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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mercado e Saúde IV

First of all, you have to realize that those allegedly private health care systems in the US and Switzerland are still far away from what a real private system would look like. The governments of both countries heavily regulate insurance companies and their products to make sure that every citizen gets almost full coverage (All-You-Can-Eat principle) and they reduce competition between insurers.

Secondly, it is very important to understand that the different types of health insurances around the world all exhibit the same major problem: they aim for maximum coverage and try to eliminate fees that are correlated with the amount of services consumed. So they all give incentives for overconsumption. To be precise, an insurance that covers every possible expense is not an insurance anymore, so it is kind of misleading to call some of those systems „insurance“. Anyway, for the sake of simplicity and comprehensibility, I shall stick to this common term usage.

Now, compare countries that are similar with regard to health status of the citizens and culture, i.e. eating and general living habits, for instance Great Britain, France, Germany, and Italy. The difference between the most expensive (France, 11% of GDP) and the cheapest (Britain, 8.4%) is approximately 25%. The French system has big problems with overconsumption, especially of prescription drugs, due to the fact that patients still have free choice of doctors and co-payments aren’t high enough to deter overconsumption. The government and the insurance companies didn’t introduce rationing yet. Instead, they rely on private insurances to take off some pressure from the system.

The NHS of Britain also encourages overconsumption due to the fact that patients do not have to pay a penny at the counter, since everything is financed by taxes. So the government simply rations health care in several ways: it takes expensive pharmaceutical drugs off the market; hospitals are overcrowded and understaffed, so they simply don’t offer many treatments; and practitioners keep patients away from hospitals or expensive treatment in general.

So it is very surprising to see that, despite heavy rationing, costs are still only a relative 25% down compared to France. It is reasonable to assume that costs would be even higher than in France without rationing, which is in line with what economics would predict, as the British system has even less hurdles for overconsumption than the French. By the way, the same comparison, with the same results, can be made for Germany and Italy, with Germany taking the role of France and Italy that of Britain (Italy copied the British NHS in 1978).

Let’s have a look at the US and Canada, two arch enemies with regard to health care systems. The US consumes 16% of GDP for health care, Canada only 10.1%. So Canada saves proximately 38% over the US. Just like the British system, the Canadian system knows no barriers for overconsumption, were it not for the heavy rationing of the supply of health care. The US system has also comparatively few incentives to control consumption, since co-payments are often very low and employers pay the biggest chunk of premiums. It seems that Canada is more successful in cutting costs than Britain, but there are several factors, that are responsible for this misleading image.

Firstly, Canadians tend to be healthier than Americans, which is probably mainly a result of cultural differences and eating habits. Secondly, the US has a 25% higher GDP than Canada. Economic theory and empirics tell us, that health care will take an ever bigger chunk of consumption expenditures with rising income, as affluent societies can easily afford basic consumer goods and have increasingly higher (relative) preferences for health care. So, if we crudely adjust for the aforementioned two factors, the difference between USA and Canada becomes much smaller. The remaining difference is contributable to the rationing, just like in Britain, where it perhaps saved over 25%. This should explain the „Canadian cost miracle“.

Finally, let’s have a look at Switzerland and The Netherlands. These two countries rely solely on private insurances, which are heavily regulated to offer broad coverage for many important treatments. If someone wants even more extensive coverage, he can choose to buy additional private insurances. The most important features of both countries are, that the insurances have high deductibles (up to thousands of Euros) and that there are relatively large co-payments to pay (several hundreds of Euros per quarter). This keeps consumption at least a little bit in check. And the results can be seen in the table above. Although Switzerland and The Netherlands have the second and third highest GDP in this comparison (Norway is on top), the share of health care of GDP is only 10.8% and 9.8%, respectively. Further, Switzerland probably has the highest incomes for physicians in Europe, so you may want to adjust the data for that fact, too. Most European countries are massively suppressing physician incomes in an effort to reduce costs.

Sustentabilidade II



sábado, 14 de novembro de 2009

Mercado e Saúde III - Fix Health Care

in Cato
1. Give Medicare enrollees a voucher (adjusted for their means and health risk) and let them purchase any health plan on the market,
2. Reform the tax treatment of health care with “large” health savings accounts, which would give workers a $9.7 trillion tax cut (without increasing the deficit) and free them to purchase secure coverage that meets their needs,
3. Free consumers and employers to purchase health insurance across state lines (i.e., licensed by other states), which could cover up to one third of the uninsured,
4. Make state-issued clinician licenses portable, which would increase access to care and competition among health plans, and
5. Block-grant Medicaid and the State Children’s Health Insurance Program, just as Congress did with welfare.
Unlike the president’s health care proposals (which, as Victor Fuchs explains, would merely shift costs), these reforms would reduce costs, expand coverage, and improve health care quality – without new taxes, government subsidies, or deficit spending.
Would a free market be nirvana? Of course not. But fewer Americans would fall through the cracks than under the status quo or the government takeover advancing through Congress.
There is a better way.

