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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Conhecer Woodstock (III)
Vejo Woodstock como um resumo dos anos sessenta, dos soalheiros golden sixties. Resumo e remate, note-se. O final de uma década que se curvava sobre si própria, a rápido e constrangedor ritmo.Corria o ano de 1969 quando, a uma centena de quilómetros de Nova Iorque, sob a organização de Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld, se juntaram cento e oitenta mil espectadores pagantes – número que rapidamente subir para meio milhão, após o derrube da vedação. Nos três dias de festival actuaram trinta e duas bandas, do melhor que à época se fazia, como The Who, Janis Joplin, Joe Cocker, Carlos Santana, Jimi Hendrix, Neil Young, etc. Como grandes ausências registam-se os Led Zeppelin e Frank Zappa (ambos por terem digressões em curso); os Doors (Morrison, em paranóia, acreditava que o assassinariam, caso aceitasse o convite); e os Beatles (já expliquei o porquê na entrada anterior).
Importa, sem mais delongas, analisar o fundo cultural do evento – o movimento hippie. Ora, em 1969 o movimento em questão era um esboço do que havia sido, maculada a sua inocência em inúmeros e escabrosos episódios ao longo da década: perdeu o amor nas ruas de São Francisco, em centenas de violações e overdoses; perdeu a paz em Charles Manson, o assassino em série hippie.
Enfim, as comunidades pacificas e auto-suficientes que surgiram um pouco por toda a América perderam a quietude e os membros separaram-se – estavam a crescer, afinal e, a acompanhar o crescimento, surgia a percepção da impossibilidade de viver do nada.
Do esquisso da contracultura sobrava só o ideal anti-guerra. A consciência política, ou pelo menos a revolta pela acção militar americana no Vietname, esteve bem presente em Woodstock – veja-se, por exemplo, a actuação de Country Joe Mcdonald´s.
Inesperadamente, o festival decorreu sem problemas de maior, aparte um comunicado da assistência médica que alertava para o perigo do consumo de um “ácido castanho” – ora, já ninguém se recordava da cor do que havia consumido. Registaram-se apenas duas mortes – um atropelamento e uma overdose.
A cobertura jornalista da altura foi extremamente deficitária, afinal, ninguém poderia imaginar o que dali adviria.
Resulta frustrante o exercício teórico de tentar recriar Woodstock no presente – pela qualidade inferior da música, indiscutivelmente, e das pessoas, possivelmente.
Entre música, irreverência, ideais inexequíveis na sua ingenuidade, activismo político, contestação da guerra, excessos, felicidade, e lama; no meio desta amálgama de signos escorreu uma década em três dias – num inenarrável e apoteótico final.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Shine
Acabei de ver Shine (1996). E como não podia deixar de ser, estou numa demanda viciosa para descobir a banda sonora e cenas do filme.
Quem nunca ouviu falar de Rachmaninoff, o compositor mais badalado do filme, terá uma bela surpresa. É puramente russo.
Aconselha-se vivamente o filme.
Quem nunca ouviu falar de Rachmaninoff, o compositor mais badalado do filme, terá uma bela surpresa. É puramente russo.
Aconselha-se vivamente o filme.
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domingo, 17 de agosto de 2008
porto blue jazz
Há noites que começam muito bem. Já tinha conhecimento que a Porto Lazer estava a cultivar os habitantes da Invicta com boa música, e após perder os concertos de Herbie Hancok e Mário Laginha (que parece que brilhou na sua noite), resolvi ser um cidadão digno e ir ver o que se passava nos jardins do Palácio de Cristal.
E comigo, foram as minhas cidadãs favoritas, a minha mãe e a minha irmã, que dançou comigo após alguma insistência minha.
Começou levemente, com um solo de sousaphone (desconhecia o que era um sousaphone) de Sérgio Carolino, e depois entrou o saxofone de Mário Marques, a dar o mote para Rúben Santos deslumbrar no trombone.
Foi o caraças para anotar os nomes, mas valeu a pena.
Na bateria estava um senhor que, bem me parecia tê-lo visto antes, mais não era que o baterista Michael Lauren.
The Postcard Brass Band.
E depois? Depois... depois foi Jazz, Blues, uma variada mistura de influências, muitas reminiscências de épocas passadas, autores famosos, filmes vistos, obras contempladas.
Hoje diverti-me.
Pontuação final: 7/10. Comentário: next time, i'll pay to see this guys.
PS: Alguém se lembra daquele grande filme, o Swing Kids? Não me parei de lembrar deles durante o show... Eu devia ter nascido nesses tempos.
E comigo, foram as minhas cidadãs favoritas, a minha mãe e a minha irmã, que dançou comigo após alguma insistência minha.
Começou levemente, com um solo de sousaphone (desconhecia o que era um sousaphone) de Sérgio Carolino, e depois entrou o saxofone de Mário Marques, a dar o mote para Rúben Santos deslumbrar no trombone.
Foi o caraças para anotar os nomes, mas valeu a pena.
Na bateria estava um senhor que, bem me parecia tê-lo visto antes, mais não era que o baterista Michael Lauren.
The Postcard Brass Band.
E depois? Depois... depois foi Jazz, Blues, uma variada mistura de influências, muitas reminiscências de épocas passadas, autores famosos, filmes vistos, obras contempladas.
Hoje diverti-me.
Pontuação final: 7/10. Comentário: next time, i'll pay to see this guys.
PS: Alguém se lembra daquele grande filme, o Swing Kids? Não me parei de lembrar deles durante o show... Eu devia ter nascido nesses tempos.
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