A Democracia é uma Ideia de gente adulta. É preciso ser maduro, do ponto de vista intelectual e emocional, para se ser democrata. Por isso, sempre houveram pouquíssimos democratas em Portugal ao longo da nossa mais recente história.
No entanto, esta maturação social a que todos nós nos sujeitámos, maturação essa feita em conjunto, no seio das nossas instituições políticas e não-políticas, torna-nos capazes de reagir em prol da nossa Democracia.
Por isso, julgo não ser abusivo apelar a todos os leitores deste espaço, que não serão muitos mas serão suficientes para passar a mensagem, que se unam além das clivagens partidárias e ideológicas, para a defesa conjunta das nossas liberdades democráticas.
Não toleraremos neste espaço a Infantilização Contínua da população portuguesa. Essa infantilização é feita por medidas de pretensa igualitarização, de pretensa nivelação ideológica, que tolhem a iniciativa dos meios de comunicação e a independência destes para com os órgãos estaduais.
Não basta termo-nos livrado do Partido Único e da Cartilha Salazarista para nos crermos democratas. Não basta termo-nos libertado da Censura. O Estado e todo o seu peso burocrático, bem como a intentona geral de engenharia social por parte de alguns escrupulosos "democratas" ainda pesam sobre a nossa liberdade de ler e escrever, de publicar e editar.
Falo da ERC e da sua recente directiva.
Nenhum jornal deve ter em atenção a propagação de uma ideologia ou de um programa político que não defenda. As colunas devem incluir os conteúdos que os colunistas a seu bel-prazer pretendem, estando estes inteirados da sua responsabilidade de jornalistas e escritores.
A Regulação da Comunicação Social é uma farsa, é um órgão de transformação da sociedade num sonho totalitário de um Mundo Novo e Admirável.
A maturidade da sociedade democrática depende única e exclusivamente da escolha de conteúdos, escolha essa feita de forma livre de coerção de particulares e, mais importante, por parte do Estado. A Democracia exige o Fim da ERC.
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domingo, 2 de agosto de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ditirambos da Ralé

Café Odisseia gostaria de deixar bem patente o seu repúdio perante a qualidade latrinária a que o jornalismo português se vem acomodando. Esta semana temos assistido, calados, à apoteose do mau gosto, falta de ética, e manipulação descarada da opinião pública. A informação concernente ao caso Freeport é tão oca que, sejamos sérios, não podemos fornecer aos nossos leitores qualquer texto esclarecido e esclarecedor. Contudo, o que deve ser sublinhado a caneta de feltro é, não o caso Freeport, mas o constante atentado à democraticidade do Estado português, ataque esse liderado por uma classe jornalística com pretensões de Farol de Alexandria, ou rio da sapiência banhando os desgraçados e acéfalos que nós somos.
Os jornalistas (não todos, atenção!), deveriam perder o medo da pesquisa aturada. Não exigimos deles o domínio de todas as matérias, como é obvio. Todavia, não deixa de ser caricato ver Clara de Sousa tentar corrigir Rogério Alves (ex-bastonário da Ordem dos Advogados), note-se, a tentar corrigir um termo jurídico por este utilizado. Ora, estou em crer que Rogério Alves entenda um pouco mais de Direito do que a magnifica Clara de Sousa, mas à cautela! Discordo também de Vasco Pulido Valente quando disse, esta semana, que a conferência de imprensa do Primeiro-Ministro prejudicou a Democracia portuguesa. Considero que esta sai, verdadeiramente, maculada quando documentos confidencias (a carta rogatória das autoridades inglesas, e a escritura de um apartamento da mãe de José Sócrates) são leiloados em hasta pública. De facto, só aproveitando um achaque da Democracia (sujeita a humores como qualquer um de nós), pode a redacção de um semanário (Sol) retirar documentos de uma qualquer repartição pública. Estamos perante violações gravíssimas à reserva da intimidade da vida privada, direito fundamental de qualquer indivíduo; violações essas que permanecem e permanecerão (bendita protecção das fontes!) incólumes.
A devassa pública não é fenómeno sazonal, é o resultado da nossa bela, pachorrenta, e condescendente Democracia. Punir caluniadores e demais conluiados? Não, somos demasiado socialistas para tal.
Os jornalistas (não todos, atenção!), deveriam perder o medo da pesquisa aturada. Não exigimos deles o domínio de todas as matérias, como é obvio. Todavia, não deixa de ser caricato ver Clara de Sousa tentar corrigir Rogério Alves (ex-bastonário da Ordem dos Advogados), note-se, a tentar corrigir um termo jurídico por este utilizado. Ora, estou em crer que Rogério Alves entenda um pouco mais de Direito do que a magnifica Clara de Sousa, mas à cautela! Discordo também de Vasco Pulido Valente quando disse, esta semana, que a conferência de imprensa do Primeiro-Ministro prejudicou a Democracia portuguesa. Considero que esta sai, verdadeiramente, maculada quando documentos confidencias (a carta rogatória das autoridades inglesas, e a escritura de um apartamento da mãe de José Sócrates) são leiloados em hasta pública. De facto, só aproveitando um achaque da Democracia (sujeita a humores como qualquer um de nós), pode a redacção de um semanário (Sol) retirar documentos de uma qualquer repartição pública. Estamos perante violações gravíssimas à reserva da intimidade da vida privada, direito fundamental de qualquer indivíduo; violações essas que permanecem e permanecerão (bendita protecção das fontes!) incólumes.
A devassa pública não é fenómeno sazonal, é o resultado da nossa bela, pachorrenta, e condescendente Democracia. Punir caluniadores e demais conluiados? Não, somos demasiado socialistas para tal.
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jornalismo,
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