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domingo, 5 de abril de 2009

Carências Culturais

Religulous (trocadilho de “religion” com “ridiculous”), documentário de Bill Maher, no bom e lucrativo estilo de Michael Moore. Uma paródia às religiões que se define como politicamente incorrecta (fórmula de sucesso, sem dúvida), iconoclasta, detentora da Verdade.
Mais não é que uma prova de intolerância, de radicalismo ateu, paixão tão perigosa quanto o extremismo religioso.
Este documentário é obra de um indivíduo com graves carências de formação, composição de um ignorante que, certamente, divertirá um sem fim de pobres de espírito pelo mundo fora.


domingo, 29 de março de 2009

A Religião do Látex


Grassou entre nós, recentemente, um escárnio mesquinho que reavivou ódios antigos e discursos de moralidade esquerdófila. Toda a Ordem do Bem-Dizer e Pensar Fácil resolveu-se a guinchar alto e bom som após as declarações africanas do Papa da Igreja Católica.

Surgiram frases de tablóide flamejantes, gritando ao mundo sofredor a realidade cruel de um Homem que parecia defender uma Utopia tão insólita como perigosa.

Acima de tudo, o ateísmo militante e os eternos donos da Moral e Verdade soltaram os seus sonoros "É de rir!" e "Parece impossível!", ou até mesmo o famoso "Já nada me impressiona vindo destes tipos...", gorgolejando todas as frases em uníssono e em harmoniosa concordância.


O caso ficaria aqui, se tudo isto se tivesse passado num micro-cosmos tão redutor e acéfalo como o Portugal Intelectual. No entanto, os acontecimentos à escala global, como tudo o que se faz em matéria de globalização, accionaram os mecanismos da livre troca de ideias e surgiram, por entre a bruma ideológica deste mundo tão uniforme, Opiniões. Essas opiniões partiram de pessoas que realmente sabiam e sabem o que se passa em África, porque possuem o bem mais precioso que o situacionismo e a esquerdofilia não têm: a experiência, mãe de todas as coisas.


Assim provaram os homens de verdadeira sabedoria que a monogamia, a ideia protegida pela Igreja Cristã e pelo Papa (e não a abstinência, a Igreja não pede dos crentes aquilo que só pede aos clérigos) é de facto uma prática social que as organizações humanitárias que trabalham no continente africano têm procurado disseminar, e cujo apoio religioso do Papa transforma numa realidade extensa. A posição da Igreja em África, ao invés de trazer o holocausto preconizado por alguns desmiolados, fará pelos povos de África algo que a inteligentsia e a nomenklatura intelectual ocidental nunca fizeram, farão, nem querem fazer.


É de facto aborrecido ter de aturar, de tempos a tempos, o levantamento ridículo que as classes comodistas, as verdadeiras comodistas, fazem. Não se lida com África da mesma maneira com que se lida com um doente, ou com uma obra de caridade. Lida-se com os africanos como se lida com os homens e mulheres responsáveis que eles são. Procuramos métodos racionais, discutimos políticas e encontramos soluções para os problemas.


No meio disto tudo, fica ainda o pesar de a Igreja Católica ainda não defender o uso do preservativo, apesar, ao contrário da opinião maliciosamente geral, a Igreja não proibe o preservativo.

Mais que provado está que preservativo não é o meio único para prevenir a SIDA, nem será tão eficaz como se quer comprovar, neste texto de um verdadeiro entendido na matéria, que disponibilizou o seu parecer no blogo Insurgente.


A propaganda trêfega da comunicação social, todo este desprezo votado a sectores da sociedade tão bons como qualquer outros, o discurso das elites intelectuais de um país tão burro como desmoralizado, fazem deste navio à deriva chamado Portugal um sítio difícil para viver, se se quer ler e ouvir com alguma imparcialidade e razão. Sejam os novos traços do país, que já duram há pelo menos dois séculos, seja quiçá um novo anti-clericalismo em gestação, ou simples idiotice, cada vez mais é dificil ficar cá, para ficar com estes portugueses. Imigrar será a solução, solução que este lodaçal sempre deu aos que melhor vontade têm de nele viver em paz, progresso e sossego.