Mercado e Saúde II - SNS vs. Health Care

Adaptado deste artigo

Nem toda a gente, nos Estados Unidos, está coberta por um sistema de saúde que assegure o pagamento dos custos de cada um com a sua saúde.

Os gastos com a Saúde nos Estados Unidos são bastante mais elevados do que na generalidade dos países desenvolvidos. E só uma parte deles são cobertos pelo Sector Público. Embora todas as estatísticas coloquem o Sistema de Saúde americano como aquele cuja capacidade de resposta às necessidades do cidadão seja a mais elevada de todas. É caso para dizer "custa muito mas não é caro"."

No entanto:
"O financiamento do serviço é assegurado por uma variedade imensa de pagadores. Seguros de saúde privados, em primeiro lugar. Organizações filantrópicas. Serviços de saúde proporcionados pelas empresas aos seus funcionários. Estas fontes financiam entre 55 e 60% do total dos custos com a Saúde nos Estados Unidos. Dir-se-á: pois; mas os seguros de saúde, origem da maior parcela, são pagos pelos próprios indivíduos. É verdade. Mas é necessário não esquecer a outra face da moeda. É que esses mesmos indivíduos que pagam os seus seguros de saúde não pagam impostos - aliás, como os que não dispõem de seguro de saúde - para financiar as suas despesas nesse domínio. Além de que os prémios que pagam são dedutíveis ao rendimento pessoal para efeitos de impostos."

"O Sector Público é responsável pelo financiamento do resto dos gastos com a Saúde. Nisto se incluem os gastos dos Governos Central, Federal e Local. Há uma miríade de programas públicos para financiar gastos com a Saúde":

1 Os serviços para o pessoal militar.
2 Os serviços para os Veteranos.
3 A pesquisa média não comercial.
4 Programas de Compensação para Trabalhadores.
5 Programas de saúde anexos aos serviços de assistência.
6 Construção de instalações médicas.
7 Programas de saúde na maternidade para mães e filhos.
8 Programas de saúde escolares.
9 Subsídios para os hospitais e clínicas públicos Programas de saúde para os índios.
10 Programas de saúde para os imigrantes.
11 Programas de saúde para os drogados.
12 Programas de saúde para os doentes mentais.
13 Programas médicos de reabilitação física e mental.
14 E um vasto leque de cuidados conduzidos pelas instituições públicas Medicare, Medicaid e SCHIP (cuidados para as crianças), espécie de companhias de seguro públicas a custos reduzidos.

"Mas aquilo que eu gostava era mesmo ser Português e ter acesso ao Sistema de Saúde norte-americano."

Basta comparar as despesas do Estado Norte-Americano com as do Estado Português, na área da Saúde, para compreender facilmente que o peixe que Moore e a esquerda europeia persistentemente vendem, em Portugal e outros, está longe da realidade formal nas instituições de saúde dos EUA.

Mercado e Saúde

«Um país como Portugal não pode ter um SNS geral, universal e gratuito, ou seja, pago apenas pelo Orçamento de Estado. É inviável, pois não temos capacidade financeira para tal. E esta situação está indexada à própria saúde financeira do país. Se esta piora, o Estado não tem como pagar e começa a dever. E quanto pior a situação económica do país, menores são os recursos para a saúde». Daí a defesa da introdução do mecanismo do co-pagamento - «Não a taxa moderadora, que serve para moderar abusos de consumo»; o co-pagamento «envolve o pagamento de uma parte da despesa que o seu consumo exige, e essa produção de despesa deve ser partilhada em relação ao seu rendimento».

Daniel Serrão, professor jubilado da Faculdade de Medicina do Porto e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
in Vida Económica

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sustentabilidade


Gastos da Saúde no PIB dos países ocidentais.

sábado, 7 de novembro de 2009

Um Mau Sistema de Saúde é um Sistema Desumano de Saúde

A família do jovem Mauro Filipe, de Vila Real, que há três anos combate uma leucemia, lançou uma campanha de angariação de fundos para experimentar um tratamento em França depois do IPO ter-se recusado a responsabilizar-se pelo processo.

