segunda-feira, 15 de março de 2010
Nervosismo: O Vazio e o Nada- sentimento pós-criativo
quinta-feira, 11 de março de 2010
Profetas Socialistas
Áqueles que lidam com a liderança:
liderar é sentir a sensação de ser senil
entre pouco de tudo, e de tudo nada!
Globalmente inseridos,
parcialmente sós!
E vós? Sois vós? Quem sois vós?
o eco da auspiciosa audácia invertebrada?
Vil triste mente! Perdeste teu ego viril
que alimentas sob disfarçada temperança!
Vós? Não sois vós? Eu? Não sou eu!
Serei eu ou parte oca de vós?
a verdade escapa com tantas reticências,
recôndito na forma ou nas aparências,
e o horizonte perto esmoreceu
imune à desastrosa vivência dos sós.
usurpadores? usurpam! e sentem-se usurpados
Mas permanecem (imunes). Qualquer dia, calados!
Poeta-Taberneiro-Feuerbachiano
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tópica ao Ser
O outro - eu que vinga, mata e esfola a razão!
O outro - eu que nunca existiu
na matéria, mas em pensamento.
O supra-ego que me controla o infra-eu.
Nunca o controlo fora ausente.
e eu pensava exactamente o contrário.
( Em vão.
Havia afinal um hiper-ego que me mantera quieto.
À sua direita, o supra-ego me mantinha racional.
E eu não sabia quem eram, porque superiores.
E o meu corpo somático me mantinha preso
E eu pensava ser apenas mais um ser surreal.
Tudo um sonho de quem se deixa esvaír pela linguagem
Eu não era aquele outro-eu vigilante e desmesurado
Nunca o seria sem um código que me amputasse o ego.
Quem me garante que deixe este eu para passar a ser o outro?
Assim, onde o tempo não conta, onde a vontade não impera,
Assim surge o princípio da negação de si mesmo
E eu nego este eu que nunca fui, e aquele que nunca serei.
Não me explicam a origem nem fim, apenas ser enquanto ser.
Não caminhamos para o retorno donde vimos.
Seria inglório ao ser. Seria voltar a não-ser,
Seria voltar ao nada perplexo.
Ao nada anterior ao acto que fomos.
Seria apagar todos os factos.
seria limpar-nos a história.
seria queimar-nos o nome
dizimar-nos a própria honra.
18/02/2010
Lourenço
domingo, 22 de junho de 2008
consolatio
finge que não me vês
passa por mim
através de mim,
e não partilhes uma única palavra.
diz em bom português,
sê meiga, assim
sê gentil, por fim
mostra-me uma janela que não abra.
meu afecto,
minha modéstia,
meu discurso,
minha alma.
leva e vende-a rapidinho.
não me deixes mais a cozinhar
não me deixes em sossego mesquinho
não me fales punhais, sem levar pelo menos um
guardado nos lábios.