Do eu paradoxal que transcende a inocência
Se esbate o fosso ôntico entre o nu e o cru.
Tombalidos se refugiam na jurisprudência
Não passando de vis lambedores de cu.
Pela faculdade dariam a própria vida
Se a vida fosse de graça
talvez deles fosse a taça
E eu merecesse retirada partida!
Mas Renasce a alma diacrónica
que perenemente assombra
quem a priori morde pela calada
É a nossa mui nobre morada!
que flui a própria natureza metabólica
mesmo que o chão a esconda!
Poucas Domus a humanidade louva
dando a vida; pagando por isso suas utilidades
São casas duvidosas, prostituem cidades
para compensar, crédito o pobre estoura.
Nossa Domus não é maquiavélico bordel.
Pintado a ouro por Salvador ( da pátria?) pincel
Mas quem der corajosamente primeira vida por ela,
venha de triunfante carro, barco ou Caravela
de heróico será, e puta para a eternidade.
um amor inglórico, unilateral e sem novidade.
Eu encorajo quem muito a ama
a encontrar no caos diferente mama.
A Sorte inglória à casualidade da veritas clama
"Democracia" o estudante-médio lhe chama....
ah! Diluídos pela fama caem os ventos
Caem diluidamente entre o Tártaro e o Nada
Absorvem-me convulsões e breves tormentos
E minh'alma não merece ser de novo apedrejada.
Crio com cio o que não podem p'lo brio
Assim, a crítica persegue o perdedor
Mesmo que tinta esgote ao triste pintor
forças haverão para culmatar o breve frio.
Quem, com comentários quiser Chafurdar
digne-se ao menos de procurar Rimar
Quod Scripsi Scripsi
Poeta Taberneiro-Revanchista Feuerbachiano-Limiano
