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segunda-feira, 12 de abril de 2010

LEVIandades -reeditado

a pedido de muito bom povo, e porque à data da criação desta peça estávamos todos num processo colectivo de criação artística, respeitando a decisão de um membro que se viu especialmente repugnado pelas reacções iniciais ao texto, e com a aprovação de um respeitado órgão influente nestas coisas de publicar coisas, aqui vai o LEVIandades, tal como veio inicialmente ao Mundo:


Esta democracia está enferma. Partindo da premissa teorética que a democracia é o melhor dos regimes conhecidos, inconcebível será que a consideremos um regime definitivo.
Substitua-se a democracia!

Vou colocar anjos de cabelos loiros no governo, anjos sem sexo e sem maiorias.
Vou sanear todos os Josés Soeiros e demais miúdos acabados de sair da Faculdade de Psicologia, mal vestidos e petulantes, com as suas sandálias de pescador, como os ingleses no Allgarve, o seu gosto pela peças mais panfletárias de Brecht, o desprendimento pelo valor-moeda que só pode vir de um riquinho e bon vivant, que vive num palacete do Campo Alegre.

Vou sanear as suas psicadelices de psicólogo, os seus joguinhos anti-hierarquia, que conquistam todas as meninas das classes de sociologia.
Vou proibir o José Soeiro de procriar!

As grilhetas de Prometeu para Soeiro, grilhetas Armani!
Gravata Hugo Boss e um emprego na iniciativa privada!

Vou privatizar os boxers do José Soeiro!

José Soeiro tem uma estante!
E nessa estante só tem uma peúga. Uma peúga trotskista!

Se José Soeiro fosse uma barata, sobreviveria ao Armagedão nuclear, trazendo a boa nova anti-hierarquica.

O FL, a AD, o DC, e o FDP adoram o José Soeiro.
José Soeiro está para o meu processo criativo como o Café Odisseia para o Bloco de Esquerda.

autoria de M.Rezende e A. Levi

domingo, 1 de novembro de 2009

Svenska, a velha loja espelunca

O homem comprou um piano de espelhos num antiquário seu conhecido, conhecido pela forma como vigariza clientes em tudo similares ao homem, um charlatão de naftalina e algumas traças. O homem comprou um inútil piano de espelhos que para nada serve, não é um piano, entenda-se, é um piano de espelhos. A diferença, não tem cordas, pedais, martelos, a tampa não abre e as teclas não cedem, ademais não tem as pretas nem as brancas, só tem espelhos e espelhinhos. Gastou um balúrdio neste artefacto inútil, mais do que algum cliente havia até então gasto, assim sendo, melhor cliente de achados peculiares feitos de espelhos que custam demasiado para um burlado amorfo. O homem de burlado tem tudo e de amorfo muito pouco, é um burlado fora de série, o sobredotado dos vigarizados – peço-vos que aceitem que o charlatão nem é assim tão talentoso. Tem um piano de espelhos, é certo, um piano que não toca e nem tem os que os pianos têm para serem pianos, as teclas espelhos e espelhinhos, a tampa um espelho grande que não é tampa é um espelho grande inamovível, os pedais não existem, defeito de fabrico, os martelos não martelos e sem cordas para martelar – não há cordas de vidro, reparem. A loja uma espelunca empoeirada num escuro de cinco e meia da tarde de Dezembro, num eterno escuro de cinco e meia da tarde de Dezembro, numa reentrância da rua que a engoliu e ninguém lá vai. Daí o charlatão ter poucas oportunidades de pôr em prática o que aprendeu em novo, corolário de uma linha sucessória de negociantes de pechisbeque, material faz de conta, como o piano de espelhos que ele adquiriu por tuta e meia num poço abandonado, tuta de um balde e meia de meia corda que roubou a caminho numa feira de gado almiscarada. Tuta e meia um balúrdio para o pobre homem que o levou para bem longe na esperança de martelos a martelar em cordas, mas como se não há martelos quanto mais cordas de vidro, levou-o por tuta e meia que lhe custou um balúrdio para logo ensaiar os pedais imaginários, sustento do ainda mais pobre charlatão.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hoje, Dia Mundial do Anónimo