O tratamento foi sugerido pelos médicos que o seguem no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, só que a família de Mauro Filipe, que tem 23 anos e é pai de uma menina de 11 meses, diz que não possui possibilidades de pagar e, por isso mesmo, saiu à rua à procura de apoio.

A mãe, Filomena Fidalgo, lamentou que o IPO do Porto se tenha recusado remeter o processo do filho ao serviço nacional de saúde francês, para que o Estado português se responsabilizasse pelo pagamento do tratamento, que custará dezenas de milhares de euros.

Em comunicado oficial enviado à Lusa, o Conselho de Administração da instituição de saúde explicou que o doente " foi tratado no IPO Porto onde recebeu vários tratamentos incluindo transplante de medula, em Consulta de Grupo Multidisciplinar foi proposto para tratamento paliativo".

A administração do IPO Porto disse ainda que "o envio de doentes para o estrangeiro pagos pelo estado Português está legislado para situações em que não existam meios de tratamento no país, o que obviamente, não é o caso", tendo acrescentado que "é legítimo da parte do doente procurar tentativas de tratamento, não sendo no entanto, legítimo ser o Estado Português ou o IPO Porto a financiar as deslocações".

A confirmação da doença de Mauro chegou poucos dias antes do Natal de 2006. Três anos depois o jovem já fez dois tratamentos que provocaram a remissão da leucemia.

Neste Verão, Mauro fez um transplante de medula óssea e ficou curado, mas por apenas mais três meses.

Agora, aconselhado pelos seus médicos, o jovem vê com esperança um tratamento num hospital universitário, localizado nos arredores de Paris, que "já teve sucesso em vários doentes".

"Em Portugal, os médicos já não têm mais nada para me oferecer no que diz respeito a tratamentos com fins curativos", referiu Mauro Filipe à Lusa.

Por se tratar de uma doença de progressão muito rápida, é já no dia 13 de Novembro que o jovem vai ter a primeira consulta em Paris com os médicos franceses.

Familiares e amigos de Mauro estão a desenvolver uma campanha com a distribuição de panfletos e de pequenos mealheiros para a angariação de fundos pelas várias lojas comerciais e organizações de Vila Real, bem como a venda de rifas e a abertura de uma conta bancária onde poderão ser depositados os donativos (BPI - 0010.0000.43753910001.70).

sábado, 12 de setembro de 2009

"liberdade de escolher" ou "liberdade é escolher"?

Liberdade de escolha

A tese central do livro Saúde - A Liberdade de Escolher é a de que o regime da ADSE, que cobre cerca de 12 por cento da população (os funcionários públicos), deve ser alargado a toda a população. Até porque, pelos cálculos de Mendes Ribeiro, um doente tratado no SNS custa mais ao Estado do que um doente tratado no regime da ADSE (938 euros contra 780, respectivamente).

Aos que prevêem que a universalização da liberdade de escolha conduzirá ao desmantelamento do SNS, o economista responde que este princípio, além de ser compatível com a manutenção do SNS, até será a forma mais adequada de promover a sua eficiência.

Para Mendes Ribeiro, não faz sentido que coexistam dois sistemas públicos (ADSE/SNS) e a solução passa pela unificação do sistema de financiamento. E a rede pública de hospitais deve ser paga pelo Estado aos mesmos valores pagos aos privados.

O livro foi apresentado pelo médico João Lobo Antunes e pelo sociólogo António Barreto, que o prefacia. O sociólogo nota no prefácio que Mendes Ribeiro "desloca a discussão dos velhos termos ideológicos e estreitamente políticos, para a colocar antes de mais em contexto técnico, económico, financeiro e social".


sábado, 1 de agosto de 2009

ADSE, SNS - uniformizar um serviço mau?


Que os socialistas têm uma fixação grave em retirar capacidade de escolha para nivelar o povão todo por baixo, disso eu já não tinha dúvidas. Que o Partido Socialista minta, em relação ao que faz e deixa de fazer, e use de subterfúgios eleitorais para esconder o seu verdadeiro programa, também não surpreende.



Sejamos claros - o SNS foi sempre um fracasso. Originalmente, esta bandeira despregada do Partido Socialista era um dos muitos planos sociais que o governo marcelista estava, lentamente, a incrementar. Como todas as reformas sociais do pós-25 de Abril (as que perduraram, claro), não houve mérito nenhum dos revolucionários, apenas, talvez, no facto de terem adicionado ao espírito das reformas uma noção extraviada de despesismo público, que se tornou insustentável ao longo das décadas.


