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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Bach Fidelista






Zéfiro sopra com mais ternura sobre Cuba. São ventos de mudança. Desta feita, depois de algumas séries norte-americanas e televisores sul-coreanos, chegou a vez de Bach. Mas não se iludam, é um Bach socialista, ateu, e com tempero do Caribe!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Tirem os chapéus, senhores. Ele é um génio!"

Em Intermitências da Morte, Saramago faz uma breve referência a Chopin:

“Um dia, em conversa com alguns colegas da orquestra que em tom ligeiro falavam sobre a possibilidade da composição de retratos musicais, retratos autênticos, não tipos, como os de samuel goldenberg e schmuyle, de mussorgsky, lembrou-se de dizer que o seu retrato, no caso de existir de facto em música, não o encontrariam em nenhuma composição para violoncelo, mas num brevíssimo estudo de chopin, opus vinte e cinco, número nove, em sol bemol maior. Quiseram saber porquê e ele respondeu que não consegui ver-se a si mesmo em nada mais que tivesse sido escrito numa pauta e que essa lhe parecia ser a melhor das razões. E que em cinquenta e oito segundos chopin havia dito tudo quanto se poderia dizer a respeito de uma pessoa a quem não poderia ter conhecido.”

Oiçamos tão agradável estudo:

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