especialmente dedicado a todos os que andam numa organização estudantil específica, na faculdade de direito, que não pode ser mencionada por motivos óbvios...
e para os outros também
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
o sistema
"Ainda antes de se começarem a ouvir as críticas mais ferozes contra a crescente promiscuidade do Estado com entidades privadas, o gestor António Carrapatoso escrevia na revista Atlântico de Fevereiro um artigo a denunciar a existência de um outro “sistema“, certamente mais relevante para o país do que aquele que existe no futebol. Um “sistema” em que, passo a citar, “alguns grupos políticos, de um só partido ou do bloco central de interesses, vão repartindo com escasso critério profissional e de mérito os lugares públicos e para-públicos. Desde o funcionalismo até às colocações nas empresas participadas pelo Estado”.
Um “sistema” onde, cito de novo, “a elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes”, não se promovendo “a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico”."
Por Paulo Pinto Mascarenhas
texto na íntegra aqui.
Um “sistema” onde, cito de novo, “a elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes”, não se promovendo “a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico”."
Por Paulo Pinto Mascarenhas
texto na íntegra aqui.
insurgente
"Como há tempos referia o Professor Rui Ramos, o problema da Direita portuguesa é a recusa em conceber que existe um background ideológico e tendência para justificar as suas medidas apenas na vertente económica. A título de exemplo, a questão do défice orçamental foi apresentada por Durão Barroso e Manuela Ferrira Leite como uma "imposição de Bruxelas" ou com a necessidade de não podermos gastar mais do que temos (refira-se que mesmo perante uma máxima que parece saída da boca do Sr. La Palisse exista quem pense o contrário). Embora até certo ponto seja verdade, a questão está colocada de forma errada. Esta medida deve ser adoptada para bem dos portugueses, presentes e futuros, independentemente das imposições da Comissão ou do eixo franco-alemão. A questão do défice zero (embora correcta) nada nos diz acerca do nível de despesa do Estado. Qualquer nível de despesa seria justificado desde que as receitas fossem suficientes. A verdade é outra. Cada Euro dispendido pelo Estado representa menos um Euro (ou dois segundo a Lei de Friedman) disponível para os contribuintes. E a questão não é meramente financeira. Representa também uma perda de liberdade do indivíduo em favor do Estado, 90% da vezes em nome de um duvidoso princípio de "Justiça Social". A liberdade do Estado é inversamente proporcional à liberdade do indivíduo. É por este último que nos batemos. Contra o Estado omnipotente e contra aqueles que o procuram endeusar."
in O Insurgente
in O Insurgente
domingo, 24 de fevereiro de 2008
surreal cinema
a queda de Dali
quem gosta de cinema, gosta de uma boa história. eu gosto de bom cinema.
um bom cinema é, na visão democrática, ver um bom filme americano ou britânico, ou mesmo francês, que estes já começam a compreender a ciência do lucro.
um filme surrealista é surrado mal saia nas salas, qual prostituta pouco competente pelo seu chulo impetuoso.
a queda do surrealismo, no entanto, não é criado pelos seus inimigos, mas pelos que os odeiam.
o melhor elogio de um génio do cinema é a ausência de um elogio. e assim, um génio do cinema não retrata a realidade. retrata o ser mais irreal de todos, ele próprio. e a sua irrealidade é o nosso licor, a cidra que bebericamos, ou então, uma verdadeira merda pedófila que temos de aturar durante uma puta de uma sessão de cinema, com o gajedo todo a ver o novo filme do Tarantino.
quem gosta de cinema, gosta de uma boa história. eu gosto de bom cinema.
um bom cinema é, na visão democrática, ver um bom filme americano ou britânico, ou mesmo francês, que estes já começam a compreender a ciência do lucro.
um filme surrealista é surrado mal saia nas salas, qual prostituta pouco competente pelo seu chulo impetuoso.
a queda do surrealismo, no entanto, não é criado pelos seus inimigos, mas pelos que os odeiam.
o melhor elogio de um génio do cinema é a ausência de um elogio. e assim, um génio do cinema não retrata a realidade. retrata o ser mais irreal de todos, ele próprio. e a sua irrealidade é o nosso licor, a cidra que bebericamos, ou então, uma verdadeira merda pedófila que temos de aturar durante uma puta de uma sessão de cinema, com o gajedo todo a ver o novo filme do Tarantino.