Apreciamos anónimos, todo o tipo de anónimos – de reino, filo e espécie anónima. Anónimos em caixinhas, de papel e de plástico, anónimos grandes, pequenos e incrivelmente pequenos.
Anónimos agressivos, incendiários e anónimos eleitorais.
Precisam-se anónimos nos hospitais, nas faculdades e nas pedreiras.
Anónimos luminosos que insultam a riqueza abjecta do Manuel e aqueloutros que me ensinam os rudimentos da música clássica.
Queremos anónimos nas prisões e anónimos a guardar os que estão presos; anónimos nos tribunais e anónimos a legislar; anónimos a limpar janelas e anónimos a construir prédios; queremos vê-los nos estádios, no cinema e na ópera.
Sonhamos com anónimos em comissões de inquérito no Parlamento, e reunidos em Conselho de Ministros; alguns, em Belém, a tratar dos jardins, e outros a segredar ao Presidente da República – um dia os anónimos negociarão os fundos comunitários!

Hoje, Dia Mundial do Anónimo, o Odisseia treme de expectativa…

terça-feira, 16 de junho de 2009

As Piranhas Proliferam, e o Café Odisseia está farto de piranhas.

As Piranhas pescam-se à linha, pequena, pois são fáceis. Os argumentos bacocos sucedem-se a rodos, e nós não lhes ligámos. Somos brutos insensíveis.
Quem vem ao Café sabe com o que contar - manipulação da Verdade e pouca pesquisa. Somos honestos, não temos de o esconder. Portanto, dedicámo-nos às piranhas, que são tantas, e a nossa paciência é tão pouca! Já nem ouvimos o que elas dizem. Dissociámo-nos delas faz tempo. Deitamos arsénio na água e elas subsistem. São persistentes, damos-lhes valor e reconhecemos-lhe mérito. Mas são tão baixas, tão mesquinhas… Pensámos – ainda perdemos tempo com isto? Enfim, fique bem claro – os Odisseus vivem em grutas. Grutas púrpura e sem Internet. Escrevemos por fax e um senhor em Trás-os-Montes encarrega-se de transcrever tudo para o blogue. Confiamos nele, tem um curso de formação. Fique bem claro – vivemos numa gruta púrpura, alheados do mundo, e alheados do mundo somos autistas. E sendo autistas, distorcemos a realidade. Então, porque vêm aqui com expectativas? Deixem as expectativas para as piranhas, que nós já deitámos arsénio na água.

Pedro Jacob Morais

Havia um Senhor e havia um Silo. O Silo era meu, o Senhor não era. O Senhor vivia no Silo que era meu. Logo, tratei rapidamente de o expulsar. O Café Odisseia é como o Silo, é Meu. Não é democrático. É propriedade privada. E dentro de propriedade privada, não há liberdade de expressão. Dentro da minha propriedade, ficam as piranhas de fora, fica o Senhor de fora, fica só o Silo cá dentro. Quem quiser ver o Silo, respeita a minha Condição. Quem não respeitar a minha Condição, seja catequista ou mercenário, tem sempre o arsénio.
A minha Condição, aqui, é Lei.

Manuel Pinto de Rezende

sábado, 17 de janeiro de 2009

eu tenho um amigo que me ama...

Eu de facto falo muito no socialismo e nessas coisas todas. E isso aborrece, ou simplesmente chateia, muita gente. E eu reconheço que é estupidez minha. É verdade que o PS tem uma componente intervencionista na sociedade, mas isso também é preciso.
O Estado tem os seus deveres para com o cidadão, e haver pessoas como eu que só sabem confundir esse dever com paternalismo totalitário é a típica portuguesice que eu tantas vezes condeno. Não considero mais o Partido Socialista da forma que tenho considerado. Nem os mais colectivistas, nem os mais estatistas, nem sequer os mais socialistas.
É sério. Desculpa Jacob. Não posso mais combater esta evidência.

Já agora...
Viram esta notícia no Público?
Ainda não me rendi totalmente, e o Estado já está a regular a quantidade de sal no meu pão! Mãe, já não preciso mais de ti!
Pai, esquece a mesada e os avisos para manter as costas direitas!
Alguém me ama, e esse alguém é o Partido Socialista!
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