectuada pelos membros da MAFIA que prosperavam em Havana.

Castro falhou em reunir os elementos activistas da oposição de esquerda para o seu lado. Contava apenas com a ajuda de jovens partisanos e revolucionários, dos tempos de Faculdade.
Quando subiu ao poder, provou ser mais instável, autoritário e perigoso.
Fechou os jornais da oposição e nacionalizou as estações de rádio e televisão. Sem alguma vez ter obtido o seu caminho para o poder através de sufrágio, Castro assumiu, desde cedo, uma atitude que os Estados Unidos não conseguiram, nem podiam, tolerar.

No entanto, 6 dias após o golpe de Estado que trouxe Fidel Castro ao poder e levou Baptista ao exílio, os EUA reconhecem o seu governo.
Começa aí uma relação muito estranha entre os dois países...

Continua...

Fontes:
Still Stuck on Castro: How the press handled a tyrant's farewell.

domingo, 10 de maio de 2009

A Verdadeira História da Revolução Cubana (I)


Quem estuda a história de Cuba, sobretudo se influenciado pelas fontes traduzidas em português, depara-se com teorias e posições demarcadamente ideológicas.
Sejam comentários, documentários, resumos passados em revistas e canais de televisão, há pouco historiadores em Portugal que tomaram nas suas mãos o estudo da Revolução Cubana usando de um método científico que procurasse tomar ilações sobre o carácter psicológico e as intenções que os principais líderes revolucionários tinham, à data do golpe.

Faço esta intervenção antes do texto, porque há muito boa gente que pensa saber muito de Cuba, quando não sabe nada. Que desconhece que muitos dos factos apresentados servem como justificação do golpe revolucionário e das acções de nacionalização de empresas, sem estudar devidamente as fontes.
Ora, a boa história faz-se de factos e interpretações, é verdade, mas é a qualidade dos primeiros que assevera a certeza dos segundos.

Retornando ao tema da isenção ideológica, há portanto muito que dizer. Em quase todas as exposições da história da revolução, assiste-se a uma dicotomia muito interessante : a má vontade da potência neocolonial, os EUA, e a necessária reacção violenta dos voluntariosos cubanos. É normal. Considera-se que o socialismo isolacionista de Cuba é o efeito (e não a causa) do bloqueio americano, que falhou em tolerar a mudança de regime na ilha. É perfeitamente não censurável este prisma, visto que vários políticos norte-americanos aproveitaram-se desta falácia para obter vantagens nas urnas, entre eles, o mais famoso, John F. Kennedy.

Ora, é mister elucidar algumas mentes transviadas da verdade dos acontecimentos.
Primeiro, analisar as relações EUA-Cuba antes da Revolução. Sabe-se que a política cubana era influenciada pelo poder de empresas americanas, principalmente as do sector agrícola. No entanto, nos últimos anos de Fulgência Baptista, o regime atingiu níveis de instabilidade muito grande, devido ao crescimento fraco da economia, resultado de medidas económicas que visavam o egualitarismo económico, medidas essas que provocaram tal desconforto que já os EUA recorriam a certas restrições comerciais antes de Fidel Castro entrar na cena política. O apoio das centrais sindicais a Fulgência Baptista, que se manteve até ao fim, era uma das principais causas de atrito entre este e a classe média do país, no que tocava a implementação de políticas autoritárias.

É preciso ver que o principal apoio a Fulgência Baptista partiu dos sectores comunistas da sociedade cubana. Antes do complôt que o conduziu ao poder, Cuba era uma das nações mais avançadas da América Latina.
Tinha um poderoso sector industrial, e a tradição do bom sector médico era já antiga. Cuba, em 1940, era a nação com mais licensiados em Medicina per capita.

A ilha tinha a taxa de mortalidade infantil mais baixa do mundo. Antes de Fulgência Baptista, Cuba tinha o 4º nível de literacia mais alta do mundo. Todos estes dados, e muitos outros, que são hoje usados como arma de propaganda pelos socialistas cubanos, provam que as infra-estruturas já existiam na ilha, foram até desleixadas pelos castristas.

A agricultura cubana, supostamente explorada pelos capitalistas americanos, era riquíssima. Os salários dos agricultores eram superiores aos da Dinamarca e da França.

As mudanças sociais prometidas por Fulgência Baptista, contudo, tiveram efeitos perversos que atrasaram a economia, aumentaram o descontentamento dos já descontentes, e defraudaram as aspirações da classe média.
À altura da sua queda, com Fulgência só estavam os sectores esquerdistas mais radicais. Os comunistas originais de Cuba mantiveram-se com ele.
A maioria da população apostou na força de uma mudança revolucionária na corrupção que grassava na administração do governo cubano. Fidel e Companhia eram uma solução aparentemente viável.

Continua (...)

fontes:

Cuba Before Fidel Castro, da Magazine Contacto
Cuba: The Unnecessery Revolution, por Adolfo Rivero Caro
Heroic Myth and Prosaic Failure, no The Economist
Cuba on the Eve of the Socialist Transition: A Reassessment of the Backwardness-Stagnation Thesis, por Eric N. Balaknoff

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Bach Fidelista






Zéfiro sopra com mais ternura sobre Cuba. São ventos de mudança. Desta feita, depois de algumas séries norte-americanas e televisores sul-coreanos, chegou a vez de Bach. Mas não se iludam, é um Bach socialista, ateu, e com tempero do Caribe!
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