Fontes:





quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Arrastados


Daniel Oliveira ficou apreensivo com as declarações do patriarca de Lisboa, há uns dias atrás:




Para Daniel Oliveira, isto é uma prova de como a Igreja Católica, que nunca fez nada pelos direitos das mulheres,,não se sabe manter no seu lugar. Daniel Oliveira sempre soube o lugar devido para os outros. Para os comentadores do seu blogue, estas declarações de D. José Policarpo repugnam ao ponto do nojo e da fúria anti-clerical, incutidas que estão de ódio racial, religioso, e condicionamento à liberdade sexual das jovens cujos amores são aconselhados a acautelarem-se.
A tendência típica de alguns sectores da nossa sociedade é a de diabolizar a igreja pelas suas acções passadas, quaisquer que elas tenham sido, e exigir como paga de todos os pecados cometidos em nome de Deus o completo silêncio destas comunidades religiosas, especialmente a católica. Ainda me lembro do escarcéu que se levantou, há mais de um ano atrás, no Almanaque FDUP, quando eu resolvi discordar com a opinião dominante, que achava ridículo considerar um líder de uma comunidade religiosa como um elemento de confiança da vida social dos portugueses. A tacanhez comum, desde sempre semeada pelos meios universitários, influenciada por este ultra-centralismo dirigista, que nega qualquer tipo de “auctoritas” local tradicional, especialmente de órgãos religiosos, foi-me nesse momento vislumbrada em todo o seu esplendor pela primeira vez.
Para senhores como Daniel Oliveira, e para partidos como o Bloco de Esquerda, a Igreja e as instituições por ela defendidas são alvos a abater. E enquanto isso não se faz, procura-se diminuí-la, e exigir a sua neutralidade como penitência.
O que faz com que, sempre que um representante da Igreja Católica venha a público debater sobre assuntos delicados, a mesma tropa fandanga esteja preparada para lhe cair em cima.
Qualquer conteúdo racista ou fanático nas palavras do Patriarca, se as há, ainda estou para que mo provem. O que eu vejo é um sério conselho às mulheres europeias, sobre as diferenças culturais entre os dois povos. O único mal que eu vejo no texto é só se ter mencionado as jovens europeias de formação cristã. Conheço jovens europeias, de formação ateia, que também sentiriam muita diferença caso passassem a viver num país muçulmano.
A luta por este tipo de multiculturalismo parece desculpar as sharias e as mutilações, e sistematicamente confundir a Igreja com a Inquisição, e até com o IIIº Reich (a maior prova possível de ignorância histórica, mas que tantas vezes eu já ouvi dizer por pessoas inteligentes), quando o fenómeno do Santo Ofício, se bem que terrível, era comum na sua forma e conteúdo tanto no Mundo Católico como no Protestante (alguém já ouviu falar dos famosos casos da caça às bruxas na Nova Inglaterra?) e o IIIº Reich não bebia nenhuma da sua “espiritualidade” no catolicismo nem no cristianismo em geral.
O anti-clericalismo, em Portugal, é uma crença infantil, criada desde os tempos dos “afrancesados”, e incendiada nos nossos períodos mais conturbados, como nos tempos da Iº República. É também uma amostra da quão retardada vai a nossa democracia por estes jacobinismos caducos, que apelam a uma “tolerância do respeitinho” e não reconhecem que muitas das liberdades tão consideradas por nós se confundem com a filosofia cristã europeia, tão própria das culturas ocidentais.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

o Estado islâmico

in RightSideNews

Some Islamist apologists who remain ignorant of the threat of the Islamic state argue that the ascendancy of political Islam in the Muslim world is the better of “other evils” that could arise. Many Muslims and non-Muslims alike across the world, however, believe that it is self-evident that the ascendancy of political Islam will remain a significant security threat to the United States and to the West for decades to come as it has been so obviously so for anti-Islamist Muslims and non-Muslims alike in the Middle East.

A real debate over political Islam will only occur when we engage the ideas they present to their Arabic audience, as well. The English version of their message plays a mere peripheral cosmetic role based out of London. The Arabic version stems from deep within their soul and reflects their home base of operations. The major difference between them reflects their dissimulation and hypocrisy. Thus, true anti-Islamist activity must center on their deeply engrained ideologies which are expressed in Arabic.

In Qaradawi’s description of the Islamic state in his July 13, 2008 column on his website, he in detail describes how leaders in the Islamic state are selected “by influential people.” He tries to imply that they are democratically elected but it is clearly an oligarchy. He uses examples of the first Caliph in Islamic history and discusses concepts of “shura” as being equivalent to democracy. This is quite insulting to any Muslim living in a real democracy in the United States. Yet, he implies that shura is a consultation just among the scholars or “ulemaa” alone and makes no mention whatsoever of how such a system preserves the equality of every citizen.

Um novo perigo emerge para o Estado de Direito de estilo Europeu.

terça-feira, 24 de junho de 2008

o derradeiro boneco


o Boneco Jesus (acoselho-vos a entrar no site e a ver a descrição desta preciosa peça, em tudo semelhante ao nosso Salvador, especialmente pelo facto de lhe faltar, como é natural, qualquer tipo de traço racial semítico, Graças a Deus)
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