O SNS é, mais ou menos, isso. Um sistema super-centralizado, ao estilo soviético, desactualizado, ineficiente (e não me venham com casos particulares, como aquela vez que partiram uma perna e foram atendidos a tempo, porque isso é um mínimo exigível) e cada vez mais, um sistema tendencialmente gratuito que vai pesando nos bolsos dos portugueses.


Basicamente, é a criação típica do Partido Socialista. Os impostos mal chegam para manter a casa, os casos de abuso prosperam, o controlo é nenhum, o tratamento ao paciente é igualitário, pelo menos no que toca ao tratamento igualmente dado no sector pecuário.

Mas nós gostamos disto à la soviete.


Agora, uma solução seria descentralizar o serviço, usando como exemplo os subsistemas de saúde, como a ADSE. Seria mais eficiente alargar este conceito a todos os portugueses, do que enfiar mais 15 mil funcionários públicos nas listas dos hospitais e centros de saúde a abarrotar. Mas claro, o princípio da Livre Escolha, em Portugal, falece sempre quando deforntado com a possibilidade de manter um sistema pretensamente igualitário, de má qualidade.


Concluo com este artigo que se pode ler no portugal contemporâneo:


A ADSE é financiada exactamente da mesma forma que o SNS, através do OE. Não existe qualquer duplicação de financiamento; quando um doente da ADSE vai ao SNS a ADSE paga pelos serviços prestados. Do mesmo modo (e pela mesma tabela) que pagaria a uma instituição privada, se fosse essa a escolha do beneficiário.

Acresce que os beneficiários da ADSE ainda comparticipam com 1,5% dos seus vencimentos para este subsistema enquanto o resto da populaça não comparticipa directamente para o SNS (só através dos impostos).

Porquê, então, tanto ódio à ADSE? Porque os beneficiários da ADSE preferem a assistência privada à pública! Se o resultado da livre escolha dos beneficiários da ADSE recaísse sobre o SNS, não existiria qualquer problema. Ora, como é que respondem a este desafio os socialistas mais radicais? Melhorando o SNS para atrair mais beneficiários dos subsistemas? Não, extinguindo a ADSE.

Pretender que a ADSE é um serviço anacrónico só porque vem do tempo de Salazar, é o quê?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Reflexões Sobre Liberdade Individual e Saúde Pública


Sendo um bem jurídico constitucionalmente tutelado, a saúde pública é alvo de restrições a direitos, liberdades e garantias, e em caso de conflito de direitos fundamentais, deve-se sempre procurar a solução no quadro de unidade da Constituição.

Deve haver concordância entre as normas de diferentes dimensões nos âmbitos a actuar, para que os serviços públicos possam actuar de forma idónea e esclarecida.
A ideia da preservação da Constituição, na maior medida possível, está aqui exposta, e por isso é necessário que definições como “saúde pública” e “saúde individual” sejam preservadas na proporcionalidade e na proibição do excesso.

Para conseguir essa preservação temos de proceder, sem dúvida, a uma atenta separação das responsabilidades dos indivíduos e do Estado.

Da mesma maneira que o cidadão exige do Estado serviços públicos de saúde que o beneficiem ou se abstenham de o prejudicar, também o Estado tem o dever de impor “ao cidadão a obrigação de, por força da sua inserção na comunidade, tudo fazer para preservar o bom estado sanitário geral, mas não lhe impõe a obrigação de se manter, a si próprio, de boa saúde.” (ver Carla Amado Gomes na sua obra "Defesa da Saúde vs. Liberdade Individual").

Nos tempos que correm é de grande importância evitar paternalismos por parte das entidades governamentais, devido ao excesso que provou ter o Estado Providência sobre as decisões e opções dos cidadãos cuja composição de interesses e escolhas são, não raras vezes, sobrepostas pelo intervencionismo que perturba assim o “ordinalismo” que Hayek menciona na sua obra “The Constitution of Liberty”, que mais não é do que o equilíbrio natural pela qual as sociedades se ordenam sem intervenção de terceiros.

Todo o conceito de “interesse comum”, assim, deve ser limitado no mínimo necessário para que este não degenere em interesses privados impostos coercivamente pelo Estado sobre indivíduos desprotegidos pela Lei.

Posto isto, podemos discorrer sobre a legitimidade do Estado em banir o fumo do cigarro de certos estabelecimentos ou até a impossibilidade das empresas tabaqueiras em promover os seus produtos. Teremos em vista a criação de meios sociais mais “limpos” e saudáveis, ou a promoção de um comportamento - padrão promovido pelo Estado para desincentivar um comportamento e uma livre - escolha por parte de um cidadão?

Retirado do meu comentário ao Acórdão 423/2008 do Tribunal Constitucional.
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